Um filme que exige muita atenção do espectador, já que mistura cenas do "presente" com flashbacks e delírios dos personagens. O resultado é um clima onírico que lembra muito "Andrei Rublev", lançado por Tarkovsky um ano antes. A fotografia em preto e branco destaca as gélidas paisagens tchecas.
Se o primeiro filme se inspirava claramente em Hamlet e o segundo em Romeu e Julieta, este terceiro (ou seria 1 1/2?) vai por um caminho mais "ousado", se baseando na peça de Tom Stoppard, "Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos" para narrar as aventuras de Timão e Pumba em paralelo com a do primeiro filme. Há também uma clara referência a série Mystery Science Theater 3000, ao apresentar os personagens assistindo e comentado seu próprio filme em um cinema. O filme bem poderia se chamar "Timão: O Filme" já que é dele o principal arco dramático e a história de origem, enquanto Pumba é relegado a coadjuvante engraçadinho.
Tom Savini devia estar atolado em dívidas para aceitar participar dessa baixaria. Os "atores" e "atrizes" são tão ruins que a única coisa que o espectador pode fazer é torcer param que todos morram logo. O diretor Johannes Roberts é tão incompetente que faz Uwe Boll parecer Martin Scorsese. Como um estúdio como a Paramount se propôs a lançar uma porcaria dessas em DVD é algo que não posso sequer imaginar.
Nesse terceiro filme da franquia fica clara a intenção dos realizadores de transformar Pinhead em um novo Freddy Krueger. Antes um personagem taciturno, agora falastrão e soltando piadinhas o tempo todo. Pior é que antes havia uma aura de mistério em torno dele e um "motivo" para torturar suas vítimas que mexiam na caixa mágica. Agora ele mata só por matar. A cena da igreja é boa mas depois o filme ainda se arrasta por vários minutos. Uma tortura digna dos cenobitas para o escpectador.
Uma moça é assediada e quase violentada por três marginais e o que ela diz ao namorado logo em seguida? Para ele se livrar da arma que tinha levado pois ela, como enfermeira, "já tinha visto gente demais morrer". E o sujeito obedece sem qualquer argumentação. É esse tipo de personagens que os realizadores desse filme querem que a gente simpatize? Aliás a cena do assédio que mencionei é a única que consegue ser realmente tensa, lembrando o clássico Amargo Pesadelo (1972).
Axel Foley é um João Grilo dos EUA: sempre se sai bem com uma mentira na ponta da língua. Infelizmente essa continuação conta com um roteiro bem fraco e com vários absurdos, como a ideia de ladrões enviando cartas para a polícia ou o protagonista usando sempre a mesma roupa do primeiro filme (como se fosse um uniforme). Além disso o ritmo é mais irregular que no primeiro e a ação demora mais a deslanchar.
O primeiro ato do filme, que mostra o desaparecimento do garoto Tommy é muito bem construído, culminando na cena do pai desesperado e sendo tragado pela densa floresta. Mas logo o filme pula dez anos no tempo e o roteiro do medíocre Rospo Pallenberg (cujo único trabalho notável foi Excalibur, também dirigido por John Boorman) começa a se concentrar mais na aventura que no drama. Sim, há todo um subtexto sobre o choque cultural, a interferência da "civilização" nas comunidades silvículas e a devastação da floresta mas os conceitos nunca são desenvolvidos com profundidade. Por outro lado as locações foram muito bem escolhidas: a floresta é bem fotografada, tornando-se sufocante e perigosa.
Um projeto certo mas que caiu em mãos erradas: o roteiro de Rita Buzzar (também produtora) exagera no melodrama e diálogos óbvios. Camila Morgado faz uma personagem fechada demais para atrair a simpatia do espectador mas ela entrega alguns bons momentos perto do final. Já Caco Ciocler não convence como Prestes: em nenhum momento ele parece ser um homem capaz de liderar uma revolução. O roteiro também não favorece em nada o restante do elenco (nem a gigante Fernanda Montenegro faz algo além do básico). Além disso a direção de Jayme Monjardim aposta basicamente em closes e em uma fotografia com baixa profundidade de campo. Assim tamos quase sempre os rostos dos atores falando e o fundo desfocado. No fim Olga acaba parecendo uma telenovela de duas horas e vinte minutos.
