É interessante como, filme após filme, Davi Mello revela-se uma espécie de continuador, brasileiro e masculino, da sensibilidade que reconhecemos nos enredos dirigidos pela Rita Azevedo Gomes, por exemplo. Em meio ao drama familiar, a sobrenaturalidade das dores prolongadas. Gosto de como o filme é introduzido, amo os efeitos visuais que são aplicados em diversas seqüências e amo tudo o que a Gilda Nomacce faz (ótima sobreposição de sua presença, em instantes distintos), mas algo no último depoimento afastou-me do que eu estava sentindo, até então. O filme justifica bem o propósito titular, mas, ao mesmo tempo em que este fantasma cinematográfico é capturado, ele também se esvai... Não é meu favorito do realizador, mas seu estilo permanece sobremaneira reconhecível, sobretudo na emoção depositada em cada fotograma e fala. Talvez tenha faltado um pouco mais de firmeza na condução de dois dos três atores, apenas: algo nas frases esparsadas não funcionou tão bem...! (WPC>)
É interessante como, filme após filme, Davi Mello revela-se uma espécie de continuador, brasileiro e masculino, da sensibilidade que reconhecemos nos enredos dirigidos pela Rita Azevedo Gomes, por exemplo. Em meio ao drama familiar, a sobrenaturalidade das dores prolongadas. Gosto de como o filme é introduzido, amo os efeitos visuais que são aplicados em diversas seqüências e amo tudo o que a Gilda Nomacce faz (ótima sobreposição de sua presença, em instantes distintos), mas algo no último depoimento afastou-me do que eu estava sentindo, até então. O filme justifica bem o propósito titular, mas, ao mesmo tempo em que este fantasma cinematográfico é capturado, ele também se esvai... Não é meu favorito do realizador, mas seu estilo permanece sobremaneira reconhecível, sobretudo na emoção depositada em cada fotograma e fala. Talvez tenha faltado um pouco mais de firmeza na condução de dois dos três atores, apenas: algo nas frases esparsadas não funcionou tão bem...! (WPC>)