Em 20 de outubro de 1967, Roger Patterson filmou 60 segundos de uma criatura caminhando pelas florestas do norte da Califórnia — imagens que se tornaram as mais analisadas e debatidas da história. Cinquenta e sete anos depois, um rolo de filme de 16mm encontrado em um cofre muda tudo, revelando a história não contada por trás do maior mistério do mundo, narrada pela primeira vez pelo próprio filho de Patterson e pelas pessoas que estavam lá.
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Devemos tomar esse documentário em dois sentidos. Um é o impacto da informação que ele traz e outro é sua qualidade como documentário em si.
A informação que ele traz, desmantelando todo o edifício da comunidade da eterna procura pelo Sasquatch, isto é, pondo em xeque o filme Patterson-Gimlin, é devastadora. Dificilmente alguém assiste esse documentário e não se deixa levar pelo caminho dos fatos que expõe e à conclusão final. Como é impactante para alguém que pesquisa o tema ver a reação de Jeff Meldrum sendo atingido duramente pelas novas evidências!
Porém, deixando a criptozoologia de lado, o filme consegue ainda documentar muito bem as relações humanas por trás do que poderia ser visto como um dos maiores hoaxes de toda a história. Quantas vidas foram abaladas por alguns segundos filmados em 1967! Foram amizades destruídas, tempo perdido e até uma família apartada. O documentário é bem executado, sabe ordenar bem as informações que apresenta, por exemplo ao introduzir um aspecto familiar de Patterson para, depois, apresentar seu outro lado "mais ligeiro" e, por fim, adentrar nas minúcias do filme de 1967.
Para aqueles que estudaram por anos o filme, ainda há o que se debater sobre o documentário e o filme de 67, mas o momento pode chamar a uma importante autoanálise sobre a forma com que se lida com a realidade e sobre que caminhos a busca pelo elusivo sasquatch deve seguir.