Essa primeira temporada não economiza na violência com vários momentos realmente chocantes. Hugh Dancy consegue retratar bem o declínio mental de Will Graham, embora o roteiro não ofereça outras facetas do personagem. Não há menção a seu passado por exemplo ou relacionamentos familiares ou amorosos. Já Lawrence Fishburn está apenas correto como Jack Crawford (também mais por culpa dos roteiros do que do ator). Mas pra mim o grande obstáculo da temporada foi Madds Mikkelnsen. Ele é um ótimo ator mas não consegui "ver" nele o personagem que já foi vivido por Brian Cox e Anthony Hopkins. Hannibal Lecter é um personagem falante e que gosta de demonstrar sua erudição. Mas Mikkelsen o compõem como um homem sisudo, muito introvertido, que praticamente só fala quando lhe perguntam alguma coisa. Fico na expectativa de que ele fique mais à vontade nas próximas temporadas.
A primeira metade da minissérie é muito boa, mostrando a ascensão da protagonista, uma mulher determinada e amoral. Mas a história começa a perder força com a entrada em cena de Cirino (Marcos Palmeira), já que Maria não só se apaixona por ele como também fica estúpida por causa dele. O final também é muito ruim:
depois de construir uma fortaleza esperando um grande confronto, o que vemos é a protagonista resolvendo se matar, abandonando tudo o que tinha conquistado (aparentemente por causa do remorso pela morte do amante cafajeste). Além disso vários personagens saem da história abruptamente, sem que as subtramas sejam concluídas.
Certamente a série (e o público) mereciam um desfecho melhor.
A minissérie consegue desfazer alguns mitos como ao mostrar Lampião e seu bando expulsando, a mando de um coronel, uma família pobre de suas terras. Nelson Xavier tem um ótimo desempenho como Lampião, conseguindo dar complexidade ao personagem, um homem brutal (em sua primeira cena já mata um homem a sangue frio) mas que consegue demonstrar carinho pela mulher e filha. Tânia Alves também está perfeita como Maria Bonita, que consegue ser durona sem perder a feminilidade. O resto do elenco também tem boas atuações. O único problema é Gilson Moura que faz o tenente José Batista (baseado em João Bezerra) como um verdadeiro psicopata. Aliás os três últimos episódios acabam escorregando em um fatalismo, como se os personagens já previssem seu trágico destino. Mesmo com esse detalhe essa é uma obra memorável que possibilitou várias outras minisséries também memoráveis.
O livro clássico de Giovanni Boccaccio já tinha originado o ótimo filme dirigido por Pier Paolo Pasolini em 1971 e agora vem essa minissérie da Netflix onde, aparentemente quase todo o orçamento foi gasto nos cenários e figurinos, ficando o roteiro em última prioridade. Não há quase nada da obra original, os personagens são chatos e a narrativa é arrastada. O humor praticamente se resume a personagens gritando e correndo e o erotismo tão presente no original aqui se resume a umas duas cenas homoeróticas. Pura perda de tempo.
Os cardassianos cometeram barbaridades contra os bajorianos e mesmo assim são os personagens mais interessantes de Deep Space Nine, em especial Garak e Gul Dukat. Pena que a série dedique mais tempo à personagens chatos como O"Brien. Algo que também não aprecio mais são os episódios no universo paralelo: não acrescentarem nada à trama principal só servem para os atores "saírem" de seus personagens. Mas em geral a série vem melhorando muito.
Muito bom, embora vários personagens que se estabeleceriam na série apareçam pouco (e alguns com cor de cabelo e pele diferente do que seria nas temporadas seguintes). Agora que vi todos os episódios na ordem reparei em um detalhe divertido da abertura:
em cada episódio algum dos personagens é expelido do sofá, nunca cabem todos (ou então o sofá se arrebenta), só no último episódio da temporada eles conseguem se encaixar e ficar todos sentados.
