Café

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Café (2016)
Média do filme: 3.0 de 5 — baseado em 15 votos
MÉDIAFILMOW
3.0
15 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Cristiano Bortone
Data de lançamento 13 Out. 2016 Outras datas
Duração 110 min (1h50)
Classificação indicativa de Café: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

13 Out. 2016

Duração

110 minutos Classificação indicativa de Café: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Sommeliers dizem que o café tem três sabores: amargo, azedo e perfumado. O filme conta três histórias, passadas em três lugares do mundo, ligadas por esse elemento simbólico. Na Bélgica, a loja do iraquiano Hamed é saqueada e seu precioso pote de café é roubado. Na Itália, um sommelier apaixonado se envolve em um assalto a uma fábrica de café. Na China, um jovem gerente é convidado a cuidar de uma fábrica que corre o risco de poluir um vale em Yunnan.

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Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
pequenomestrex
Otavio
8 anos atrás

Hoje dia de assistir mais um filme europeu, e aqui de uma forma bem diferente, envolvendo várias culturas e países, incluindo a asiática. A apresentação do filme é bem poética. Apesar de ser bem exagerada, compara o café como se fosse uma passagem da vida, tendo momentos amargos e complicados e indo para momentos saborosos e agradáveis, tudo para ligar o nome do filme com as situações que são mostradas. O filme então apresenta praticamente todos seus principais personagens, como o filme vem dos múltiplos cenários que tentam se ligar de alguma forma, há muitos protagonistas, incluindo alguns com ligações bem intensas. Em grande maioria das situações o café é mostrado como algo que esses principais personagens gostam bastante, tendo até certa fixação, algo que não faz muito sentido para as histórias em si, mas serve para mostrar que o título não é tão por acaso. Em pouco tempo todos enfrentam dificuldades consideráveis, mostrando o lado amargo da vida, em alguns casos é profissional, em outros pessoais e sentimentais, há uma boa variedade de cenários mostrados, e sem muita enrolação, o filme consegue dar uma boa imersão sem precisar se aprofundar nas histórias. É nesse ponto que as histórias de todos protagonistas se ligam, mas alguns pontos são muitos superficiais e podem simplesmente passar desapercebidos, por não estarem muito explícitos, dando a impressão das histórias não terem ligação nenhuma, não fazendo muito bem para a continuidade do filme. O meio do filme há muitas situações bem dramáticas e decisões fortes, gerando cenários de tensão que não tem nada a ver com café, mas que criam uma certa expectativa. O filme parece ser 3 ou 4 filmes dentro do mesmo filme nesse momento, as histórias ficam distantes umas das outras e o filme intercala bem tudo o que acontece, deixando o final com uma forma estranha para uma ideia inicial de que havia uma interligação entre todos. O fim é só uma forma de encerrar as histórias mostrando o lado ‘saboroso e agradável’ da vida, sendo muito abrupto e sem maiores surpresas, incluindo a boa sensação de redenção para maioria dos protagonistas, mas mais uma vez sem ligar muito com o título do filme. No geral, um filme que mostra cenários interessantes que pareciam ser ligados com o café, mas acaba sendo tudo muito solto e superficial para isso, sendo melhor ter a imersão de cenários separados, como se fosse filmes separados, com um pano de fundo filosófico parecido, que tenta forçar a ser algo comparado com café, mas que é apenas dramático e bonito, não tendo muito a ver com café.

#CinetecaXinguê #filme #movie #cinema #ItaúCinemas #RuaAugusta #Café #Caffè #Italiano #Francês #Chinês #Flamengo #culturas #países #violência #crime #drama #amor #amargo #doce #saboroso

marciosallem
Cinema com Crítica
½
8 anos atrás

Toca em temas contemporâneos, como crise econômica, globalização, imigração, tendo como elos a figura do café e as sensações que este proporciona, e revela como pessoas boas podem ser levadas, por causa do desespero, a cometer atos criminosos. É aflitivo, não porque somos surpreendidos pela imprevisibilidade da trama, e sim por antecipar as trágicas consequências que aguardam os co-protagonistas.

Ou era isto que imaginávamos, já que o diretor Cristiano Bortone, sabe-se lá o porquê, resolveu adoçar o café, naturalmente amargo, empurrando uma conclusão fantasiosa, prazerosa e feliz, e com isto esquecendo as nuances da bebida que dá nome ao filme.

Não é esta a realidade que espera um ex-camponês chinês, tornado em empresário, que readquire a consciência de pensar nas pessoas antes de lucros, ou do árabe que pretende reaver um objeto sagrado na história da família, ou, finalmente, do italiano, incapaz de exercer sua paixão por café por conta da economia em frangalho que toma seu país. De todo modo, gostei de conhecer tais personagens e enxergar sua visão de mundo, um livre de barreiras e unido em comunhão por um sentimento, que neste caso está simbolizado pela bebida mais consumida.

+ Críticas:
@cinemacomcritica - www.goo.gl/YpQdyV

angelovoorhees
Angelo Antonio
8 anos atrás

Caffè se apega às sensações da degustação de um bom café - reservando até uma belíssima e instigante cena onde uma personagem descreve tais sensações a outro -, porém, aquele gostinho da bebida que fica em nossa boca após uma xícara, não se compara à marca que o filme deixa em nossa memória.

O diretor Cristiano Bortone cria um caleidoscópio de histórias onde o café é um elemento constante e funciona quase como uma espécie de macguffin.

A princípio, todos os personagens citam o café, seja como grão, bebida ou até mesmo como tinta, porém o foco da história é exatamente utilizar o café como ponto de partida para estes personagens envoltos em dramas tão reais e que poderiam ser explorados de forma mais arriscada por Bortone.

Incomoda e decepciona que as três histórias sigam os mesmos rumos e se utilizem de estigmas do gênero, vamos conhecendo os personagens e seus dramas, há certo clímax e conflito em todas elas, porém, ao final, prevalece o bom e velho clichê do "felizes para sempre". Por outro lado, a edição do filme é bastante eficaz ao dar coesão aos três núcleos, na Bélgica, na China e na Itália, sem nos deixar perdidos entre idas e vindas.

Porém, chega a ser frustrante ver que Bortone não se arrisca em temas como a crise dos imigrantes, a desigualdade social que assola a Europa e a poluição do meio ambiente - num problema de irresponsabilidade e negligência que lembra muito o Desastre de Mariana - tudo isso recebe um tratamento muito vago, fazendo de Caffè um filme excessivamente romantizado e dramático, mas que, ainda assim, tem seus momentos amargos, como qualquer dose de café.

luccino
Luccino
9 anos atrás

Dessa vez o diretor de "Vermelho Como o Céu" deixou a desejar. A sala de exibição estava lotada e o vídeo de saudação que o cineasta enviou para a Mostra Internacional de São Paulo acabou sendo mais interessante do que a película. As três histórias não deixam de ser curiosas, mas há um ranço de melodrama forte e vários clichês que incomodaram bastante. O final é morno e tudo tende a se resolver de maneira "palatável" ao espectador. (Conferido no Itaú Frei Caneca)

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