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Após gastar todos os seus recursos no Rio de Janeiro, Luiz larga os estudos e emprega-se como gerente em uma usina no interior onde se apaixona pela filha do patrão, Anita. Enciumado, o ex-gerente envia cartas anônimas relatando o namoro ao dono da usina, que contrariado afasta a filha do negócio. Com saudades da namorada, Luiz vai a seu encontro. Para se vingar, o ex-gerente faz explodir uma bomba na usina.
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Os primeiros filmes da história do cinema nacional, são sempre bons de se assistir.
'Brasa Dormida" é considerado pelos críticos de cinema, um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos, Este clássico mudo foi realizado pelo "pai" do cinema nacional Humberto Mauro, e lançado em 4 de março de 1928. Mais do que avaliar a história, elaborada com roteiro simples, há que se ver o contexto, as imagens captadas têm seu valor histórico e revelam cuidado e técnica acima da média. Os atores são competentes. Nita Ney e Luis Soroa fazem um casal de protagonistas simpáticos.
Seus dois primeiros longas, "Na Primavera da Vida" (filme considerado perdido de 1926) e "Tesouro Perdido" (1927) foram um ensaio de aprimoramento técnico do diretor, chegando a um estágio de bastante solidez no filme que foi o seu primeiro sucesso de público (e um verdadeiro fracasso de crítica), o romance "Brasa Dormida", de 1928. Disponível no Youtube.
Um clássico brasileiro do cinema mudo. Porém achei muito longo, chega um ponto acaba ficando cansativo. Mas, tem muita coisa interessante nele, principalmente na montagem. Humberto Mauro também já utilizava uma linguagem cinematográfica bem arrojada.
Um raro filme brasileiro do período mudo que, infelizmente não envelheceu muito bem. É difícil aceitar que o rapaz que vivia vagabundeando conseguisse rapidamente um emprego de administrador de uma grande usina. O romance dele com a filha do patrão também não empolga apesar do uso de alguns simbolismos (como a serpente na árvore). O DVD lançado no Brasil tem 97 minutos e não 120 como é informado aqui e no IMDb. Pra piorar a cópia não é restaurada e nem tem trilha sonora, o que aumenta ainda mais a monotonia.
Meu segundo filme mudo brasileiro e primeiro de Humberto Mauro. Não foi fácil ver um filme com mais de uma hora e meia totalmente mudo, embora eu goste do gênero, mas inclui uma trilha de Chopin que em certas cenas ficou bem legal.
Quanto ao filme é um clássico, não é um drama como é classificado, mas um romance. Vale pelo registro da época, ortografia que por vezes me deixava um pouco confusa. Porém esperei bem mais. Humberto Mauro era o grande queridinho dos "exigentes" diretores do Cinema Novo e "Brasa dormida" é mais do mesmo, a Vera Cruz produziu filmes bem melhores e foi rejeitada pelos diretores deste movimento tão aclamado que criticava filmes meio hollywoodianos. Mas tudo bem, Humberto Mauro teve uma carreira vasta, incluindo como documentarista. Que venham outros filmes dele bem melhores para a minha lista.