Adaptação extremamente fiel ao romance de Guimarães Rosa: mesmo personagens e subtramas que poderiam facilmente ser cortadas do roteiro foram mantidas na trama. Inclusive a passagem mais absurda do livro
foi mantida. A direção de Walter Avancini lança mão de linguagem de cinema, com tomadas longas, ângulos baixos, planos abertos e travellings. A trilha sonora de Júlio Medaglia cria um adequado clima de estranhamento. O elenco se sai muito bem, em especial Tony Ramos, Bruna Lombardi e José Dumont. Sem sombra de dúvida um dos melhores trabalhos de dramaturgia da história da TV brasileira.
A série conta com uma direção de arte e figurinos econômicos que acaba lembrando as cinesséries das décadas de 1930 até 1950 como Flash Gordon. Gostei particularmente dos uniformes dos soldados, que foram reaproveitados de Tropas Estelares (1997). Demorei a me acostumar com Nathan Fillion como anti-herói. Ele não é um desastre como ator mas tem muito "cara de bonzinho", fincando difícil aceitá-lo como badass. O resto do elenco se sai bem, em especial Gina Torres e Morena Baccarin. Mas eu esperava um melhor desenvolvimento dos personagens de Summer Glau e Ron Glass. Infelizmente isso ficou para uma segunda temporada que não virá...
Uma boa melhora em relação à primeira temporada. Mas não dá pra entender como Quark põe a estação em perigo diversas vezes e nunca é punido. Já Sisko está mais interessante e os demais personagens cumprem bem suas funções e tem bons momentos. Os cardassianos se estabelecem como ótimos vilões. A temporada se encerra de forma sombria e com potencial para melhorar ainda mais.
Série com apenas 6 antológicos episódios. A rede ABC cancelou o show alegando que o público não estava preparado para aquele tipo de humor na TV. Chegaram a propor que se colocasse risadas "enlatadas" nas piadas mas isso foi descartado pelos produtores Jim Abrahams e irmãos Zucker. Eles não lamentaram o cancelamento pois concluíram que o humor se esgotaria muito rápido com o ritmo puxado das série de TV e acabaria ficando repetitivo. Seu objetivo desde o inicio era fazer longas metragens para TV ou cinema. Em entrevista posterior, Leslie Nielsen também afirmou que esse humor nonsense é mais adequado para a tela do cinema, onde as pessoas tem menos distrações e podem prestar mais atenção aos detalhes das cenas. Uma dica: A partir do segundo episódio o detetive Drebin sempre listava os vilões presos nos episódios anteriores. Só que o quinto episódio foi gravado antes do terceiro, o que comprometeu a piada. Assim a ordem correta para se assistir os episódios seria 1-2-5-4-3-6.
A minissérie se mantém fiel ao romance epistolar de Choderlos de Laclos (e ao filme homônimo de 1988) embora faça algumas alterações já vistas na adaptação de 1989, Valmont, de Milos Forman*. Com ótima recriação de época e desempenhos competentes do elenco só penso que poderia ser uns dois capítulos mais curta. A subtrama da enfermidade de Mariana se estende um pouco mais do que o necessário. Mesmo assim é uma obra muito bem realizada pela TV brasileira. *Spoiler do livro e do filme de Stephen Frears:
Gostei mais do último episódio, que faz uma homenagem ao filme O Dia do Chacal (1973) e tem um vilão inteligente, um McGyver invertido. Ele e o herói estabelecem uma dinâmica Sherlock Holmes x Prof. Moriarty.
Um anime em 26 episódios bem peculiares: Há bastante violência, principalmente contra animais. Outro detalhe é que a maioria dos episódios começa in media res, ou seja, com Sanshiro já inserido na história, seja perseguido por criminosos ou alistado como soldado em um exercito estrangeiro. Os nomes dos países e cidades visitados por Sanshiro quase nunca são especificados. O que a série tem de melhor é um clima psicodélico em vários episódios, refletindo bem o final dos anos 60, além de uma contagiante canção de abertura. Foi lançada em DVD no Brasil pela Cult Classic, com o áudio original em japonês e dublagem em francês.
Tentei mas não consegui gostar pra valer dessa primeira temporada de DS9. Nem de longe os personagens são tão interessantes quanto os da série original e os da Nova Geração. O comandante Sisko já entra na história ganhando a antipatia do espectador
ao lançar um olhar de raiva ao capitão Picard, a quem culpa pela morte da esposa (quando ele sabia muito bem que Picard estava sob domínio dos Borgs na ocasião fatídica).