A minissérie consegue desfazer alguns mitos como ao mostrar Lampião e seu bando expulsando, a mando de um coronel, uma família pobre de suas terras. Nelson Xavier tem um ótimo desempenho como Lampião, conseguindo dar complexidade ao personagem, um homem brutal (em sua primeira cena já mata um homem a sangue frio) mas que consegue demonstrar carinho pela mulher e filha. Tânia Alves também está perfeita como Maria Bonita, que consegue ser durona sem perder a feminilidade. O resto do elenco também tem boas atuações. O único problema é Gilson Moura que faz o tenente José Batista (baseado em João Bezerra) como um verdadeiro psicopata. Aliás os três últimos episódios acabam escorregando em um fatalismo, como se os personagens já previssem seu trágico destino. Mesmo com esse detalhe essa é uma obra memorável que possibilitou várias outras minisséries também memoráveis.
Uma divertidíssima fábula que junta o idealismo de Frank Capra (especialmente "A Felicidade Não Se Compra") com o cinismo dos anos 90. Merecia o Oscar de melhor montagem e nem sequer foi indicado...
Uma bela homenagem de Walter Hill ao cinema de Sam Peckinpah: as cenas de violencia em câmera lenta são muito bem realizadas e o diretor adia em alguns minutos um assalto a banco, o que aumenta a tensão. O design de produção e os figurinos investem em tons terrosos, marrom e cinza, dando um ar triste e pouco acolhedor àquele universo. Um dos melhores faroestes de uma época em que o gênero estava em declínio.
Um filhote tardio do cinema brucutu que esteve em alta nos anos 80, com alguns detalhes que o tornam minimamente interessante como por exemplo, os SEALS prestando contas da missão aos seus superiores, algo pouco visto em filmes do gênero. Michael Biehn faz o líder da equipe de forma carismática, enquanto Charlie Sheen vive um jovem impulsivo, quase psicótico.
Uma animação de boa qualidade que teve o azar de ser eclipsado por Toy Story, lançado na mesma época. Fracassou nas bilheterias mas foi um sucesso em VHS. Para os adultos é difícil não notar o roteiro esquemático e previsível. Ao contrário das animações da Disney não há canções o tempo todo mas em contrapartida há uma necessidade de apresentar um personagem engraçadinho a cada minuto.
Essa terceira adaptação de Ben-Hur para o cinema (sem contar o curta de 1907) é um festival de equívocos do inicio ao fim. A ideia de tornar Ben-Hur e Messala irmãos adotivos que se gostam muito torna praticamente impossível acreditar nas atitudes deste na metade do filme. Da mesma forma eliminar o personagem Quintus Arrius (que adota Ben-Hur após a batalha naval) torna o retorno do protagonista inverossímil (ele seria preso assim que entrasse no Circus). Até a presença de Jesus Cristo é feita de forma banal (nas versões anteriores ele não falava e jamais víamos seu rosto mas sua presença era marcante desde o início). Historicamente também há diversos absurdos como mulheres condenadas a crucificação (só homens eram) e Jerusalém situada a beira de um penhasco. E pra completar o desastre o roteiro investe em um melodrama digno de telenovela no desfecho. Uma verdadeira penitência ter que assistir isso.
É um daqueles filmes que encanta pelo amadorismo da produção, pelo baixo orçamento. Mas, ao mesmo tempo é difícil não reparar nos absurdos, como por exemplo os personagens estarem no Brasil e no segundo seguinte já estarem na "África", ou os figurinos dos "árabes" que parecem reaproveitados de um baile carnavalesco. Ainda assim diverte se abraçarmos o tom mambembe da produção.
Depois de fantasias medievais e ficções científicas futuristas Paul Verhoeven voltou aos thrillers carregados de erotismo e ambiguidades neste Instinto Selvagem que traz várias similaridades com em seu excelente "O Quarto Homem" (1983). É um dos grandes neo-noir dos anos 90, engrandecido pela trilha sonora de Jerry Goldsmith e com elenco competente.
