Um filme de estrada bem simples mas sempre interessante em grande parte por causa do elenco. A trilha sonora de André Abujamra é outro ponto alto. P.S. Há até uma referência a Chinatown (1974) de Roman Polansky!
Uma história com muitos temas interessantes e atuais e seria ótimo se tratados com mais seriedade. Mas como era mais um veículo para a dupla Robin Williams/Chris Columbos acabaram levando para a comédia. E o humor do roteiro de Nicholas Kazan quase nunca funciona.
Muito bom esse registro do show entrecortado por depoimentos de Mick Jagger (falando, por exemplo, das diferenças entre eles e os Beatles). O filme é até meio premonitório já que foi realizado cinco meses antes do infame Altamont Free Concert, na Califórnia, onde os Hell Angels também atuaram como seguranças e, em meio a várias brigas um jovem acabou morto por um dos motoqueiros.
Adaptação luxuosa da ópera de Verdi com grandes cenários e muitos figurantes. Além da jovem Sophia Loren no papel principal temos também Lois Maxwell (que ficaria conhecida como a senhorita Moneypenny nos filmes de 007) como sua antagonista Amneris.
Começa como um drama racial, depois vira um filme sobre amizade entre dois homens (com detalhes meio homoafetivos), depois vira um melodrama sobre o amor entre um homem idoso e uma mulher bem mais jovem (com um ex-marido problemático, pra variar) e nos flashbacks é uma história sobre identidade. O pior é que tudo é tratado com frieza, inclusive a grande revelação sobre o protagonista é jogada para o espectador sem nenhuma emoção. Há poucos momentos bons, como uma dolorosa conversa entre uma mãe e o filho perto do final. Mas é pouco em um filme que reúne (e desperdiça) tantos talentos.
Mais um exemplo de refilmagem que perde feio para o original. Aqui não há qualquer desenvolvimento dos personagens. Em um momento o herói é julgado e na cena seguinte já foi eleito xerife. No filme de 1973 ele tinha que enfrentar um inferno burocrático que tornava sua situação muito mais difícil. Também no original era um verdadeiro exército de criminosos dominando a cidade e nesse parecem ser só meia dúzia.
Chega a ser irônico que nessa adaptação o escritor Daniel Defoe apareça no prólogo e epilogo lendo o que seria o "relato" original de Robinson Crusoé, que ele depois transformaria em romance. Isso porque o filme se distancia (e muito) do romance que Defoe publicou em 1719. Desde a geografia (no livro a ilha fica na América do Sul) passando pelo motivo da viagem de Robinson até o relacionamento entre o protagonista e Sexta-feira. Não é um filme ruim mas perde feio para a versão de Luís Buñuel (1954).
Policial exploitation baseado na vida de Buford Pusser (que morreu em um acidente de carro no ano seguinte ao lançamento do filme). Tem bom ritmo e boas cenas de ação. Provavelmente é o filme onde o microfone (boom) mais aparece; são várias cenas. Uma reviravolta macabra aconteceu em 2025:
A polícia do Tennessee reabriu o caso sobre a morte da esposa de Pusser e concluiu que foi ele que a matou (!) e depois encenou a história de que tinham sido perseguidos por bandidos.
De longe o pior filme do Superman (e um dos piores de superheróis) da história. Até então não entendia por que sempre exibiam o filme I, II e IV na TV e nunca o III mas agora entendo perfeitamente. O desastre já começa nos créditos iniciais e praticamente nenhuma cena se salva.
Um grande filme de Buñuel embora pouco lembrado. Aqui, como de costume ele dispara críticas a diversos seguimentos da sociedade, incluindo seu amigo e ex-parceiro Salvador Dalí. Também não faltam temas e situações pesadas, como o
Um filme menor da fase em que Buñuel gostava de explorar personagens totalmente entregues a seus instintos mais animalescos, como em O Bruto e O Alucinado. Um dos pontos fracos do roteiro é que
ele exclui quase totalmente a infância dos protagonistas, algo que é fundamental para entendermos a brutalidade de Heatcliff/Alejandro. Aqui alguns episódios são apenas citados pelos personagens.
