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Data de lançamento
22 Julho 1988Duração
Jack Hartounian é um empresário da construção civil convidado para integrar um clube de golfe para ricaços. Quando os membros do local conhecem o excêntrico Jack, porém, resolvem cancelar sua ficha de inscrição. Furioso, ele se vinga comprando o clube e transformando num parque de diversões para a classe média, enlouquecendo os figurões que freqüentavam o lugar e só queriam paz e sossego.
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Caddyshack II (1988), lançado no Brasil como Clube dos Pilantras 2, mesmo sendo uma continuação, funciona perfeitamente de forma independente. Eu vi o primeiro faz tempo e não lembro muito bem, porém isso não atrapalhou em nada a experiência aqui. A trama é simples, direta e assume totalmente seu espírito de comédia escrachada, algo muito característico das produções oitentistas/noventistas.
O filme trabalha novamente a velha e conhecida guerra entre ricos e pobres, mas faz isso de maneira caricata, exagerada e consciente do próprio absurdo. Estão todos ali os temas clássicos: a elite tradicional que não aceita quem ascendeu socialmente, o desprezo pelo “novo rico”, a hipocrisia moral da alta sociedade, a filha que sente vergonha do pai e o filho criado em meio a privilégios.
No fundo, a mensagem continua sendo sobre caráter, deixando claro que dinheiro não compra respeito nem aceitação social.
O grande destaque do filme é Jack Hartounian (Jackie Mason), disparado o melhor personagem para mim. Jack é o típico novo rico falastrão e espalhafatoso, mas que se diferencia completamente da elite tradicional pelo caráter. Apesar de rico, ele não se acha superior a ninguém. Pelo contrário, trata funcionários como iguais, é educado, acessível e genuinamente legal com todo mundo ao seu redor. Jackie Mason constrói um personagem carismático justamente por isso: Jack tem dinheiro, mas não perdeu a humanidade. Ele escancara a hipocrisia dos ricos tradicionais ao mostrar que o problema nunca foi falta de dinheiro, e sim falta de caráter por parte da elite.
O núcleo rico é representado pela família Young, liderada por Chandler Young (Robert Stack), o símbolo máximo da elite tradicional: arrogante, conservador e preso às tradições do clube. Chandler é o típico rico que se acha superior por sobrenome e status, e projeta isso diretamente nos filhos. Todd Young (Brian McNamara) é o filho mimado e arrogante, criado dentro dessa bolha de privilégios, mas que, na prática, é um personagem irrelevante, servindo mais como extensão do pai do que como alguém com peso real na narrativa. Já Mary Frances “Miffy” Young (Chynna Phillips) representa bem essa juventude rica fútil e alienada, reforçando o contraste entre classes e a superficialidade daquele meio.
No campo familiar de Jack, temos Kate Hartounian (Jessica Lundy), a filha que sente vergonha do próprio pai. Esse arco é importante para reforçar o impacto emocional do preconceito de classe.
Kate deseja se encaixar no mundo dos ricos, mesmo renegando suas origens, mostrando como a pressão social afeta até as relações mais próximas.
Entre os personagens secundários, Peter Blunt (Randy Quaid) se destaca como o advogado atrapalhado, mas leal. Randy Quaid entrega um personagem exagerado e, talvez, moralmente duvidoso, servindo bem ao tom cartunesco da narrativa e ajudando a movimentar os conflitos legais e financeiros da trama. Já Capitão Tom Everett (Dan Aykroyd) adiciona aquele humor físico e nonsense típico do ator, contribuindo para o clima de caos e absurdo que o filme abraça sem pudor.
E, claro, a topeira segue como um elemento essencial do filme.
Fofa, caótica e decisiva, ela funciona quase como um agente do caos, interferindo diretamente nos acontecimentos e rendendo alguns dos momentos mais memoráveis, além de simbolizar a quebra daquela falsa ordem elitista do clube.
No fim das contas, Clube dos Pilantras 2 consegue manter um nível consistente de humor, com uma crítica social simples, mas eficiente, personagens bem definidos e uma atuação memorável de Jackie Mason. Mais do que isso, o filme consegue sustentar — e até manter um nível maior que o primeiro — ao apostar mais na sátira de classe e menos na dependência do carisma do elenco original, resultando numa continuação honesta, coerente e divertida dentro do que se propõe.
Assistido em 06/01/2026
Tai um tema bem comum em outras comedias dos anos 80 fora a clássica adolescente fazendo merda pra transar, luta entre classes ou diferenças, consigo lembrar de alguns , mas o mais próximo foi o de volta as aulas com quase o mesmo tema , milionário do ramo imobiliário , filho que tem vergonha do pai, pai doídão que transgrida a society dos chiques e fedegosos !!
Ainda temos o tema rolando hoje, mas nessa época tinha seu politicamente incorreto gostoso que só os anos 80 tem, livre dessa militancia woke, ate acredito que hoje nao teria publico por que os adolescentes estão ficando absurdamente chatos e mais pedantes que os milionários desses filmes.
De certo que é um filme bem bobo, comedia no non sense, e situações absurdas ,sempre com marais de que o que vale e um bom coração do que a soberba, o interessante e que apesar de ter alguns pontos em comum, pode assistir este sem ter visto o primeiro sem problema algum em entender.
É deplorável as piadas pedantes e discriminátorias que saem da boca dos personagens, uma vez que, o filme busca de forma cômica gerar disputa entre classes sociais distintas. Mas a soberba dos burgueses da classe alta americana é nojosa!
Surpreendentemente, essa sequência é melhor que o filme original que era péssimo. Chave Chase aqui está apenas numa participação e se sai melhor que o filme anterior ao qual era protagonista.
Mais um da série não se fazem mais filmes como antigamente...
Comédia legalzinha que tem seus altos e baixos, em momentos é divertida e em outros não tem graça. Passava na Sessão da Tarde nos anos 90 e algum tempo depois foi exibido no Cinema em Casa.