Durante a Guerra Bôer, em 1899, três tenentes australianos que haviam se juntado ao exército britânico são injustamente acusados de um crime, quando, na verdade, haviam apenas seguido ordens superiores. Durante o julgamento, a defesa luta bravamente para inocentá-los.
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Ótimo filme de tribunal militar que lembra muito "Glória Feita de Sangue" (1957) e "Pelo Rei e Pela Pátria" (1964). Em nenhum instante o filme tenta suavizar os personagens ou suas ações violentas. Não há heróis e sim uma condenação do colonialismo britânico.
O filme tem como subtexto a ideia de Hannah Arendt da "banalidade do mal", quando pessoas normais cometem atrocidades só por estar "seguindo ordens", sem questioná-las. O diretor Bruce Beresford tenta disfarçar a origem teatral do roteiro com uma montagem rápida e cenas repetidas sob diversos pontos de vista. Grandes interpretações do elenco, em especial Jack Thompson e Edward Woodward (quase um clone de Michael Caine).
Produção australiana indicada ao Oscar de melhor roteiro adaptado; no Globo de Ouro, foi nomeado a melhor filme estrangeiro; no Festival de Cannes foi indicado à Palma de Ouro de melhor filme e venceu o prêmio de melhor ator coadjuvante, Jack Thompson. Este drama de guerra verídico foi dirigido por Bruce Beresford, que co-escreveu o roteiro baseado na peça de Kenneth G. Ross, de 1978, com o mesmo nome. O cenário dessa verdadeira história é a Guerra dos Bôeres (1899-1902), em que os australianos se uniram aos britânicos na guerra contra os Bôeres na África do Sul.
A fotografia principal foi atrasada devido a problemas com a seleção de elenco. O cartão de título introdutório do filme, indicando a hora e o local, dizia: "Pietersburg, Transvaal. África do Sul. Novembro de 1901". Segundo informações, Ronald Reagan, 40º presidente dos Estados Unidos da América, afirmou que 'Breaker Morant' era um de seus filmes favoritos.
Um ponto alto do renascimento do cinema australiano no final dos anos 70 e início dos anos 80, "Breaker Morant" é uma magnífica dramatização de um dos episódios mais controversos da história colonial australiana. O filme é, sem dúvida, um tour de force dos atores, mas cinematicamente monótono. Os segmentos dos tribunais traem suas origens nas encenações, mas é um filme interessante que prende a atenção e ficamos torcendo para o melhor destino do trio de protagonistas acusados de crimes.
Eu tiro de lição desse filme o seguinte ditado popular: a corda arrebenta sempre no lado mais fraco!
Filmão, o roteiro me lembra o do Paths of Glory do Kubrick mas a execução do longa é bem diferente.
sou pagão tbm