Baraka é uma verdadeira celebração da diversidade cultural humana. E o melhor é que o diretor/fotografo Ron Fricke não transmite uma impressão de "olhar do homem do norte sobre as populações do sul". Há aqui um um distanciamento que acaba transmitindo respeito e reverencia. Ou seja, Baraka é a quilo que Powaqqatsi (1988) queria ter sido e não foi. Ouro puro.
Não entendo o que aconteceu. Adorei o livro, esse filme é bem fiel a ele e tem um visual bem elaborado. Mesmo assim não consegui me conectar totalmente ao resultado. Talvez tenham sido as atuações um tanto frias (e o inexpressivo garoto Steven Warner compromete ainda mais a obra), ou ritmo irregular. Mas o pior é que nenhuma das canções consegue ser realmente memorável (o que é surpreendente já que foram compostas pelos veteranos Alan Jay Lerner e Frederick Lowe). A adaptação de um livro tão marcante certamente merecia voos mais altos.
Uma história simples muito bem conduzida por Walter Hill (numa direção que mescla os estilos de John Carpenter e Sam Peckinpah). Só não dá pra ignorar a inexpressividade de Michel Beck.
O filme abre com uma referência ao clássico do suspense Janela Indiscreta (1954) para posteriormente se revelar mais próximo das screwball comedies da década de 40, como Jejum de Amor, onde um casal passava o tempo todo brigando para finalmente perceber que tinham muito em comum. O elenco carismático sustenta o interesse até o fim, embora o roteiro se arraste bastante no terceiro ato.
Esse terceiro filme do personagem Jack Ryan (e segundo estrelado por Harrison Ford) tem uma trama bem mais complexa que o anterior Jogos Patrióticos. E é incrível que o diretor Philip Noyce conduza a a história sem deixá-la confusa para o espectador, mesmo com dezenas de personagens. Além disso ele dirige as cenas de ação (assim como no anterior) sem acrobacias muito mirabolantes e consegue extrair tensão até de um hackeamento de computador. Há também uma referência à trilogia O Poderoso Chefão, quando um evento público (um enterro) e um massacre são mostrados simultaneamente.
Não li o romance de Érico Veríssimo então não sei se este filme é fiel ao material original. De qualquer maneira é difícil simpatizar por um personagem estridente, infiel e irresponsável como esse Capitão Rodrigo, que chega a deixar em casa um filho doente para ir jogar baralho e beber com os amigos. Para piorar o DVD lançado pela Cinemagia tem imagem e som péssimos: para se ter ideia, praticamente não dá pra ler os letreiros iniciais do filme com tantos riscos na tela.
Um filme apoiado em seu talentoso elenco onde as mulheres tem o maior destaque. Diane Keaton, Mary Beth Hurt e Geraldine Page dominam a primeira metade do longa com seus sofrimentos e amarguras e é espantoso que Maureen Stapleton roube todas as cenas em que aparece na segunda metade. Sua personagem é exatamente o oposto de Eve (Page), é expansiva, extrovertida e portanto um peixe fora d'água naquela família tão problemática.
Fui assistir sem muito entusiasmo e me surpreendi positivamente! Hugh Grant nos faz gostar de um personagem que seria detestável no mundo real. A cena do pato me fez rir demais.
Mesmo com o carisma do casal de protagonistas e a boa recriação de época o filme não me arrebatou. Talvez porque os coadjuvantes sejam unidimensionais (em especial o vilão vivido por Thomas Gibson) ou a direção de Ron Howard não acerta o tom entre o intimista e o épico (nenhuma cena consegue ser memorável, nem mesmo o clímax da corrida que deveria ser apoteótico). Algumas cenas são simplesmente sem sentido, como aquela em que Shannon é deixada a sós com Joseph nu e só com uma tigela cobrindo a genitália. Uma mãe conservadora como a dela jamais permitiria isso.