Não apenas isso como Sisko exibe um comportamento indigno em várias ocasiões, como quando puxa Kira pelo braço ou pragueja. Isso seria compreensível em alienígenas como Kira ou Odo mas soa estranho em um membro da Federação. O'Brien é outro membro da Federação que aparece frequentemente praguejando contra os cardassianos. Já outros personagens são menos desenvolvidos em suas funções: o Dr. Bashir por exemplo, raramente é visto praticando a medicina, ao contrário do Dr. McCoy e da Dra. Crusher nas séries predecessoras. Vou fazer um esforço para assistir a segunda temporada mas sem nenhum entusiasmo.
A série se encerra com uma temporada bem satisfatória, embora não tão brilhante quanto as 3ª, 4ª, 5ª e 6ª. Algumas subtramas são mal desenvolvidas, como o romance entre Troi e Worf. Outras são difíceis de aceitar
Como citaram abaixo o DVD lançado pela Classic Line é péssimo, colocaram todos os episódios em um só disco, o que ter prejudicado as imagens. Assim como outros seriados da época os personagens sempre saem no soco, quebrando quase todos os objetos do cenário. O estranho é que o personagem se chamar América e ter sido lançado na época da Segunda Guerra Mundial não há uma mensagem patriótica ou vilões estrangeiros.
A série acaba em nível bem inferior às três primeiras (e excelentes) temporadas. Uma pena pois aqui e ali ela quase lembra seus melhores momentos, como no episódio que referencia Karatê Kid, o do paintball (de novo...) e o ultimo episódio, que lava a alma dos fãs e é, de longe, o melhor da temporada. Uma pena que
Uma perceptível queda de qualidade em relação às temporadas anteriores, acaba lembrando uma sitcom convencional. Mas os cinco últimos episódios conseguem recuperar um pouco do brilhantismo, da metalinguagem e das referências que fizeram essa série inesquecível.
Minissérie húngaro-alemã para comemorar os 300 anos de nascimento do sublime J.S. Bach. Os quatro capítulos são quase independentes entre si, enfocando determinados períodos e eventos da biografia do gênio, que frequentemente tinha que mudar de trabalho e de cidade. O primeiro episódio é um pouco insípido mas os seguintes são bem interessantes, principalmente pela presença de Anna Magdalena, segunda esposa e colaboradora de Bach por quase 30 anos. O ator Ulrich Thein consegue impor a personalidade à Bach, regido por fortes princípios e amor incondicional à sua obra. O roteiro peca por usar diálogos muito expositivos. Já a direção se sai bem usando muitos travellings horizontais e contra-zooms, que lembram o trabalho de Kubrick em Barry Lyndon (1975). Quem é fã de música erudita não pode deixar de ver.
Melhorou bastante em relação à primeira temporada, colocando mais continuidade nos episódios. O penúltimo episódio parece um filme de David Lynch, um sonho emendado em outro.
Finalmente a Nova Geração decolou! Ótimos roteiros que colocam diversos dilemas morais para os personagens. Picard volta a ter mais destaque nessa temporada sem que os coadjuvantes sejam ignorados. Para os fãs da Série original temos aqui a visita do ducentenário Sarek. E não podemos esquecer que nessa temporada temos os famosos memes do capitão Picard.
Hannibal (1ª Temporada)
4.4 995 Assista AgoraEssa primeira temporada não economiza na violência com vários momentos realmente chocantes. Hugh Dancy consegue retratar bem o declínio mental de Will Graham, embora o roteiro não ofereça outras facetas do personagem. Não há menção a seu passado por exemplo ou relacionamentos familiares ou amorosos. Já Lawrence Fishburn está apenas correto como Jack Crawford (também mais por culpa dos roteiros do que do ator). Mas pra mim o grande obstáculo da temporada foi Madds Mikkelnsen. Ele é um ótimo ator mas não consegui "ver" nele o personagem que já foi vivido por Brian Cox e Anthony Hopkins. Hannibal Lecter é um personagem falante e que gosta de demonstrar sua erudição. Mas Mikkelsen o compõem como um homem sisudo, muito introvertido, que praticamente só fala quando lhe perguntam alguma coisa. Fico na expectativa de que ele fique mais à vontade nas próximas temporadas.
