Budrus

Budrus (2009)
Budrus
Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 82 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
82 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Julia Bacha
Duração 70 min (1h010)
Status Streaming

Dirigido por

Duração

70 minutos
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Sinopse

Vilarejo na fronteira entre a Cisjordânia e Israel, Budrus ocupou as manchetes em 2003, quando foi palco de um inusitado protesto não-violento. O motivo foi o anúncio da construção de um muro pelos israelenses que destruiria oliveiras histórica e economicamente importantes. À frente do movimento estava Ayed Morrar, cuja liderança comunitária e pacifista uniu em torno da causa facções palestinas rivais, como a Fatah e o Hamas, e judeus progressistas. Também importante para a mobilização foi Iltezam, a filha de Morrar, que conseguiu uma adesão maciça de mulheres. Ouvindo todos os lados envolvidos, a diretora brasileira de origem libanesa, Julia Bacha, monta um amplo painel de uma situação explosiva no Oriente Médio que encontrou solução por via pacífica.

Elenco

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Comentários 1
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Estamos diante de um documentário capaz de nos provocar reações das mais distintas possíveis: desde uma ira, uma indignação, até uma tristeza conformista até uma retomada da força e da esperança. Uma verdadeira montanha russa de emoções. Na trama acompanhamos um vilarejo resistindo ao avanço do exército de Israel e retroescavadeiras que foram utilizadas para derrubar as oliveiras dos palestinos a pretexto de construir um muro que protegesse o povo de Israel de radicais violentos. Ocorre que na construção desse tal muro uma grande quantidade de terras palestinas foi grilada, roubando as terras férteis dos moradores do vilarejo de Budrus. Os civis m, com ajuda de estrangeiros e militantes judeus pro-Palestina, tentam oportunidade resistência pacífica para salvar as terras. Mas num dado momento as coisas parecem fugir do planejado. Dirigido por uma realizadora brasileira, o filme nos coloca em contato com a diferença brutal de força entre o aparato militar de Israel e esses pobres lavradores palestinos. Mas também é um convite à esperança de que soluções pacíficas, por mais tempo que cobrem para apresentar resultados, não podem deixar de serem buscadas.

Visto em 24/03/2024
43° - YouTube

gomes223344
Oscar
11 anos atrás

Pra quem quer ver o outro lado da história e que não se apega simplesmente ao que a Globo, Veja e afins dizem sobre a Palestina.

natobeid
Natasha
13 anos atrás

Apoio a questão palestina! Uma oliveira é cultivada por milenios. Imaginem ter seus terriórios divididos por um muro, anos de trabalho sendo levados por tratores, crianças indo passando pelo muro a cada dia que fores pra escola? Porra! Ok, diminuiram-se os conflitos, afinal, não podemos considerar os lado ocidental de Jerusalém como monstros, já que os palestinos são bem provocantes. Mas para Israel, o que importa é a segurança de seu povo, e dane-se o povo árabe. Belo documentário sobre a terceira intifada!

filmoteca_seu_manolo
Filmoteca Seu Manolo
13 anos atrás

Documentário muito bem recomendado, vencedor de Tribeca 2010. Na TV:
14/11 00:30 GNT
19/11 01:30 GNT

renatho
Renatho Costa
13 anos atrás

É angustiante assistir esse documentário. E isso sob vários aspectos. Vemos uma vila sendo invadida por um exército fortemente armado no intuito de desapropriar terras e construir UM MURO. Sob qualquer base legal de qualquer povo civilizado isso é uma violência e uma afronta à sociedade, mas em Budrus era entendido como algo perfeitamente normal tendo em vista a perspectiva de segurança! Sob o aspecto humanitário, a violência que os soldados tratam os palestinos é algo que gera vergonha a qualquer ser humano. Em determinado momento do documentário um soldado israelense, depois de ocupar o vilarejo, questiona: "Por que estão atirando pedras em nós, não veem que os israelenses estão no vilarejo?" Será que precisa responder a tal questionamento? Mas os soldados respondem, e como armamento de grosso calibre contra a multidão (homens, mulheres, crianças, judeus, árabes, estrangeiros, etc). Mas frente a essa violência sem igual que o Ocidente permanece cativo, alguns palestinos surgem como vozes destoantes, pois sabem que os israelenses querem apenas que respondam com violência para ocuparem ainda mais o território palestino, daí, erguem a bandeira da paz e se submetem a humilhações que poucos teriam coragem para simplesmente não darem razão para que a violência seja cometida contra seu povo. E, nesse sentido, o documentário reforça a participação e protagonismo de grupos de israelenses judeus que se impõem contra a violência acometida aos palestinos. Esses judeus enfrentam soldados para defenderem o direito dos palestinos. Uma ação pacífica em Budrus que é defendida como a saída para deslegitimar a violência aplicada pelo Estado de Israel. Mas se no documentário acaba sendo uma saída pacífica, o que vemos é um soltado ratificando que NUNCA o interesso de Israel será colocado em segundo lugar, quando confrontado ao de palestinos e um líder político ratificando essa postura. É um documentário angustiante pela capacidade de absorver a violência que o povo palestino de Budrus teve... E o retratar da situação, como uma câmera que funciona como um narrado distante dos fatos (em muitos momentos), gera a sensação de que estamos vendo a violência acontecendo e temos de fazer algo. A isenção "da câmera" acaba delegando ao espectador a obrigação de não mais ficar parado, pois estará sendo cúmplice de uma atrocidade. Um documentário no estilo clássico e muito bem feito.

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