O grande destaque da produção é sem dúvida a direção de arte, que cria diversos cenários grandiosos e detalhistas. As cenas de batalha no terceiro ato também são grandiosas e nada ficam a dever às produções de D. W. Griffith. Porém esse terceiro ato também é o mais problemático já que apresenta uma versão rasa e distorcida (além de anacrônica) da Revolução Francesa.
Produção alemã muda em preto e branco que é um drama romântico biográfico da Projektions-AG Union (PAGU) e Universum Film (UFA) que foi baseado no romance de 1848 "Memoirs d’un médecin", de Alexandre Dumas (1802-1870), e na vida de Madame du Barry (1743-1793), amante do rei Luís XV (1710-1774).
Outras versões desta mesma estória: os mudos DuBarry (15) e Madame Du Barry (17), e os sonoros Du Barry, a sedutora (30) e Madame Du Barry (34). Embora nunca seja mostrada no filme,
a cortesã Jeanne Vaubernier era ilegítima e possivelmente filha do padre local.
A polonesa Pola Negri (1897-1987) era uma grande atriz cercada por ótimos coadjuvantes.
A reputação de Ernst Lubitsch (1892-1947) era tão ligada à comédias em geral que é surpreendente descobrir que sua fama inicial nos EUA foi como um criador de suntuosas peças de época. Mas este interessante longa sobre (i)moralidade mostra que sua visão da história e sua visão da comédia não estão muito distantes, encarando as fraquezas humanas de forma muito semelhante. Os cenários e figurinos são magníficos, o melhor que os amplos recursos da produtora Ufa poderiam oferecer naqueles tempos.
Um Lubitish muito diferente do seu habitual. Talvez apenas o fato de que a Sra. Dubarry tivesse conduta moralmente bem questionável lembre o cinema de Lubitsch, já que se trata de um épico pomposo sobre os meandros da corte francesa. Bom , só não é a minha cara.
É um filme grandioso do Lubistich. O roteiro consegue envolver na relação que vai criando entre o começo da história de Madame Dubarry até às sequências envolvendo a revolução francesa. É tudo redondinho. Além disso, não sei o quanto a trilha sonora da versão restaurada que assisti é a original, mas ela ajuda muito na criação da tensão que ocorre no ato final. Ainda que o filme fique um pouco arrastado perto da metade, vale muito conhecer por ser um dos melhores filmes do Lubistch e por ser diferente do que acostumamos ver em sua filmografia. O filme é, na verdade, um conto de tragédia.
O grande destaque da produção é sem dúvida a direção de arte, que cria diversos cenários grandiosos e detalhistas. As cenas de batalha no terceiro ato também são grandiosas e nada ficam a dever às produções de D. W. Griffith. Porém esse terceiro ato também é o mais problemático já que apresenta uma versão rasa e distorcida (além de anacrônica) da Revolução Francesa.
Produção alemã muda em preto e branco que é um drama romântico biográfico da Projektions-AG Union (PAGU) e Universum Film (UFA) que foi baseado no romance de 1848 "Memoirs d’un médecin", de Alexandre Dumas (1802-1870), e na vida de Madame du Barry (1743-1793), amante do rei Luís XV (1710-1774).
Outras versões desta mesma estória: os mudos DuBarry (15) e Madame Du Barry (17), e os sonoros Du Barry, a sedutora (30) e Madame Du Barry (34). Embora nunca seja mostrada no filme,
a cortesã Jeanne Vaubernier era ilegítima e possivelmente filha do padre local.
A reputação de Ernst Lubitsch (1892-1947) era tão ligada à comédias em geral que é surpreendente descobrir que sua fama inicial nos EUA foi como um criador de suntuosas peças de época. Mas este interessante longa sobre (i)moralidade mostra que sua visão da história e sua visão da comédia não estão muito distantes, encarando as fraquezas humanas de forma muito semelhante. Os cenários e figurinos são magníficos, o melhor que os amplos recursos da produtora Ufa poderiam oferecer naqueles tempos.
Um Lubitish muito diferente do seu habitual. Talvez apenas o fato de que a Sra. Dubarry tivesse conduta moralmente bem questionável lembre o cinema de Lubitsch, já que se trata de um épico pomposo sobre os meandros da corte francesa. Bom , só não é a minha cara.
19/04/2022
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É um filme grandioso do Lubistich. O roteiro consegue envolver na relação que vai criando entre o começo da história de Madame Dubarry até às sequências envolvendo a revolução francesa. É tudo redondinho. Além disso, não sei o quanto a trilha sonora da versão restaurada que assisti é a original, mas ela ajuda muito na criação da tensão que ocorre no ato final. Ainda que o filme fique um pouco arrastado perto da metade, vale muito conhecer por ser um dos melhores filmes do Lubistch e por ser diferente do que acostumamos ver em sua filmografia. O filme é, na verdade, um conto de tragédia.