Chega a ser irônico que nessa adaptação o escritor Daniel Defoe apareça no prólogo e epilogo lendo o que seria o "relato" original de Robinson Crusoé, que ele depois transformaria em romance. Isso porque o filme se distancia (e muito) do romance que Defoe publicou em 1719. Desde a geografia (no livro a ilha fica na América do Sul) passando pelo motivo da viagem de Robinson até o relacionamento entre o protagonista e Sexta-feira. Não é um filme ruim mas perde feio para a versão de Luís Buñuel (1954).
Policial exploitation baseado na vida de Buford Pusser (que morreu em um acidente de carro no ano seguinte ao lançamento do filme). Tem bom ritmo e boas cenas de ação. Provavelmente é o filme onde o microfone (boom) mais aparece; são várias cenas. Uma reviravolta macabra aconteceu em 2025:
A polícia do Tennessee reabriu o caso sobre a morte da esposa de Pusser e concluiu que foi ele que a matou (!) e depois encenou a história de que tinham sido perseguidos por bandidos.
De longe o pior filme do Superman (e um dos piores de superheróis) da história. Até então não entendia por que sempre exibiam o filme I, II e IV na TV e nunca o III mas agora entendo perfeitamente. O desastre já começa nos créditos iniciais e praticamente nenhuma cena se salva.
Um grande filme de Buñuel embora pouco lembrado. Aqui, como de costume ele dispara críticas a diversos seguimentos da sociedade, incluindo seu amigo e ex-parceiro Salvador Dalí. Também não faltam temas e situações pesadas, como o
As cenas de ação são regulares e há bastante sanguinolência. O ponto fraco são as tentativas de humor (geralmente envolvendo homossexualidade) e Leonardo Brício fazendo tipo galã mulherengo o tempo todo. Segundo o próprio criador da série, Daniel Filho foi uma tentativa de usar os clichês dos filmes e séries americanos em uma produção brasileira, contratando técnicos estrangeiros como Federico Farfan (Rambo II). Entre os roteiristas estava Antônio Calmon, que já tinha experiência no cinema policial, dirigindo filmes como Eu Matei Lúcio Flávio (1979) e O Torturador (1981). Originalmente teria 32 episódios mas devido a gravidez de Malu Mader acabou encurtada para 12. Isso também explica porque Malu tem sua presença tão reduzida nos três últimos episódios, praticamente virando uma coadjuvante.
Um filme menor da fase em que Buñuel gostava de explorar personagens totalmente entregues a seus instintos mais animalescos, como em O Bruto e O Alucinado. Um dos pontos fracos do roteiro é que
ele exclui quase totalmente a infância dos protagonistas, algo que é fundamental para entendermos a brutalidade de Heatcliff/Alejandro. Aqui alguns episódios são apenas citados pelos personagens.
Baraka é uma verdadeira celebração da diversidade cultural humana. E o melhor é que o diretor/fotografo Ron Fricke não transmite uma impressão de "olhar do homem do norte sobre as populações do sul". Há aqui um um distanciamento que acaba transmitindo respeito e reverencia. Ou seja, Baraka é a quilo que Powaqqatsi (1988) queria ter sido e não foi. Ouro puro.
Não entendo o que aconteceu. Adorei o livro, esse filme é bem fiel a ele e tem um visual bem elaborado. Mesmo assim não consegui me conectar totalmente ao resultado. Talvez tenham sido as atuações um tanto frias (e o inexpressivo garoto Steven Warner compromete ainda mais a obra), ou ritmo irregular. Mas o pior é que nenhuma das canções consegue ser realmente memorável (o que é surpreendente já que foram compostas pelos veteranos Alan Jay Lerner e Frederick Lowe). A adaptação de um livro tão marcante certamente merecia voos mais altos.
Uma história simples muito bem conduzida por Walter Hill (numa direção que mescla os estilos de John Carpenter e Sam Peckinpah). Só não dá pra ignorar a inexpressividade de Michel Beck.
O filme abre com uma referência ao clássico do suspense Janela Indiscreta (1954) para posteriormente se revelar mais próximo das screwball comedies da década de 40, como Jejum de Amor, onde um casal passava o tempo todo brigando para finalmente perceber que tinham muito em comum. O elenco carismático sustenta o interesse até o fim, embora o roteiro se arraste bastante no terceiro ato.
