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Data de lançamento
28 Abril 2004Duração
A Carolina do Norte produz mais tabaco que qualquer outro estado norte americano. Bright Leaves descreve uma jornada social, econômica, e psicológica do terreno do tabaco nessa região, através de um nativo, Ross McElwee, cujo bisavô criou a famosa marca de tabaco conhecida como Bull Durham. O filme é como uma crônica, autobiográfica e uma reflexão sobre a sedução dos cigarros e os problemas que ele acarreta para o legado da Carolina do Norte. É também um filme sobre uma história de família, vício, negação e filmagem.
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Se, no hiperestimado SHERMAN'S MARCH, Ross McElwee já deixava entrever tanto o seu talento em acrescentar o acaso à narração confessional quanto a sua personalidade um tanto atravessada por maus sentimentos (pretensão, vanglória, chantagem emocional, etc.), aqui um tom de inveja que conduz toda a narrativa se sobressai, restabelecendo uma incrível sinceridade a este percurso ainda mais pessoal que o anterior, percurso este que, por vezes, nos leva a um certo questionamento da ética documental ou algo parecido (vide a famosa cena do cachorrinho). Apesar de os defeitos saltarem mais aos olhos que as suas imensas virtudes teoréticas (não por acaso, Ross McElwee virou o xodó do Timothy Corrigan, patrono do filme-ensaio), tornei-me uma espécie de fã resignado do diretor (risos): como não se apaixonar por sua devoção protetoral ao filho Adrian, que, afinal, voltaria a repercutir no também ótimo PHOTOGRAPHIC MEMORY, hein? (wpc>)