Em uma ditatura imaginária de um mundo futurista, a rebelião estourou. Os homens disputam o poder no Bunker Palace Hotel, um bunker construído há muito tempo apenas para este tipo de contingência. Mas uma espiã rebelde se infiltra, e, apesar de sua natureza, é muito rapidamente descoberta, sendo deixada para observar o delírio da classe do poder decadente, que continuam se perguntando o que aconteceu ao seu líder, que deixou de aparecer.
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Enquanto eu via o filme, me peguei fazendo associações a algumas coisas da nossa sociedade e época.
O pequeno grupo de residentes à espera do presidente/líder que não aparece, a descrença de ele está mesmo vivo; aquele desfecho, o futuro.
Estranho e distópico, me cativou por completo!
*reconheci ainda no elenco a atriz Mira Furlan que trabalhou em LOST como a Danielle Rousseau
Poucas vezes o senso de desorientação foi tão intenso. É sob esta condição que Bilal nos desafia a adentrar em um pesadelo claustrofóbico sobre decadência e manobras políticas. Acachapante alegoria.
Enki Bilal é um mistério pra mim. Não sou arrebatado pelos seus filmes, mas tbm não consigo ficar indiferente. Não me agrada, mas tbm não me desagrada em nada. E ainda saio com os filmes dele na minha cabeça por meses...
Há quem diga que a ficção científica é subversiva, por constantemente flertar com temas como espionagem, golpes de estado e intrigas políticas. Essa afirmação pode não ser verdadeira em alguns casos, mas se aplica perfeitamente ao francês Bunker Palace Hotel, filme de estréia do quadrinista Enki Bilal.
Bunker Palace Hotel é um filme lento, que mostra a degradação da condição humana face ao confinamento e à dúvida, e que aposta todas as fichas na reviravolta do final. Após a experiência, o espectador fica com a sensação que toda a ação estava acontecendo em outro lugar enquanto acompanhávamos o grupo de políticos, e o último ato dá um vislumbre de um mundo ainda mais esquisito e rico de detalhes do que o pequeno universo do bunker.
(Crítica completa em: