Dirigido por
Duração
Documentário sobre o Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) que surgiu pela necessidade de falar sobre o evento a partir do olhar de participação da população são-cristovense. O objetivo principal dele é retratar os impactos históricos, sociais, e simbólicos que a festa proporciona à cidade e seus habitantes, usando o festival como como plano de fundo para isso. É nesse documentário que os encontros foram eternizados.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Como são-cristovense, há muitos aspectos neste documentário que acessam-me de imediato, desde a dedicatória inicial até o cerne do roteiro, que é o modo como ocorre a interação entre os eventos/organizadores do FASC e a população local. Nesse sentido, as entrevistas são muito reveladoras, tanto quanto os instantes em que a equipe do filme passeia pelos ambientes, senta-se numa mesa de bar, etc.. As inserções de várias aparições da diretora, conversando com os entrevistados ou participando das atividades retratadas reforça o caráter positivo do curta-metragem enquanto produto decorrente de uma extensão universitária. E as intervenções políticas seguem válidas, visto que, na eleição presidencial posterior àquela que os artistas lamentam, o resultado foi distinto: a exortação à resistência serviu, afinal. Lindo reconhecer tantos rostos queridos na tela e aplaudo a efetividade do concerto 'in crescendo' da banda The Baggios, no desfecho. O formato errante, entretanto, adotado de forma meritória, também dissipa um pouco os objetivos mencionados no projeto e na sinopse. Mas é uma homenagem mui aplaudível à cidade em que vivo. Dá-lhe, cinema sergipano contemporâneo! (WPC>)