Esse terceiro filme do personagem Jack Ryan (e segundo estrelado por Harrison Ford) tem uma trama bem mais complexa que o anterior Jogos Patrióticos. E é incrível que o diretor Philip Noyce conduza a a história sem deixá-la confusa para o espectador, mesmo com dezenas de personagens. Além disso ele dirige as cenas de ação (assim como no anterior) sem acrobacias muito mirabolantes e consegue extrair tensão até de um hackeamento de computador. Há também uma referência à trilogia O Poderoso Chefão, quando um evento público (um enterro) e um massacre são mostrados simultaneamente.
Essa primeira temporada não economiza na violência com vários momentos realmente chocantes. Hugh Dancy consegue retratar bem o declínio mental de Will Graham, embora o roteiro não ofereça outras facetas do personagem. Não há menção a seu passado por exemplo ou relacionamentos familiares ou amorosos. Já Lawrence Fishburn está apenas correto como Jack Crawford (também mais por culpa dos roteiros do que do ator). Mas pra mim o grande obstáculo da temporada foi Madds Mikkelnsen. Ele é um ótimo ator mas não consegui "ver" nele o personagem que já foi vivido por Brian Cox e Anthony Hopkins. Hannibal Lecter é um personagem falante e que gosta de demonstrar sua erudição. Mas Mikkelsen o compõem como um homem sisudo, muito introvertido, que praticamente só fala quando lhe perguntam alguma coisa. Fico na expectativa de que ele fique mais à vontade nas próximas temporadas.
Não li o romance de Érico Veríssimo então não sei se este filme é fiel ao material original. De qualquer maneira é difícil simpatizar por um personagem estridente, infiel e irresponsável como esse Capitão Rodrigo, que chega a deixar em casa um filho doente para ir jogar baralho e beber com os amigos. Para piorar o DVD lançado pela Cinemagia tem imagem e som péssimos: para se ter ideia, praticamente não dá pra ler os letreiros iniciais do filme com tantos riscos na tela.
Divertidíssimo curta animado da Warner Bros. que, de certa forma, antecipa o final ambíguo de filmes como O Vingador do Futuro (1990) e A Origem (2010).
Um filme apoiado em seu talentoso elenco onde as mulheres tem o maior destaque. Diane Keaton, Mary Beth Hurt e Geraldine Page dominam a primeira metade do longa com seus sofrimentos e amarguras e é espantoso que Maureen Stapleton roube todas as cenas em que aparece na segunda metade. Sua personagem é exatamente o oposto de Eve (Page), é expansiva, extrovertida e portanto um peixe fora d'água naquela família tão problemática.
Fui assistir sem muito entusiasmo e me surpreendi positivamente! Hugh Grant nos faz gostar de um personagem que seria detestável no mundo real. A cena do pato me fez rir demais.
Mesmo com o carisma do casal de protagonistas e a boa recriação de época o filme não me arrebatou. Talvez porque os coadjuvantes sejam unidimensionais (em especial o vilão vivido por Thomas Gibson) ou a direção de Ron Howard não acerta o tom entre o intimista e o épico (nenhuma cena consegue ser memorável, nem mesmo o clímax da corrida que deveria ser apoteótico). Algumas cenas são simplesmente sem sentido, como aquela em que Shannon é deixada a sós com Joseph nu e só com uma tigela cobrindo a genitália. Uma mãe conservadora como a dela jamais permitiria isso.
A primeira metade da minissérie é muito boa, mostrando a ascensão da protagonista, uma mulher determinada e amoral. Mas a história começa a perder força com a entrada em cena de Cirino (Marcos Palmeira), já que Maria não só se apaixona por ele como também fica estúpida por causa dele. O final também é muito ruim:
depois de construir uma fortaleza esperando um grande confronto, o que vemos é a protagonista resolvendo se matar, abandonando tudo o que tinha conquistado (aparentemente por causa do remorso pela morte do amante cafajeste). Além disso vários personagens saem da história abruptamente, sem que as subtramas sejam concluídas.
Certamente a série (e o público) mereciam um desfecho melhor.
Um Spawn que anda de moto. Um herói sem graça combatendo um vilão sem graça (e seus ajudantes são totalmente patéticos) em uma história que demora horrores para começar. Nicholas Cage fazendo caretas de Nicholas Cage e Eva Mendes sendo sexy. Ou seja, nada de novidades.
Para Tinto Brass sensualidade e erotismo se resumia a dar closes em bundas. Seu fetiche por essa parte do corpo beirava a obsessão e ele mais parecia um adolescente que resolveu compartilhar suas fantasias com todo o mundo do que um cineasta com mais de 30 anos de experiência. Esse filme não funciona como comédia e as cenas que deveriam ser eróticas, não são. Qualquer pornochanchada brasileira da década de 70 era mais quente.