O filme cria um clima de estranhamento logo nos primeiros minutos devido, principalmente a ambientação e ao design de som. Sergi López (não lembrando em absolutamente nada o desprezível capitão Vidal de "O Labirinto do Fauno") e o pequeno Bruno Núñez Arjona servem de ancora emocional do filme, com quem o espectador tem facilidade de se identificar e se ssaem muito bem na tarefa. Pena que o roteiro não invista muito nos demais personagens que acabam se destacando mais por peculiaridades físicas, como o coto no braço de um ou a perna mecânica de outro. Mesmo assim é uma viagem sensorial que vale a pena ser percorrida.
Há vários elementos aqui que Michael Mann reutilizaria em sua obra-prima Fogo Contra Fogo (1995): o policial obcecado em capturar um criminoso e como essa investigação acaba afetando sua vida familiar. O diretor cria uma ambientação triste, pessimista e fria, algo salientado pela fotografia de Dante Spinotti (que curiosamente também trabalhou na versão de 2002) que faz uso frequente da cor azul.
Como uma tranqueira dessas vira um cult movie é algo que nem Freud ou Einstein conseguiriam explicar. A montagem é arrastada, com cenas longas demais, demora uma eternidade para que algo aconteça. Os personagens são chatos e há uma única cena de gore mais extremo mas não é o suficiente para um filme que tortura o espectador por uma hora e meia. Merece ir pro ferro-velho.
Mais uma continuação que tenta ser original deturpando o conceito do filme anterior. E o resultado aqui ficou ridículo: uma barata apaixonada por uma humana (seria o equivalente a uma zebra se apaixonar por um leão). Pra piorar a protagonista é tão expressiva quanto uma barata morta e o coitado do Bruno Campos até tenta convencer como policial galã mas fica perdido no meio da ruindade desse filme. Pelo menos a direção de arte acerta ao construir uma Nova York suja e úmida, bem distante do glamour com que a cidade normalmente é vista no cinema. Curiosidade: foi lançado em 17 de julho de 2001 ou seja, deve ter sido um dos últimos filmes a mostrar as torres gêmeas do WTC antes delas caírem no atentado de 11 de setembro.
Ao nos apresentar a trajetória das três ceguinhas o filme levanta várias questões sobre o prórpio cinema (as três cantoras se perguntam se poderiam ser consideradas "estrelas") e exploração: seja pelos ex-maridos, seja por vizinhos aparentemente bem intencionados. Até mesmo o próprio cinema é questionado como meio de exploração já que em certo momento uma das protagonistas pergunta ao diretor se ele não as estava usando para ganhar dinheiro (e Roberto Berliner teve coragem e bom senso de manter essa cena no filme). Uma obra para se ver de olhos bem abertos.
O grande destaque da produção é sem dúvida a direção de arte, que cria diversos cenários grandiosos e detalhistas. As cenas de batalha no terceiro ato também são grandiosas e nada ficam a dever às produções de D. W. Griffith. Porém esse terceiro ato também é o mais problemático já que apresenta uma versão rasa e distorcida (além de anacrônica) da Revolução Francesa.
Uma salada que mistura documentário, aventura e comédia. Irwin e sua esposa realmente fizeram as cenas onde se atracam com crocodilos e outros animais sem usar bonecos ou efeitos visuais. Consegue divertir se você abraçar a proposta que parece unir Discovery Channel com um filme do Trapalhões.
Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo (Mas …
3.5 390 Assista AgoraWoody Allen brincando de Monty Python. Embora não seja um dos seus filmes mais engraçados vale muito ver pela ousadia temática e o visual inovador.
Marketa Lazarova
4.1 28Um filme que exige muita atenção do espectador, já que mistura cenas do "presente" com flashbacks e delírios dos personagens. O resultado é um clima onírico que lembra muito "Andrei Rublev", lançado por Tarkovsky um ano antes. A fotografia em preto e branco destaca as gélidas paisagens tchecas.