Memorial de Maria Moura
3.9 23 Assista AgoraA primeira metade da minissérie é muito boa, mostrando a ascensão da protagonista, uma mulher determinada e amoral. Mas a história começa a perder força com a entrada em cena de Cirino (Marcos Palmeira), já que Maria não só se apaixona por ele como também fica estúpida por causa dele. O final também é muito ruim:
depois de construir uma fortaleza esperando um grande confronto, o que vemos é a protagonista resolvendo se matar, abandonando tudo o que tinha conquistado (aparentemente por causa do remorso pela morte do amante cafajeste). Além disso vários personagens saem da história abruptamente, sem que as subtramas sejam concluídas.
Certamente a série (e o público) mereciam um desfecho melhor.
Lampião e Maria Bonita
3.7 26 Assista AgoraA minissérie consegue desfazer alguns mitos como ao mostrar Lampião e seu bando expulsando, a mando de um coronel, uma família pobre de suas terras. Nelson Xavier tem um ótimo desempenho como Lampião, conseguindo dar complexidade ao personagem, um homem brutal (em sua primeira cena já mata um homem a sangue frio) mas que consegue demonstrar carinho pela mulher e filha. Tânia Alves também está perfeita como Maria Bonita, que consegue ser durona sem perder a feminilidade. O resto do elenco também tem boas atuações. O único problema é Gilson Moura que faz o tenente José Batista (baseado em João Bezerra) como um verdadeiro psicopata. Aliás os três últimos episódios acabam escorregando em um fatalismo, como se os personagens já previssem seu trágico destino. Mesmo com esse detalhe essa é uma obra memorável que possibilitou várias outras minisséries também memoráveis.
Decameron (1ª Temporada)
3.4 28 Assista AgoraO livro clássico de Giovanni Boccaccio já tinha originado o ótimo filme dirigido por Pier Paolo Pasolini em 1971 e agora vem essa minissérie da Netflix onde, aparentemente quase todo o orçamento foi gasto nos cenários e figurinos, ficando o roteiro em última prioridade. Não há quase nada da obra original, os personagens são chatos e a narrativa é arrastada. O humor praticamente se resume a personagens gritando e correndo e o erotismo tão presente no original aqui se resume a umas duas cenas homoeróticas. Pura perda de tempo.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (4ª Temporada)
4.1 6Os cardassianos cometeram barbaridades contra os bajorianos e mesmo assim são os personagens mais interessantes de Deep Space Nine, em especial Garak e Gul Dukat. Pena que a série dedique mais tempo à personagens chatos como O"Brien. Algo que também não aprecio mais são os episódios no universo paralelo: não acrescentarem nada à trama principal só servem para os atores "saírem" de seus personagens. Mas em geral a série vem melhorando muito.
Os Simpsons (1ª Temporada)
4.4 128 Assista AgoraMuito bom, embora vários personagens que se estabeleceriam na série apareçam pouco (e alguns com cor de cabelo e pele diferente do que seria nas temporadas seguintes). Agora que vi todos os episódios na ordem reparei em um detalhe divertido da abertura:
em cada episódio algum dos personagens é expelido do sofá, nunca cabem todos (ou então o sofá se arrebenta), só no último episódio da temporada eles conseguem se encaixar e ficar todos sentados.
Grande Sertão: Veredas
4.1 25 Assista AgoraAdaptação extremamente fiel ao romance de Guimarães Rosa: mesmo personagens e subtramas que poderiam facilmente ser cortadas do roteiro foram mantidas na trama. Inclusive a passagem mais absurda do livro
(envolvendo canibalismo)
Sem sombra de dúvida um dos melhores trabalhos de dramaturgia da história da TV brasileira.
