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Data de lançamento
9 Ago. 2016Duração
A história épica de Judah Ben-Hur (Jack Huston), um príncipe falsamente acusado de traição por seu irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), um oficial do exército romano. Destituído de seu título, afastado de sua família e da mulher amada (Nazanin Boniadi), Judah é forçado à escravidão. Depois de muitos anos no mar, Judah retorna à sua pátria em busca de vingança, mas encontra a redenção.
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Boa releitura da épica história que já foi contada várias vezes no cinema. Como a trama já é bem conhecida, o filme acaba perdendo o impacto pra quem já viu outras versões.
Mesmo assim é uma adaptação de boa qualidade. As atuações e o roteiro são convincentes, construindo a rivalidade entre os irmãos de forma coerente para justificar a busca por vingança do Ben-Hur contra Messala no final.
Como a história já é batida, o maior destaque do filme fica mesmo por conta das excelentes cenas de ação, priorizando sempre o uso efeitos práticos, dublês e cenários grandiosos para garantir uma ambientação mais fiel. A sequência da corrida de bigas impressiona pelo realismo, com quedas de cavalo, colisões violentas e bigas voando pelos ares. Outro bom momento é a angustiante batalha naval entre gregos e romanos, com Ben-Hur sendo colocado como escravo nos remos.
Apesar de ser um filme bem produzido, ele sofreu muito em comparação ao clássico de 1959 estrelado por Charlton Heston (vencedor de 11 Oscars) e isto contribuiu para o descaso com que a crítica recebeu a versão de 2016 e o fracasso de bilheteria. É uma comparação injusta, levando em consideração a diferença de orçamento das duas produções.
Mas dentro de suas limitações e ambições ainda é um filme que tem seus bons momentos e vai agradar principalmente quem não viu a versão clássica. Pra quem já viu, não se impressionar tanto...
Curiosidade: Os atores Jack Huston e Toby Kebbell passaram por semanas de treinamento rigoroso para aprender a pilotar bigas puxadas por quatro cavalos em alta velocidade. Embora a cena tenha usado efeitos de computação para momentos perigosos, os próprios atores realizaram boa parte das manobras em velocidade real.
O filme tem muita emoção, vale apena assistir.
Essa terceira adaptação de Ben-Hur para o cinema (sem contar o curta de 1907) é um festival de equívocos do inicio ao fim. A ideia de tornar Ben-Hur e Messala irmãos adotivos que se gostam muito torna praticamente impossível acreditar nas atitudes deste na metade do filme. Da mesma forma eliminar o personagem Quintus Arrius (que adota Ben-Hur após a batalha naval) torna o retorno do protagonista inverossímil (ele seria preso assim que entrasse no Circus). Até a presença de Jesus Cristo é feita de forma banal (nas versões anteriores ele não falava e jamais víamos seu rosto mas sua presença era marcante desde o início). Historicamente também há diversos absurdos como mulheres condenadas a crucificação (só homens eram) e Jerusalém situada a beira de um penhasco. E pra completar o desastre o roteiro investe em um melodrama digno de telenovela no desfecho. Uma verdadeira penitência ter que assistir isso.
Assustador a qualidade desse filme e como ele é pouco falado por aí, mesmo sendo um filme até que recente, da última leva dos bons filmes de Hollywood. Como sempre, os insuportáveis dos odiadores de remakes puxam a nota desse filme pra baixo, no meio de um deserto de BOMBAS que são lançadas hoje em dia, essa película é como um oásis. Ignorei ate o fato do CGI ser meio bosta, mas sei que a era dos filmes épicos de verdade, com bons atores (não aqueles que são forçados e aparecem em todos os filmes aka Zendaya, Pedro pascal e etc) acabou, guardarei esse como meu favorito e com certeza verei o original, que deve ser tão bom quanto.
À maior perda desse filme é a Trilha sonora,Mas a Cena da batalha Naval e o grande destaque