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Um projeto certo mas que caiu em mãos erradas: o roteiro de Rita Buzzar (também produtora) exagera no melodrama e diálogos óbvios. Camila Morgado faz uma personagem fechada demais para atrair a simpatia do espectador mas ela entrega alguns bons momentos perto do final. Já Caco Ciocler não convence como Prestes: em nenhum momento ele parece ser um homem capaz de liderar uma revolução. O roteiro também não favorece em nada o restante do elenco (nem a gigante Fernanda Montenegro faz algo além do básico). Além disso a direção de Jayme Monjardim aposta basicamente em closes e em uma fotografia com baixa profundidade de campo. Assim tamos quase sempre os rostos dos atores falando e o fundo desfocado. No fim Olga acaba parecendo uma telenovela de duas horas e vinte minutos.
A minissérie consegue desfazer alguns mitos como ao mostrar Lampião e seu bando expulsando, a mando de um coronel, uma família pobre de suas terras. Nelson Xavier tem um ótimo desempenho como Lampião, conseguindo dar complexidade ao personagem, um homem brutal (em sua primeira cena já mata um homem a sangue frio) mas que consegue demonstrar carinho pela mulher e filha. Tânia Alves também está perfeita como Maria Bonita, que consegue ser durona sem perder a feminilidade. O resto do elenco também tem boas atuações. O único problema é Gilson Moura que faz o tenente José Batista (baseado em João Bezerra) como um verdadeiro psicopata. Aliás os três últimos episódios acabam escorregando em um fatalismo, como se os personagens já previssem seu trágico destino. Mesmo com esse detalhe essa é uma obra memorável que possibilitou várias outras minisséries também memoráveis.
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Oi Felipp, tudo certinho?
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O primeiro ato do filme, que mostra o desaparecimento do garoto Tommy é muito bem construído, culminando na cena do pai desesperado e sendo tragado pela densa floresta. Mas logo o filme pula dez anos no tempo e o roteiro do medíocre Rospo Pallenberg (cujo único trabalho notável foi Excalibur, também dirigido por John Boorman) começa a se concentrar mais na aventura que no drama. Sim, há todo um subtexto sobre o choque cultural, a interferência da "civilização" nas comunidades silvículas e a devastação da floresta mas os conceitos nunca são desenvolvidos com profundidade. Por outro lado as locações foram muito bem escolhidas: a floresta é bem fotografada, tornando-se sufocante e perigosa.