Um filme aparentemente bem intencionado mas que é vítima de sua própria época. Aqui temos aquilo que hoje seria definido como estética da fome: pessoas cantando e dançando alegremente sem nunca reclamar da miséria ao seu redor, como se vivessem em um cartão postal ou comercial de margarina. Isso claro, era para dar uma sensação de bem estar a população branca, mostrando o sul dos EUA como um lugar idílico, onde até os negros mais pobres viviam felizes.
Como fazer um filme catástrofe se você só tem orçamento para um episódio do Casseta & Planeta? Simples, coloque a catástrofe (no caso um terremoto) só na metade do filme e antes disso bole uma trama policial genérica (incluindo um batido drama mãe e filha) e para economizar ainda mais pegue cenas de vários outros filmes (Velocidade Máxima, Assalto Sobre Trilhos, O Negociador). Pronto, temos uma daquelas obras que se tornam divertidas quando você observa os erros pra lá de toscos (como manequins em um bonde desgovernado) e as atuações canastronas, em especial o quase-astro-de-artes-marciais Gary Daniels e a ex-estrela-pornô-menor-de-idade Tracie Lords.
John Frankenheimer poderia ter feito um eficiente thriller político semelhante àqueles comandados por Costa-Gavras entre as décadas de 60 e 80. Mas acabou entregando mais um filme de "americanos metidos em encrencas no exterior", sem nenhum interesse em se aprofundar nas questões políticas da Itália naquela época. Na primeira metade até que o roteiro consegue manter algum suspense sobre as intenções de todos os personagens, mantendo o espectador sempre na dúvida. Mas isso acaba cansando depois de um certo tempo e o final é decepcionante.
Robinson Crusoé
3.1 63Chega a ser irônico que nessa adaptação o escritor Daniel Defoe apareça no prólogo e epilogo lendo o que seria o "relato" original de Robinson Crusoé, que ele depois transformaria em romance. Isso porque o filme se distancia (e muito) do romance que Defoe publicou em 1719. Desde a geografia (no livro a ilha fica na América do Sul) passando pelo motivo da viagem de Robinson até o relacionamento entre o protagonista e Sexta-feira.
Não é um filme ruim mas perde feio para a versão de Luís Buñuel (1954).
Fibra de Valente
3.4 14 Assista AgoraPolicial exploitation baseado na vida de Buford Pusser (que morreu em um acidente de carro no ano seguinte ao lançamento do filme). Tem bom ritmo e boas cenas de ação. Provavelmente é o filme onde o microfone (boom) mais aparece; são várias cenas. Uma reviravolta macabra aconteceu em 2025:
A polícia do Tennessee reabriu o caso sobre a morte da esposa de Pusser e concluiu que foi ele que a matou (!) e depois encenou a história de que tinham sido perseguidos por bandidos.
Superman III
2.7 244 Assista AgoraDe longe o pior filme do Superman (e um dos piores de superheróis) da história. Até então não entendia por que sempre exibiam o filme I, II e IV na TV e nunca o III mas agora entendo perfeitamente. O desastre já começa nos créditos iniciais e praticamente nenhuma cena se salva.
Robinson Crusoe
4.7 1O cartaz está errado. Esse é da versão de Luís Buñuel.
Assim é a Aurora
3.7 8Um grande filme de Buñuel embora pouco lembrado. Aqui, como de costume ele dispara críticas a diversos seguimentos da sociedade, incluindo seu amigo e ex-parceiro Salvador Dalí. Também não faltam temas e situações pesadas, como o
estupro de uma criança por um velho (!)
A Justiceira
3.4 15 Assista AgoraAs cenas de ação são regulares e há bastante sanguinolência. O ponto fraco são as tentativas de humor (geralmente envolvendo homossexualidade) e Leonardo Brício fazendo tipo galã mulherengo o tempo todo. Segundo o próprio criador da série, Daniel Filho foi uma tentativa de usar os clichês dos filmes e séries americanos em uma produção brasileira, contratando técnicos estrangeiros como Federico Farfan (Rambo II). Entre os roteiristas estava Antônio Calmon, que já tinha experiência no cinema policial, dirigindo filmes como Eu Matei Lúcio Flávio (1979) e O Torturador (1981). Originalmente teria 32 episódios mas devido a gravidez de Malu Mader acabou encurtada para 12. Isso também explica porque Malu tem sua presença tão reduzida nos três últimos episódios, praticamente virando uma coadjuvante.
