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Data de lançamento
1 Junho 2017Duração
Uma jovem negra nascida em um quilombo no interior do Estado é cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua mãe leva a vida cortando cana nas proximidades do quilombo. As duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era social e econômica.
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Singelo curta que versa sobre ancestralidade de um modo criativo, com a narração de cartas entre mãe e filha. Através desse olhar, vemos tanto as diferenças geracionais quanto as entre cidade x campo.
Vida longa aos quilombos!
Lindo demais
Em dado momento, a estrutura epistolar parece se desgastar... E o filme nos presenteia com poesia visual, demonstrando-nos a proeza do título, genial em seu grito de resistência. A narração é ótima e o texto das cartas é primoroso. Fiquei extremamente emocionado durante a sessão: a protagonista juvenil é bastante eloqüente e a intérprete de sua mãe é vigoroso. Belíssimo exemplar de cinema negro, de fato. Ótimo! (WPC>)
Me senti lendo um dos contos de Conceição Evaristo pela sutileza e o cunho poético e a questão da ligação de uma ancestralidade negra quilombola com as vivências pretas urbanas me remeteu demais à maravilhosa Beatriz Nascimento. Ou seja, um hino. Me emocionei demais. Como é foda a potencialidade do cinema negro!