Compartilhe "Carlitos no Estúdio" com seus amigos:
Link copiado para a área de transferência!
Sinopse
David trabalha como assistente de Golias em um estúdio de cinema. Além de criar confusão com os outros que lá trabalham, ele também ajuda uma moça que trabalha no estúdio disfarçada de homem, mas que sonha em ser atriz.
Nome bem sugestivo para a dupla, Davi e Golias, esse eles devem ter se divertido gravando, encenar como se estivessem fazendo o que já fazem sempre, tem guerra de torta na cara e tudo
Esse aqui entrou nos meus favoritos porque você vê a forma carinhosa com que Chaplin trata o cinema. Observe que quando ele traz o personagem fazendo outras funções em outros curtas, como garçom, faxineiro, segurança, é sempre trabalhando de forma desleixada, servindo lixo às pessoas, jogando água onde não deveria, mais atrapalhando do que ajudando. Aqui ele age de uma forma completamente diferente: em cada ato Chaplin mostra competência e amor. Ele gosta de estar ali, penteia o tapete de urso, carrega diversas cadeiras de uma vez só, traz uma escarradeira para que o chão não se suje e faz várias funções sem reclamar. As gags acontecem pelo acaso, ou quando é provocado ou quando acaba tropeçando em algo, mas todo o espaço do cinema ele trata de forma respeitosa e isso é lindo. A fotografia também é uma das melhores, com lindas cenas de Chaplin interagindo com Edna Purviance.
o chefe de Davi, ao vê-lo trocar carícias com "outro" assistente, tenha reagido """apenas""" com chacota – e não com violência. Afinal, década de 1910...
carlitos como sempre fantástico. e o destaque aqui é pra naturalidade com que a (suposta) homossexualidade é tratada e tb talvez pro pioneirismo da metalinguagem no cinema fazendo jus ao título original, carlitos nos bastidores
Nome bem sugestivo para a dupla, Davi e Golias, esse eles devem ter se divertido gravando, encenar como se estivessem fazendo o que já fazem sempre, tem guerra de torta na cara e tudo
Esse aqui entrou nos meus favoritos porque você vê a forma carinhosa com que Chaplin trata o cinema. Observe que quando ele traz o personagem fazendo outras funções em outros curtas, como garçom, faxineiro, segurança, é sempre trabalhando de forma desleixada, servindo lixo às pessoas, jogando água onde não deveria, mais atrapalhando do que ajudando. Aqui ele age de uma forma completamente diferente: em cada ato Chaplin mostra competência e amor. Ele gosta de estar ali, penteia o tapete de urso, carrega diversas cadeiras de uma vez só, traz uma escarradeira para que o chão não se suje e faz várias funções sem reclamar. As gags acontecem pelo acaso, ou quando é provocado ou quando acaba tropeçando em algo, mas todo o espaço do cinema ele trata de forma respeitosa e isso é lindo. A fotografia também é uma das melhores, com lindas cenas de Chaplin interagindo com Edna Purviance.
Fiquei pensando se, no final,
Golias e o grevista (terrorista?) morreram na explosão.
Sobre a cena do beijo, me surpreendeu bastante que
o chefe de Davi, ao vê-lo trocar carícias com "outro" assistente, tenha reagido """apenas""" com chacota – e não com violência. Afinal, década de 1910...
Visto em 08/05/22
carlitos como sempre fantástico.
e o destaque aqui é pra naturalidade com que a (suposta) homossexualidade é tratada e tb talvez pro pioneirismo da metalinguagem no cinema fazendo jus ao título original, carlitos nos bastidores