Um Spawn que anda de moto. Um herói sem graça combatendo um vilão sem graça (e seus ajudantes são totalmente patéticos) em uma história que demora horrores para começar. Nicholas Cage fazendo caretas de Nicholas Cage e Eva Mendes sendo sexy. Ou seja, nada de novidades.
Para Tinto Brass sensualidade e erotismo se resumia a dar closes em bundas. Seu fetiche por essa parte do corpo beirava a obsessão e ele mais parecia um adolescente que resolveu compartilhar suas fantasias com todo o mundo do que um cineasta com mais de 30 anos de experiência. Esse filme não funciona como comédia e as cenas que deveriam ser eróticas, não são. Qualquer pornochanchada brasileira da década de 70 era mais quente.
Um filme aparentemente bem intencionado mas que é vítima de sua própria época. Aqui temos aquilo que hoje seria definido como estética da fome: pessoas cantando e dançando alegremente sem nunca reclamar da miséria ao seu redor, como se vivessem em um cartão postal ou comercial de margarina. Isso claro, era para dar uma sensação de bem estar a população branca, mostrando o sul dos EUA como um lugar idílico, onde até os negros mais pobres viviam felizes.
O Caminho das Nuvens
3.3 201 Assista AgoraUm filme de estrada bem simples mas sempre interessante em grande parte por causa do elenco. A trilha sonora de André Abujamra é outro ponto alto.
P.S. Há até uma referência a Chinatown (1974) de Roman Polansky!
O Homem Bicentenário
3.7 1,2K Assista AgoraUma história com muitos temas interessantes e atuais e seria ótimo se tratados com mais seriedade. Mas como era mais um veículo para a dupla Robin Williams/Chris Columbos acabaram levando para a comédia. E o humor do roteiro de Nicholas Kazan quase nunca funciona.
The Stones in The Park
4.2 8Muito bom esse registro do show entrecortado por depoimentos de Mick Jagger (falando, por exemplo, das diferenças entre eles e os Beatles). O filme é até meio premonitório já que foi realizado cinco meses antes do infame Altamont Free Concert, na Califórnia, onde os Hell Angels também atuaram como seguranças e, em meio a várias brigas um jovem acabou morto por um dos motoqueiros.
Aida
3.9 2Adaptação luxuosa da ópera de Verdi com grandes cenários e muitos figurantes. Além da jovem Sophia Loren no papel principal temos também Lois Maxwell (que ficaria conhecida como a senhorita Moneypenny nos filmes de 007) como sua antagonista Amneris.
Revelações
2.9 102Começa como um drama racial, depois vira um filme sobre amizade entre dois homens (com detalhes meio homoafetivos), depois vira um melodrama sobre o amor entre um homem idoso e uma mulher bem mais jovem (com um ex-marido problemático, pra variar) e nos flashbacks é uma história sobre identidade. O pior é que tudo é tratado com frieza, inclusive a grande revelação sobre o protagonista é jogada para o espectador sem nenhuma emoção. Há poucos momentos bons, como uma dolorosa conversa entre uma mãe e o filho perto do final. Mas é pouco em um filme que reúne (e desperdiça) tantos talentos.
Com as Próprias Mãos
3.2 181 Assista AgoraMais um exemplo de refilmagem que perde feio para o original. Aqui não há qualquer desenvolvimento dos personagens. Em um momento o herói é julgado e na cena seguinte já foi eleito xerife. No filme de 1973 ele tinha que enfrentar um inferno burocrático que tornava sua situação muito mais difícil. Também no original era um verdadeiro exército de criminosos dominando a cidade e nesse parecem ser só meia dúzia.