Firefly (1ª Temporada)
4.5 86A série conta com uma direção de arte e figurinos econômicos que acaba lembrando as cinesséries das décadas de 1930 até 1950 como Flash Gordon. Gostei particularmente dos uniformes dos soldados, que foram reaproveitados de Tropas Estelares (1997).
Demorei a me acostumar com Nathan Fillion como anti-herói. Ele não é um desastre como ator mas tem muito "cara de bonzinho", fincando difícil aceitá-lo como badass. O resto do elenco se sai bem, em especial Gina Torres e Morena Baccarin. Mas eu esperava um melhor desenvolvimento dos personagens de Summer Glau e Ron Glass. Infelizmente isso ficou para uma segunda temporada que não virá...
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (2ª Temporada)
3.9 9Uma boa melhora em relação à primeira temporada. Mas não dá pra entender como Quark põe a estação em perigo diversas vezes e nunca é punido. Já Sisko está mais interessante e os demais personagens cumprem bem suas funções e tem bons momentos. Os cardassianos se estabelecem como ótimos vilões. A temporada se encerra de forma sombria e com potencial para melhorar ainda mais.
Esquadrão de Polícia
3.9 17Série com apenas 6 antológicos episódios. A rede ABC cancelou o show alegando que o público não estava preparado para aquele tipo de humor na TV. Chegaram a propor que se colocasse risadas "enlatadas" nas piadas mas isso foi descartado pelos produtores Jim Abrahams e irmãos Zucker. Eles não lamentaram o cancelamento pois concluíram que o humor se esgotaria muito rápido com o ritmo puxado das série de TV e acabaria ficando repetitivo. Seu objetivo desde o inicio era fazer longas metragens para TV ou cinema. Em entrevista posterior, Leslie Nielsen também afirmou que esse humor nonsense é mais adequado para a tela do cinema, onde as pessoas tem menos distrações e podem prestar mais atenção aos detalhes das cenas.
Uma dica: A partir do segundo episódio o detetive Drebin sempre listava os vilões presos nos episódios anteriores. Só que o quinto episódio foi gravado antes do terceiro, o que comprometeu a piada. Assim a ordem correta para se assistir os episódios seria 1-2-5-4-3-6.
Ligações Perigosas
3.9 52 Assista AgoraA minissérie se mantém fiel ao romance epistolar de Choderlos de Laclos (e ao filme homônimo de 1988) embora faça algumas alterações já vistas na adaptação de 1989, Valmont, de Milos Forman*. Com ótima recriação de época e desempenhos competentes do elenco só penso que poderia ser uns dois capítulos mais curta. A subtrama da enfermidade de Mariana se estende um pouco mais do que o necessário. Mesmo assim é uma obra muito bem realizada pela TV brasileira.
*Spoiler do livro e do filme de Stephen Frears:
No romance, Cecilia sofre um aborto.
MacGyver - Profissão: Perigo (1ª Temporada)
4.0 76Gostei mais do último episódio, que faz uma homenagem ao filme O Dia do Chacal (1973) e tem um vilão inteligente, um McGyver invertido. Ele e o herói estabelecem uma dinâmica Sherlock Holmes x Prof. Moriarty.
O Judoca
4.1 2Um anime em 26 episódios bem peculiares: Há bastante violência, principalmente contra animais. Outro detalhe é que a maioria dos episódios começa in media res, ou seja, com Sanshiro já inserido na história, seja perseguido por criminosos ou alistado como soldado em um exercito estrangeiro. Os nomes dos países e cidades visitados por Sanshiro quase nunca são especificados. O que a série tem de melhor é um clima psicodélico em vários episódios, refletindo bem o final dos anos 60, além de uma contagiante canção de abertura.
Foi lançada em DVD no Brasil pela Cult Classic, com o áudio original em japonês e dublagem em francês.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (1ª Temporada)
3.9 23Tentei mas não consegui gostar pra valer dessa primeira temporada de DS9. Nem de longe os personagens são tão interessantes quanto os da série original e os da Nova Geração. O comandante Sisko já entra na história ganhando a antipatia do espectador
ao lançar um olhar de raiva ao capitão Picard, a quem culpa pela morte da esposa (quando ele sabia muito bem que Picard estava sob domínio dos Borgs na ocasião fatídica).