Escravos do Rancor
3.4 5Um filme menor da fase em que Buñuel gostava de explorar personagens totalmente entregues a seus instintos mais animalescos, como em O Bruto e O Alucinado. Um dos pontos fracos do roteiro é que
ele exclui quase totalmente a infância dos protagonistas, algo que é fundamental para entendermos a brutalidade de Heatcliff/Alejandro. Aqui alguns episódios são apenas citados pelos personagens.
Baraka - Um Mundo Além das Palavras
4.5 142Baraka é uma verdadeira celebração da diversidade cultural humana. E o melhor é que o diretor/fotografo Ron Fricke não transmite uma impressão de "olhar do homem do norte sobre as populações do sul". Há aqui um um distanciamento que acaba transmitindo respeito e reverencia. Ou seja, Baraka é a quilo que Powaqqatsi (1988) queria ter sido e não foi.
Ouro puro.
O Pequeno Príncipe
3.9 445Não entendo o que aconteceu. Adorei o livro, esse filme é bem fiel a ele e tem um visual bem elaborado. Mesmo assim não consegui me conectar totalmente ao resultado. Talvez tenham sido as atuações um tanto frias (e o inexpressivo garoto Steven Warner compromete ainda mais a obra), ou ritmo irregular. Mas o pior é que nenhuma das canções consegue ser realmente memorável (o que é surpreendente já que foram compostas pelos veteranos Alan Jay Lerner e Frederick Lowe). A adaptação de um livro tão marcante certamente merecia voos mais altos.
Os Selvagens da Noite
4.0 608 Assista AgoraUma história simples muito bem conduzida por Walter Hill (numa direção que mescla os estilos de John Carpenter e Sam Peckinpah). Só não dá pra ignorar a inexpressividade de Michel Beck.
Um Dia Especial
3.4 221O filme abre com uma referência ao clássico do suspense Janela Indiscreta (1954) para posteriormente se revelar mais próximo das screwball comedies da década de 40, como Jejum de Amor, onde um casal passava o tempo todo brigando para finalmente perceber que tinham muito em comum. O elenco carismático sustenta o interesse até o fim, embora o roteiro se arraste bastante no terceiro ato.
Perigo Real e Imediato
3.3 70Esse terceiro filme do personagem Jack Ryan (e segundo estrelado por Harrison Ford) tem uma trama bem mais complexa que o anterior Jogos Patrióticos. E é incrível que o diretor Philip Noyce conduza a a história sem deixá-la confusa para o espectador, mesmo com dezenas de personagens. Além disso ele dirige as cenas de ação (assim como no anterior) sem acrobacias muito mirabolantes e consegue extrair tensão até de um hackeamento de computador. Há também uma referência à trilogia O Poderoso Chefão, quando um evento público (um enterro) e um massacre são mostrados simultaneamente.
Hannibal (1ª Temporada)
4.4 995 Assista AgoraEssa primeira temporada não economiza na violência com vários momentos realmente chocantes. Hugh Dancy consegue retratar bem o declínio mental de Will Graham, embora o roteiro não ofereça outras facetas do personagem. Não há menção a seu passado por exemplo ou relacionamentos familiares ou amorosos. Já Lawrence Fishburn está apenas correto como Jack Crawford (também mais por culpa dos roteiros do que do ator). Mas pra mim o grande obstáculo da temporada foi Madds Mikkelnsen. Ele é um ótimo ator mas não consegui "ver" nele o personagem que já foi vivido por Brian Cox e Anthony Hopkins. Hannibal Lecter é um personagem falante e que gosta de demonstrar sua erudição. Mas Mikkelsen o compõem como um homem sisudo, muito introvertido, que praticamente só fala quando lhe perguntam alguma coisa. Fico na expectativa de que ele fique mais à vontade nas próximas temporadas.
Um Certo Capitão Rodrigo
2.9 6Não li o romance de Érico Veríssimo então não sei se este filme é fiel ao material original. De qualquer maneira é difícil simpatizar por um personagem estridente, infiel e irresponsável como esse Capitão Rodrigo, que chega a deixar em casa um filho doente para ir jogar baralho e beber com os amigos. Para piorar o DVD lançado pela Cinemagia tem imagem e som péssimos: para se ter ideia, praticamente não dá pra ler os letreiros iniciais do filme com tantos riscos na tela.
Esse Bebê é Foguete
3.5 2Divertidíssimo curta animado da Warner Bros. que, de certa forma, antecipa o final ambíguo de filmes como O Vingador do Futuro (1990) e A Origem (2010).
