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Duração
O filme desenrola-se num único dia da vida de Raymond (Dominique Pinon), um parisiense que vive em Portugal há 40 anos e que descobre na noite do casamento da filha que "o dinheiro não é tudo".
Baseado no conto "Tragédia de D. Ramon", presente no livro "Caminhos Magnéticos", de Branquinho da Fonseca.
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Difícil acreditar que é do mesmo diretor de O Barão
Caminhos Retardotrofycos
O filme mais confuso e atrapalhado que vejo em muito tempo. Forte candidato a ser o pior da 42a Mostra.
Edgar Pêra não consegue ser claro em sua mensagem, quer dizer, até entendemos que a história se passa em uma Portugal dominada por um regime autoritário, porém o protagonista Raymond é completamente raso e mal desenvolvido, assim como todos os coadjuvantes, apenas versões cartunescas de qualquer personagem novelesco.
Chega a ser irritante que a cada 5 palavras proferidas por Raymond uma seja "Catarina", uma obsessão quase que doentia pela filha. Tão doentia que ele chega a imaginar uma transa da mesma com o recém-marido e entra no meio para separá-los (???).
Fora o argumento que não se sustenta, a montagem com imagens sobrepostas é confusa e cansativa e não traduz a uma tentativa de cinema experimental que Pêra deve ter tentado atingir.
Um grande desperdício de tempo, talvez como curta sairia melhor.
Uma sátira farsesca, sem pé nem cabeça, que tenta relacionar o casamento da filha do protagonista com a ascensão do regime fascista português, sob o comando de Antônio Salazar (claramente referenciado na imagem do Primeiro Imagem, com uma maquiagem propositadamente fake). Para piorar, na esperança de ser visualmente ímpar e evocativo, a narrativa é apenas feia de doer, com sobreposições e dissoluções vulgares e iluminação chamativa, mas sem significado.
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