Já outros personagens são menos desenvolvidos em suas funções: o Dr. Bashir por exemplo, raramente é visto praticando a medicina, ao contrário do Dr. McCoy e da Dra. Crusher nas séries predecessoras.
Vou fazer um esforço para assistir a segunda temporada mas sem nenhum entusiasmo.
Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (7ª Temporada)
4.2 18A série se encerra com uma temporada bem satisfatória, embora não tão brilhante quanto as 3ª, 4ª, 5ª e 6ª. Algumas subtramas são mal desenvolvidas, como o romance entre Troi e Worf. Outras são difíceis de aceitar
como Wesley e Ro Laren abandonarem a Frota Estelar depois de vários anos de experiência e convivência.
Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (6ª Temporada)
4.3 9Uma penúltima temporada de alto nível e com ótimas participações especiais: Ronny Cox, James Doohan, Stephen Hawking...
E vou confessar um pecado: gosto mais de Picard do que de Kirk.
Capitão América
3.0 4Como citaram abaixo o DVD lançado pela Classic Line é péssimo, colocaram todos os episódios em um só disco, o que ter prejudicado as imagens. Assim como outros seriados da época os personagens sempre saem no soco, quebrando quase todos os objetos do cenário. O estranho é que o personagem se chamar América e ter sido lançado na época da Segunda Guerra Mundial não há uma mensagem patriótica ou vilões estrangeiros.
Community (6ª Temporada)
3.7 136A série acaba em nível bem inferior às três primeiras (e excelentes) temporadas. Uma pena pois aqui e ali ela quase lembra seus melhores momentos, como no episódio que referencia Karatê Kid, o do paintball (de novo...) e o ultimo episódio, que lava a alma dos fãs e é, de longe, o melhor da temporada. Uma pena que
Chevy Chase e Donald Glover não apareceram na despedida.
BoJack Horseman (2ª Temporada)
4.4 174Pra mim é a melhor produção da Netflix. Tão viciante quanto a primeira temporada.
Community (4ª Temporada)
3.7 161 Assista AgoraUma perceptível queda de qualidade em relação às temporadas anteriores, acaba lembrando uma sitcom convencional. Mas os cinco últimos episódios conseguem recuperar um pouco do brilhantismo, da metalinguagem e das referências que fizeram essa série inesquecível.
Johann Sebastian Bach – O Mestre da Música
4.6 6Minissérie húngaro-alemã para comemorar os 300 anos de nascimento do sublime J.S. Bach. Os quatro capítulos são quase independentes entre si, enfocando determinados períodos e eventos da biografia do gênio, que frequentemente tinha que mudar de trabalho e de cidade. O primeiro episódio é um pouco insípido mas os seguintes são bem interessantes, principalmente pela presença de Anna Magdalena, segunda esposa e colaboradora de Bach por quase 30 anos. O ator Ulrich Thein consegue impor a personalidade à Bach, regido por fortes princípios e amor incondicional à sua obra. O roteiro peca por usar diálogos muito expositivos. Já a direção se sai bem usando muitos travellings horizontais e contra-zooms, que lembram o trabalho de Kubrick em Barry Lyndon (1975).
Quem é fã de música erudita não pode deixar de ver.
Irmão do Jorel (2ª Temporada)
4.7 54Melhorou bastante em relação à primeira temporada, colocando mais continuidade nos episódios. O penúltimo episódio parece um filme de David Lynch, um sonho emendado em outro.
Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (3ª Temporada)
4.2 17Finalmente a Nova Geração decolou!
Ótimos roteiros que colocam diversos dilemas morais para os personagens. Picard volta a ter mais destaque nessa temporada sem que os coadjuvantes sejam ignorados. Para os fãs da Série original temos aqui a visita do ducentenário Sarek.
E não podemos esquecer que nessa temporada temos os famosos memes do capitão Picard.
O Marechal do Universo
3.1 2Quase tudo nesse seriado é reciclado de outros filmes e seriados: cenas, música, figurinos, cenários.