O Rei Leão 3: Hakuna Matata
3.6 302 Assista AgoraSe o primeiro filme se inspirava claramente em Hamlet e o segundo em Romeu e Julieta, este terceiro (ou seria 1 1/2?) vai por um caminho mais "ousado", se baseando na peça de Tom Stoppard, "Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos" para narrar as aventuras de Timão e Pumba em paralelo com a do primeiro filme. Há também uma clara referência a série Mystery Science Theater 3000, ao apresentar os personagens assistindo e comentado seu próprio filme em um cinema.
O filme bem poderia se chamar "Timão: O Filme" já que é dele o principal arco dramático e a história de origem, enquanto Pumba é relegado a coadjuvante engraçadinho.
Floresta dos Condenados
1.5 72Tom Savini devia estar atolado em dívidas para aceitar participar dessa baixaria. Os "atores" e "atrizes" são tão ruins que a única coisa que o espectador pode fazer é torcer param que todos morram logo. O diretor Johannes Roberts é tão incompetente que faz Uwe Boll parecer Martin Scorsese. Como um estúdio como a Paramount se propôs a lançar uma porcaria dessas em DVD é algo que não posso sequer imaginar.
Hellraiser III: Inferno na Terra
3.1 237 Assista AgoraNesse terceiro filme da franquia fica clara a intenção dos realizadores de transformar Pinhead em um novo Freddy Krueger. Antes um personagem taciturno, agora falastrão e soltando piadinhas o tempo todo. Pior é que antes havia uma aura de mistério em torno dele e um "motivo" para torturar suas vítimas que mexiam na caixa mágica. Agora ele mata só por matar. A cena da igreja é boa mas depois o filme ainda se arrasta por vários minutos. Uma tortura digna dos cenobitas para o escpectador.
Pânico na Floresta 2
2.5 253 Assista AgoraUma moça é assediada e quase violentada por três marginais e o que ela diz ao namorado logo em seguida? Para ele se livrar da arma que tinha levado pois ela, como enfermeira, "já tinha visto gente demais morrer". E o sujeito obedece sem qualquer argumentação. É esse tipo de personagens que os realizadores desse filme querem que a gente simpatize? Aliás a cena do assédio que mencionei é a única que consegue ser realmente tensa, lembrando o clássico Amargo Pesadelo (1972).
Um Tira da Pesada II
3.2 195 Assista AgoraAxel Foley é um João Grilo dos EUA: sempre se sai bem com uma mentira na ponta da língua. Infelizmente essa continuação conta com um roteiro bem fraco e com vários absurdos, como a ideia de ladrões enviando cartas para a polícia ou o protagonista usando sempre a mesma roupa do primeiro filme (como se fosse um uniforme). Além disso o ritmo é mais irregular que no primeiro e a ação demora mais a deslanchar.
A Floresta das Esmeraldas
3.1 35O primeiro ato do filme, que mostra o desaparecimento do garoto Tommy é muito bem construído, culminando na cena do pai desesperado e sendo tragado pela densa floresta. Mas logo o filme pula dez anos no tempo e o roteiro do medíocre Rospo Pallenberg (cujo único trabalho notável foi Excalibur, também dirigido por John Boorman) começa a se concentrar mais na aventura que no drama. Sim, há todo um subtexto sobre o choque cultural, a interferência da "civilização" nas comunidades silvículas e a devastação da floresta mas os conceitos nunca são desenvolvidos com profundidade. Por outro lado as locações foram muito bem escolhidas: a floresta é bem fotografada, tornando-se sufocante e perigosa.
Olga
3.8 1,3K Assista AgoraUm projeto certo mas que caiu em mãos erradas: o roteiro de Rita Buzzar (também produtora) exagera no melodrama e diálogos óbvios. Camila Morgado faz uma personagem fechada demais para atrair a simpatia do espectador mas ela entrega alguns bons momentos perto do final. Já Caco Ciocler não convence como Prestes: em nenhum momento ele parece ser um homem capaz de liderar uma revolução. O roteiro também não favorece em nada o restante do elenco (nem a gigante Fernanda Montenegro faz algo além do básico). Além disso a direção de Jayme Monjardim aposta basicamente em closes e em uma fotografia com baixa profundidade de campo. Assim tamos quase sempre os rostos dos atores falando e o fundo desfocado. No fim Olga acaba parecendo uma telenovela de duas horas e vinte minutos.