Robinson Crusoé
3.1 63Chega a ser irônico que nessa adaptação o escritor Daniel Defoe apareça no prólogo e epilogo lendo o que seria o "relato" original de Robinson Crusoé, que ele depois transformaria em romance. Isso porque o filme se distancia (e muito) do romance que Defoe publicou em 1719. Desde a geografia (no livro a ilha fica na América do Sul) passando pelo motivo da viagem de Robinson até o relacionamento entre o protagonista e Sexta-feira.
Não é um filme ruim mas perde feio para a versão de Luís Buñuel (1954).
Fibra de Valente
3.4 14 Assista AgoraPolicial exploitation baseado na vida de Buford Pusser (que morreu em um acidente de carro no ano seguinte ao lançamento do filme). Tem bom ritmo e boas cenas de ação. Provavelmente é o filme onde o microfone (boom) mais aparece; são várias cenas. Uma reviravolta macabra aconteceu em 2025:
A polícia do Tennessee reabriu o caso sobre a morte da esposa de Pusser e concluiu que foi ele que a matou (!) e depois encenou a história de que tinham sido perseguidos por bandidos.
Superman III
2.7 245 Assista AgoraDe longe o pior filme do Superman (e um dos piores de superheróis) da história. Até então não entendia por que sempre exibiam o filme I, II e IV na TV e nunca o III mas agora entendo perfeitamente. O desastre já começa nos créditos iniciais e praticamente nenhuma cena se salva.
Robinson Crusoe
4.7 1O cartaz está errado. Esse é da versão de Luís Buñuel.
Assim é a Aurora
3.7 8Um grande filme de Buñuel embora pouco lembrado. Aqui, como de costume ele dispara críticas a diversos seguimentos da sociedade, incluindo seu amigo e ex-parceiro Salvador Dalí. Também não faltam temas e situações pesadas, como o
estupro de uma criança por um velho (!)
Escravos do Rancor
3.4 5Um filme menor da fase em que Buñuel gostava de explorar personagens totalmente entregues a seus instintos mais animalescos, como em O Bruto e O Alucinado. Um dos pontos fracos do roteiro é que
ele exclui quase totalmente a infância dos protagonistas, algo que é fundamental para entendermos a brutalidade de Heatcliff/Alejandro. Aqui alguns episódios são apenas citados pelos personagens.
Baraka - Um Mundo Além das Palavras
4.5 142Baraka é uma verdadeira celebração da diversidade cultural humana. E o melhor é que o diretor/fotografo Ron Fricke não transmite uma impressão de "olhar do homem do norte sobre as populações do sul". Há aqui um um distanciamento que acaba transmitindo respeito e reverencia. Ou seja, Baraka é a quilo que Powaqqatsi (1988) queria ter sido e não foi.
Ouro puro.
O Pequeno Príncipe
3.9 445Não entendo o que aconteceu. Adorei o livro, esse filme é bem fiel a ele e tem um visual bem elaborado. Mesmo assim não consegui me conectar totalmente ao resultado. Talvez tenham sido as atuações um tanto frias (e o inexpressivo garoto Steven Warner compromete ainda mais a obra), ou ritmo irregular. Mas o pior é que nenhuma das canções consegue ser realmente memorável (o que é surpreendente já que foram compostas pelos veteranos Alan Jay Lerner e Frederick Lowe). A adaptação de um livro tão marcante certamente merecia voos mais altos.
Os Selvagens da Noite
4.0 608 Assista AgoraUma história simples muito bem conduzida por Walter Hill (numa direção que mescla os estilos de John Carpenter e Sam Peckinpah). Só não dá pra ignorar a inexpressividade de Michel Beck.
Um Dia Especial
3.4 221O filme abre com uma referência ao clássico do suspense Janela Indiscreta (1954) para posteriormente se revelar mais próximo das screwball comedies da década de 40, como Jejum de Amor, onde um casal passava o tempo todo brigando para finalmente perceber que tinham muito em comum. O elenco carismático sustenta o interesse até o fim, embora o roteiro se arraste bastante no terceiro ato.