Interiores
4.0 232Um filme apoiado em seu talentoso elenco onde as mulheres tem o maior destaque. Diane Keaton, Mary Beth Hurt e Geraldine Page dominam a primeira metade do longa com seus sofrimentos e amarguras e é espantoso que Maureen Stapleton roube todas as cenas em que aparece na segunda metade. Sua personagem é exatamente o oposto de Eve (Page), é expansiva, extrovertida e portanto um peixe fora d'água naquela família tão problemática.
Um Grande Garoto
3.5 377Fui assistir sem muito entusiasmo e me surpreendi positivamente! Hugh Grant nos faz gostar de um personagem que seria detestável no mundo real. A cena do pato me fez rir demais.
Um Sonho Distante
3.4 96Mesmo com o carisma do casal de protagonistas e a boa recriação de época o filme não me arrebatou. Talvez porque os coadjuvantes sejam unidimensionais (em especial o vilão vivido por Thomas Gibson) ou a direção de Ron Howard não acerta o tom entre o intimista e o épico (nenhuma cena consegue ser memorável, nem mesmo o clímax da corrida que deveria ser apoteótico). Algumas cenas são simplesmente sem sentido, como aquela em que Shannon é deixada a sós com Joseph nu e só com uma tigela cobrindo a genitália. Uma mãe conservadora como a dela jamais permitiria isso.
Memorial de Maria Moura
3.9 23 Assista AgoraA primeira metade da minissérie é muito boa, mostrando a ascensão da protagonista, uma mulher determinada e amoral. Mas a história começa a perder força com a entrada em cena de Cirino (Marcos Palmeira), já que Maria não só se apaixona por ele como também fica estúpida por causa dele. O final também é muito ruim:
depois de construir uma fortaleza esperando um grande confronto, o que vemos é a protagonista resolvendo se matar, abandonando tudo o que tinha conquistado (aparentemente por causa do remorso pela morte do amante cafajeste). Além disso vários personagens saem da história abruptamente, sem que as subtramas sejam concluídas.
Certamente a série (e o público) mereciam um desfecho melhor.
Motoqueiro Fantasma
2.7 1,2KUm Spawn que anda de moto. Um herói sem graça combatendo um vilão sem graça (e seus ajudantes são totalmente patéticos) em uma história que demora horrores para começar. Nicholas Cage fazendo caretas de Nicholas Cage e Eva Mendes sendo sexy. Ou seja, nada de novidades.
Monella, a Travessa
3.1 89Para Tinto Brass sensualidade e erotismo se resumia a dar closes em bundas. Seu fetiche por essa parte do corpo beirava a obsessão e ele mais parecia um adolescente que resolveu compartilhar suas fantasias com todo o mundo do que um cineasta com mais de 30 anos de experiência. Esse filme não funciona como comédia e as cenas que deveriam ser eróticas, não são. Qualquer pornochanchada brasileira da década de 70 era mais quente.
Aleluia
3.6 8Um filme aparentemente bem intencionado mas que é vítima de sua própria época. Aqui temos aquilo que hoje seria definido como estética da fome: pessoas cantando e dançando alegremente sem nunca reclamar da miséria ao seu redor, como se vivessem em um cartão postal ou comercial de margarina. Isso claro, era para dar uma sensação de bem estar a população branca, mostrando o sul dos EUA como um lugar idílico, onde até os negros mais pobres viviam felizes.
Devastação em Los Angeles
1.9 9 Assista AgoraComo fazer um filme catástrofe se você só tem orçamento para um episódio do Casseta & Planeta? Simples, coloque a catástrofe (no caso um terremoto) só na metade do filme e antes disso bole uma trama policial genérica (incluindo um batido drama mãe e filha) e para economizar ainda mais pegue cenas de vários outros filmes (Velocidade Máxima, Assalto Sobre Trilhos, O Negociador). Pronto, temos uma daquelas obras que se tornam divertidas quando você observa os erros pra lá de toscos (como manequins em um bonde desgovernado) e as atuações canastronas, em especial o quase-astro-de-artes-marciais Gary Daniels e a ex-estrela-pornô-menor-de-idade Tracie Lords.
O Ano da Fúria
2.9 17 Assista AgoraJohn Frankenheimer poderia ter feito um eficiente thriller político semelhante àqueles comandados por Costa-Gavras entre as décadas de 60 e 80. Mas acabou entregando mais um filme de "americanos metidos em encrencas no exterior", sem nenhum interesse em se aprofundar nas questões políticas da Itália naquela época. Na primeira metade até que o roteiro consegue manter algum suspense sobre as intenções de todos os personagens, mantendo o espectador sempre na dúvida. Mas isso acaba cansando depois de um certo tempo e o final é decepcionante.