Lampião e Maria Bonita
3.7 26A minissérie consegue desfazer alguns mitos como ao mostrar Lampião e seu bando expulsando, a mando de um coronel, uma família pobre de suas terras. Nelson Xavier tem um ótimo desempenho como Lampião, conseguindo dar complexidade ao personagem, um homem brutal (em sua primeira cena já mata um homem a sangue frio) mas que consegue demonstrar carinho pela mulher e filha. Tânia Alves também está perfeita como Maria Bonita, que consegue ser durona sem perder a feminilidade. O resto do elenco também tem boas atuações. O único problema é Gilson Moura que faz o tenente José Batista (baseado em João Bezerra) como um verdadeiro psicopata. Aliás os três últimos episódios acabam escorregando em um fatalismo, como se os personagens já previssem seu trágico destino. Mesmo com esse detalhe essa é uma obra memorável que possibilitou várias outras minisséries também memoráveis.
Feitiço do Tempo
3.9 767 Assista AgoraUma divertidíssima fábula que junta o idealismo de Frank Capra (especialmente "A Felicidade Não Se Compra") com o cinismo dos anos 90. Merecia o Oscar de melhor montagem e nem sequer foi indicado...
Cavalgada dos Proscritos
3.4 24 Assista AgoraUma bela homenagem de Walter Hill ao cinema de Sam Peckinpah: as cenas de violencia em câmera lenta são muito bem realizadas e o diretor adia em alguns minutos um assalto a banco, o que aumenta a tensão. O design de produção e os figurinos investem em tons terrosos, marrom e cinza, dando um ar triste e pouco acolhedor àquele universo. Um dos melhores faroestes de uma época em que o gênero estava em declínio.
Comando Imbatível
2.9 29 Assista AgoraUm filhote tardio do cinema brucutu que esteve em alta nos anos 80, com alguns detalhes que o tornam minimamente interessante como por exemplo, os SEALS prestando contas da missão aos seus superiores, algo pouco visto em filmes do gênero. Michael Biehn faz o líder da equipe de forma carismática, enquanto Charlie Sheen vive um jovem impulsivo, quase psicótico.
Balto
3.6 159 Assista AgoraUma animação de boa qualidade que teve o azar de ser eclipsado por Toy Story, lançado na mesma época. Fracassou nas bilheterias mas foi um sucesso em VHS. Para os adultos é difícil não notar o roteiro esquemático e previsível. Ao contrário das animações da Disney não há canções o tempo todo mas em contrapartida há uma necessidade de apresentar um personagem engraçadinho a cada minuto.
Ben-Hur
3.2 452 Assista AgoraEssa terceira adaptação de Ben-Hur para o cinema (sem contar o curta de 1907) é um festival de equívocos do inicio ao fim. A ideia de tornar Ben-Hur e Messala irmãos adotivos que se gostam muito torna praticamente impossível acreditar nas atitudes deste na metade do filme. Da mesma forma eliminar o personagem Quintus Arrius (que adota Ben-Hur após a batalha naval) torna o retorno do protagonista inverossímil (ele seria preso assim que entrasse no Circus). Até a presença de Jesus Cristo é feita de forma banal (nas versões anteriores ele não falava e jamais víamos seu rosto mas sua presença era marcante desde o início). Historicamente também há diversos absurdos como mulheres condenadas a crucificação (só homens eram) e Jerusalém situada a beira de um penhasco. E pra completar o desastre o roteiro investe em um melodrama digno de telenovela no desfecho. Uma verdadeira penitência ter que assistir isso.
O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão
3.1 55 Assista AgoraÉ um daqueles filmes que encanta pelo amadorismo da produção, pelo baixo orçamento. Mas, ao mesmo tempo é difícil não reparar nos absurdos, como por exemplo os personagens estarem no Brasil e no segundo seguinte já estarem na "África", ou os figurinos dos "árabes" que parecem reaproveitados de um baile carnavalesco. Ainda assim diverte se abraçarmos o tom mambembe da produção.
