Data de lançamento
14 Out. 2021Duração
O musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas traz um pouco da história de Brenda Lee, chamada de o “anjo da guarda das travestis”, ativista que fundou a primeira casa de apoio para pessoas com HIV/Aids do Brasil. Ela tem uma pensão para travestis que, em sua maioria, vivem da prostituição. Apesar da realidade de violência em que vivem, dentro da casa as travestis são acolhidas por Brenda, que lhes ensina a querer mais da vida.
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No Brasil dos anos 1980, que tinha a Operação Tarântula como herança da Ditadura Militar, operação destina a assassinar travestis, e no país que mais mata pessoas trans no mundo, São Paulo era um lugar que fazia apologia à caça à existência LGBTQIA+. Uma higienização da sociedade às custas de vidas humanas. A luta de Brenda para amparar pessoas HIV positivo — visto à época como um vírus restrito a pessoas que se “desviavam da norma” — de forma tão aberta e franca fez dela persona non grata na sociedade paulistana. Se antes era convidada para bailes e programas de TV, depois da Casa de Apoio vivia apenas para cuidar das pessoas que se abrigavam ali. Mas, como a própria Brenda disse, não se importava em não ir mais a festas. Era como se tivesse encontrado seu propósito de vida. Esse musical foi criado para o teatro, mas a pandemia da COVID-19 o pos na tela e aí está para, gostando ou não de Brenda, apresentar o que foram os anos 1980 na São Paulo, a maior cidade da América do Sul. Brenda ou Caetano teve um papel essencial num momento em que a população trans era identificada, exaustivamente, com a transmissão do HIV. Nesse caso, relembrar é bom para sabermos onde estava o Brasil e como ele chegou aqui!
Perfeitooooooo
Incrivelmente maravilhoso <3