Henggo
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Últimas opiniões enviadas

A Sala dos Professores (Das Lehrerzimmer) 222

A Sala dos Professores

  • Henggo
    1 semana atrás

    Eu gostei especialmente de dois pontos. Primeiro, a tensão. Nossa, como eu fiquei tenso! Desde a primeira cena, já existe um clima estranho. O escalonamento da situação, a sucessão de erros da diretoria, a noção de que aquilo virou um barril de pólvora... Em certo momento, percebi que eu estava na ponta da cadeira, com a testa franzida e segurando a respiração. Pela Carla, é claro, mas também por já ter testemunhado casos semelhantes ao meu redor.

    Para mim, foi uma dor palpável.

    Em segundo lugar, preciso destacar o silêncio do filme. Em muitas cenas, o diretor aposta no olhar, no suspiro, na completa mudez. Como sempre insisto no campo da escrita criativa, nunca devemos esquecer que os silêncios contam tantas — ou até mais — histórias que o texto ali presente. Aqui, em “A Sala dos Professores”, o que encontrei foi a personalidade desses personagens, alimentada pelas entrelinhas e pelo subtexto presente na trama.

    Isso possui uma riqueza incomparável.

    No final das contas, creio que, apesar do contexto alemão, este é o tipo de filme que conversa com muitos de nós — ouso até dizer com todos. Lembro-me de uma entrevista da icônica Elke Maravilha em que ela disse algo que ficou gravado em minha mente: “Escola é para instruir; educação se aprende em casa”. Eu vivenciei e vivencio isso na prática e, de certo modo, o filme toca exatamente nessa ferida.

  • Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another) 647

    Uma Batalha Após a Outra

  • Henggo
    2 semanas atrás

    Confesso que fiquei p*** de raiva ao pensar que gastei R$20 alugando esse filme. Sinceramente, não funcionou para mim. Algo que sempre falo em relação aos livros é que, se você pega uma obra, lê alguns capítulos, pulas uns 5 ou 6, e a história continua a fazer sentido, significa que aquela narrativa tem o que chamamos de "barriga": informações que só estão ali para fazer volume. Em um filme, quando você enche o saco depois de 1 hora assistindo, pula 40 minutos, e a história continua a fazer sentido como se você não tivesse perdido nada, é um grande indício de que há algo estranho nessa narrativa.

    Foi o que vivenciei aqui.

    Tudo bem, não posso ser hipócrita de não enaltecer a parte técnica. Nesse sentido, é um filme absurdo, sem dúvida. A cena da perseguição é diferenciada e gera tensão. Na minha opinião fecal, entra fácil para o rol de cenas icônicas do cinema. Agora, minha imersão ficou restrita a isso.

    Beleza, as atuações são boas, mas Leonardo DiCaprio não me desce. Sério. Não consigo vê-lo em um papel que não seja... o Leonardo DiCaprio! Todos os personagens são as mesmas expressões, a mesma passada de mão no cabelo, o mesmo olho tremendo, a mesma suspirada... De fato, creio que boa parte do meu ranço com o filme veio dele. Por sorte, tive Sean Penn, Benicio Del Toro e Chase Infiniti para dar uma balanceada, senão, se o filme fosse só ele, só sendo um urso para aguentar — opa, já tivemos essa experiência, não?

    Funciona como sátira? Funciona. Ainda mais em um país que está flertando com uma autocracia, "Uma Batalha Após a Outra" é uma provocação que mostra ao mundo — e aos próprios estadunidenses — a m*rda que está acontecendo nos Estados Unidos. Porém, a meu ver, mesmo esse ponto positivo meio que se perdeu devido ao problema narrativo que citei acima.

    No fim das contas, na minha experiência, soou como um filme com uma proposta f*da que se perdeu ao tentar fazer algo épico.

    editado
  • Manas (Manas) 134

    Manas

  • Henggo
    2 semanas atrás

    Em 2017, quando Viola Davis ganhou o Oscar de Atriz Coadjuvante pelo filme “Um Limite entre Nós” (2016), a artista citou o escritor August Wilson, cuja peça teatral inspirou o filme. Durante seu discurso de agradecimento, Viola disse:

    [...] existe um lugar onde estão reunidas todas as pessoas de grande potencial. Existe um lugar, e é o cemitério. As pessoas sempre me perguntam: Viola, que tipo de histórias você quer contar? E eu digo: exumem esses corpos. Exumem essas histórias, as histórias das pessoas que sonharam grande e nunca viram esses sonhos se tornarem realidade. Pessoas que se apaixonaram e perderam. Eu me tornei uma artista – e graças a Deus me tornei – porque somos a única profissão que celebra o que significa viver uma vida. [...]

    Que bom que Marianna Brennand exumou esse corpo amazônico.

    No final da sessão, eu estava engasgado, confesso. “Manas” é um filme-provocação porque nos coloca no costumeiro lugar de, do alto de nossos sofás e casas protegidas, julgar a mãe, por exemplo, apontar os dedos, sem entender a dor dessa mulher. É um filme sobre sororidade, realidade e brutalidade. Um longa-metragem sobre um lado de nós — nós, sociedade — que nos recusamos a ver. Quando vemos, fazemos posts, ficamos indignados, reclamamos. Então, após um “Ufa” ao pensar que “já fizemos nossa parte”, deslizamos a tela e sorrimos até nos acabar de mais um vídeo engraçado.

    Enquanto isso, Marcielles estão nos rios da vida.

  • 斎藤健介・ 2 anos atrás

    Acabei de assistir A Baleia e li sua resenha. Já estava emocionado, fiquei ainda mais. Achei fantástica a honestidade da sua visão.

  • magali 5 anos atrás

    Caramba, nunca tinha pensado por esse lado. Se por um acaso vc ler as obras do Nietzsche, aposto que odiaria o conceito dele de super-homem tbm.

    Depois vou assistir ambos shuauauahauq

    E CARAMBA jdhsiahaiaya
    Eu sou colunista e pretendo cursar jornalismo, é uma honra conhecer jornalistas sz

    Desejo sucesso a você em todos esses âmbitos e se quiser divulgar seu trabalho, fique à vontade

  • magali 5 anos atrás

    Eu nunca assisti muito filmes de super-herói (não tenho nada contra, mas nada a favor, até o momento), às vezes gosto de alguns, mas nunca realmente peguei pra assistir

    Pq vc não gosta?

    Eu também adoro curtas, tenho duas listas com alguns e pretendo ter mais, gosto de procurar coisa nesse estilo (quais são os seus favoritos?)

    E você escreve livros?