Instinto Selvagem
3.6 587 Assista AgoraDepois de fantasias medievais e ficções científicas futuristas Paul Verhoeven voltou aos thrillers carregados de erotismo e ambiguidades neste Instinto Selvagem que traz várias similaridades com em seu excelente "O Quarto Homem" (1983). É um dos grandes neo-noir dos anos 90, engrandecido pela trilha sonora de Jerry Goldsmith e com elenco competente.
Sirāt
3.4 180 Assista AgoraO filme cria um clima de estranhamento logo nos primeiros minutos devido, principalmente a ambientação e ao design de som. Sergi López (não lembrando em absolutamente nada o desprezível capitão Vidal de "O Labirinto do Fauno") e o pequeno Bruno Núñez Arjona servem de ancora emocional do filme, com quem o espectador tem facilidade de se identificar e se ssaem muito bem na tarefa. Pena que o roteiro não invista muito nos demais personagens que acabam se destacando mais por peculiaridades físicas, como o coto no braço de um ou a perna mecânica de outro. Mesmo assim é uma viagem sensorial que vale a pena ser percorrida.
Caçador de Assassinos
3.5 172 Assista AgoraHá vários elementos aqui que Michael Mann reutilizaria em sua obra-prima Fogo Contra Fogo (1995): o policial obcecado em capturar um criminoso e como essa investigação acaba afetando sua vida familiar. O diretor cria uma ambientação triste, pessimista e fria, algo salientado pela fotografia de Dante Spinotti (que curiosamente também trabalhou na versão de 2002) que faz uso frequente da cor azul.
Hardware: O Destruidor do Futuro
3.1 72Como uma tranqueira dessas vira um cult movie é algo que nem Freud ou Einstein conseguiriam explicar. A montagem é arrastada, com cenas longas demais, demora uma eternidade para que algo aconteça. Os personagens são chatos e há uma única cena de gore mais extremo mas não é o suficiente para um filme que tortura o espectador por uma hora e meia. Merece ir pro ferro-velho.
Mutação 2
2.3 21 Assista AgoraMais uma continuação que tenta ser original deturpando o conceito do filme anterior. E o resultado aqui ficou ridículo: uma barata apaixonada por uma humana (seria o equivalente a uma zebra se apaixonar por um leão). Pra piorar a protagonista é tão expressiva quanto uma barata morta e o coitado do Bruno Campos até tenta convencer como policial galã mas fica perdido no meio da ruindade desse filme. Pelo menos a direção de arte acerta ao construir uma Nova York suja e úmida, bem distante do glamour com que a cidade normalmente é vista no cinema.
Curiosidade: foi lançado em 17 de julho de 2001 ou seja, deve ter sido um dos últimos filmes a mostrar as torres gêmeas do WTC antes delas caírem no atentado de 11 de setembro.
A Pessoa é para o que Nasce
4.1 67Ao nos apresentar a trajetória das três ceguinhas o filme levanta várias questões sobre o prórpio cinema (as três cantoras se perguntam se poderiam ser consideradas "estrelas") e exploração: seja pelos ex-maridos, seja por vizinhos aparentemente bem intencionados. Até mesmo o próprio cinema é questionado como meio de exploração já que em certo momento uma das protagonistas pergunta ao diretor se ele não as estava usando para ganhar dinheiro (e Roberto Berliner teve coragem e bom senso de manter essa cena no filme). Uma obra para se ver de olhos bem abertos.
Madame DuBarry
3.7 9O grande destaque da produção é sem dúvida a direção de arte, que cria diversos cenários grandiosos e detalhistas. As cenas de batalha no terceiro ato também são grandiosas e nada ficam a dever às produções de D. W. Griffith. Porém esse terceiro ato também é o mais problemático já que apresenta uma versão rasa e distorcida (além de anacrônica) da Revolução Francesa.
O Caçador de Crocodilos: Rota de Colisão
2.5 2 Assista AgoraUma salada que mistura documentário, aventura e comédia. Irwin e sua esposa realmente fizeram as cenas onde se atracam com crocodilos e outros animais sem usar bonecos ou efeitos visuais. Consegue divertir se você abraçar a proposta que parece unir Discovery Channel com um filme do Trapalhões.