Perigo Real e Imediato
3.3 70Esse terceiro filme do personagem Jack Ryan (e segundo estrelado por Harrison Ford) tem uma trama bem mais complexa que o anterior Jogos Patrióticos. E é incrível que o diretor Philip Noyce conduza a a história sem deixá-la confusa para o espectador, mesmo com dezenas de personagens. Além disso ele dirige as cenas de ação (assim como no anterior) sem acrobacias muito mirabolantes e consegue extrair tensão até de um hackeamento de computador. Há também uma referência à trilogia O Poderoso Chefão, quando um evento público (um enterro) e um massacre são mostrados simultaneamente.
Um Certo Capitão Rodrigo
2.9 6Não li o romance de Érico Veríssimo então não sei se este filme é fiel ao material original. De qualquer maneira é difícil simpatizar por um personagem estridente, infiel e irresponsável como esse Capitão Rodrigo, que chega a deixar em casa um filho doente para ir jogar baralho e beber com os amigos. Para piorar o DVD lançado pela Cinemagia tem imagem e som péssimos: para se ter ideia, praticamente não dá pra ler os letreiros iniciais do filme com tantos riscos na tela.
Interiores
4.0 232 Assista AgoraUm filme apoiado em seu talentoso elenco onde as mulheres tem o maior destaque. Diane Keaton, Mary Beth Hurt e Geraldine Page dominam a primeira metade do longa com seus sofrimentos e amarguras e é espantoso que Maureen Stapleton roube todas as cenas em que aparece na segunda metade. Sua personagem é exatamente o oposto de Eve (Page), é expansiva, extrovertida e portanto um peixe fora d'água naquela família tão problemática.
Um Grande Garoto
3.5 377Fui assistir sem muito entusiasmo e me surpreendi positivamente! Hugh Grant nos faz gostar de um personagem que seria detestável no mundo real. A cena do pato me fez rir demais.
Um Sonho Distante
3.4 96 Assista AgoraMesmo com o carisma do casal de protagonistas e a boa recriação de época o filme não me arrebatou. Talvez porque os coadjuvantes sejam unidimensionais (em especial o vilão vivido por Thomas Gibson) ou a direção de Ron Howard não acerta o tom entre o intimista e o épico (nenhuma cena consegue ser memorável, nem mesmo o clímax da corrida que deveria ser apoteótico). Algumas cenas são simplesmente sem sentido, como aquela em que Shannon é deixada a sós com Joseph nu e só com uma tigela cobrindo a genitália. Uma mãe conservadora como a dela jamais permitiria isso.
Motoqueiro Fantasma
2.7 1,2KUm Spawn que anda de moto. Um herói sem graça combatendo um vilão sem graça (e seus ajudantes são totalmente patéticos) em uma história que demora horrores para começar. Nicholas Cage fazendo caretas de Nicholas Cage e Eva Mendes sendo sexy. Ou seja, nada de novidades.
Monella, a Travessa
3.1 89Para Tinto Brass sensualidade e erotismo se resumia a dar closes em bundas. Seu fetiche por essa parte do corpo beirava a obsessão e ele mais parecia um adolescente que resolveu compartilhar suas fantasias com todo o mundo do que um cineasta com mais de 30 anos de experiência. Esse filme não funciona como comédia e as cenas que deveriam ser eróticas, não são. Qualquer pornochanchada brasileira da década de 70 era mais quente.
Aleluia
3.6 8Um filme aparentemente bem intencionado mas que é vítima de sua própria época. Aqui temos aquilo que hoje seria definido como estética da fome: pessoas cantando e dançando alegremente sem nunca reclamar da miséria ao seu redor, como se vivessem em um cartão postal ou comercial de margarina. Isso claro, era para dar uma sensação de bem estar a população branca, mostrando o sul dos EUA como um lugar idílico, onde até os negros mais pobres viviam felizes.