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Um jovem casal gay gastou demais no cartão de crédito e está com as contas acumuladas. Um deles decide vender a intimidade sexual do casal na internet, sem contar ao outro que está filmando tudo secretamente. O dinheiro começa a entrar aos montes, até que ele é descoberto! Ao perceber que seus problemas financeiros estão sendo resolvidos "fazendo sexo", Seb concorda em continuar até que as dívidas estejam quitadas. No entanto, a situação no relacionamento fica complicada quando a amiga Jem aparece e sugere a inclusão de uma terceira pessoa para apimentar ainda mais as coisas...
Não esperava uma grande produção e nem boas atuações no filme, então seguiu as minhas expectativas.
Já sabia que a produção era fraca, mas não salva nada no filme.
Bem ruim. Cheap movie
Oliver Park no filme Buffering:
no youtube watch?v=BOlJQXXhSp4
Aaron e Seb estão em apuros financeiros. O primeiro perdeu o emprego e o segundo tenta equilibrar as contas realizando massagens. Mas ainda é pouco para tirá-los do enrosco. O carro foi confiscado pela concessionária e há uma ordem de despejo pelo não pagamento do aluguel. Um bocado preocupado com a situação, mas sem cogitar a opção de um emprego, Aaron encontra uma alternativa: com base no seu próprio consumo de pornografia virtual, ele resolve filmar uma das transas com o namorado (deixando a câmera escondido sob os braços de um inocente ursinho de pelúcia!) e sem o consentimento do parceiro publica a filmagem na internet. Com o interesse crescente dos usuários, que começam a pagar para assistir os vídeos, o rapaz faz da intimidade do próprio quarto o cenário para masturbações públicas. Até que numa noite, o namorado descobre a armação mas - surpresa - aceita continuar com a encenação com a condição de acabar com essas, digamos, produções caseiras quando quitarem todas as dívidas.
É um arranjo, enfim, que não apenas elimina o drama inerente dos desdobramentos iniciais, como se tornar clara a predileção do enredo pela comédia da situação. E, de fato, é essa visão bem humorada - sob um entrecho complexo, envolvendo traição (de confiança) e exposição pública - a melhor coisa do filme. Afora as cenas das transas, cada vez mais incrementadas por brinquedos sexuais, há um momento realmente impagável, com usuários tentando provar através de vídeos porque devem participar de um ménage a trois, o 'grand finale' desse circo armado. Um Cowboy do babado, um bofe passivo e musculoso, um nerd cheio de tesão, um cantor 'stranho' de karaokê, uma drag queen da terceira idade, um franguinho de tanga manjando das técnicas do pole dance e um lutador japonês de karatê - as imagens reunidas de toda essa gente é tão constrangedora e absurda que se torna ridiculamente maravilhosa!
Mesmo adiando as questões mais importantes, é realmente impossível não pensar (nem que seja um pouco) o que envolve realmente ter o corpo exposto numa Web Cam - a perda total da própria imagem e na mais completa vulnerabilidade. É evidente que o filme não tem estofo para refletir sobre essa situação, e abertamente pouco se interessa, uma vez que o grande conflito de um dos personagens é se deve ou não participar de uma transa a três, ou vá lá, ser verdadeiro e mostrar o rosto (escondido) para a audiência. Dilemas realistas (éticos, morais) com base numa sociedade tão preconceituosa quanto hipócrita (e que encontra no anonimato, também, uma válvula para realizar suas fantasias)? Tudo besteira! "Buffering" se resume a isso - uma mera fantasia gay, com a intimidade de uma relação filmada e postado diariamente para desconhecidos e curiosos, incrementando ainda ao fetiche a cooptação do vizinho bonitão 'hétero', e que - vejam só - também surpreende por querer participar da orgia, mesmo garantindo não ser gay, mas um 'liberal progressivo'! Então tá...
Para completar a canastrice: todos os atores possuem cacoetes (fechando os olhinhos ou erguendo a sobrancelha para 'expressar' desejo); a trilha sonora - com canções similares as produzidas pela 'princesinha do pop' Britney Spears no início de carreira - é da genérica 'Nancy', assim mesmo sem sobrenome! - e, o detalhe mais saboroso, é o verdadeiro oráculo que se transforma uma sexy shop, onde o vendedor despeja 'grandes frases' dignas dos melhores best-sellers de auto-ajuda. "Somos todos iguais quando as mascarem caem", diz o sábio do sex shop.
Mas do chiar pelo que o longa não pode oferecer, o melhor é assimilar seu maior atrativo, justamente o humor descompromissado e um tanto fútil. Dica esta que o próprio desfecho reforça, com um personagem concluindo 'a-do-rar' um final feliz, ao mesmo tempo que se delícia com as 'good vibrations' de um certo aparelhinho. Aí fica fácil sentir alegria, pow...