Namorada de um criminoso se apaixona por um carpinteiro, criando um arriscado triângulo amoroso. Uma história de amor, morte, amizade e ciúmes na Belle Époque.
Filme charmoso, que lembra muito aquela cadência dos filmes franceses dos anos 30. Jacques Becker era um bom diretor e Simone Signoret domina a cena com seu vislumbre acima da média. Não foi um filme que conseguiu me fazer apaixonar pelo casal protagonista mas realizado de forma bastante competente.
Finalmente vi este filmaço, tão elogiado por François Truffaut e Claude Beylie...
No início, de fato, causa estranhamento o casal formado por Serge Reggiani e Simone Signoret: ele é discreto, ela brilha em demasia. Aos poucos, o amor entre eles demonstra-se vigoroso numa similaridade ambiental com os libelos eróticos de Guy de Maupassant: aquele beijo à beira do rio, a nudez não de todo coberta pelos lençóis campestres... A fotografia do filme é soberba, bem como a reconstituição de época, mas o excesso de personagens na gangue de Leca e a contrastante alternância de tons entre o clima policial luxuoso de início de século e a tragédia romântica anunciada (vide o sublime desfecho) impedem que o filme mereça o epíteto de obra-prima num primeiro contato. Nas revisões apaixonadas, ele tende a crescer: Jacques Becker ama plenamente os seus personagens e contagia-nos com tanto afeto. Lindo filme! (WPC>)
Ternura e Violência. São as palavras de François Truffaut para resumir este belíssimo romance francês dirigido por Jacques Becker - tido por muitos como o melhor filme de sua carreira. Trazendo uma história de amor "proibida" e trágica entre uma prostituta e um marceneiro, conturbada pelos outros pretendentes da moça, Becker consegue um raro equilíbrio entre sangue, doçura e sensualidade. Para um filme da década de 50, "Amores de Apache" transpira um erotismo pudico que apenas os franceses teriam a audácia de fazer. A fotografia em preto-e-branco é deslumbrante e a beleza voluptuosa de Simone Signoret contribui ainda mais para esse intento. Um filme de uma química romântica extremamente charmosa.
Achei um filme "gângster" bem normal, apesar de ter todo aquele charme do cinema francês. Agora, o que eleva o filme é Simone Signoret - Que rosto! Que presença em cena! Deusa.
Filme charmoso, que lembra muito aquela cadência dos filmes franceses dos anos 30. Jacques Becker era um bom diretor e Simone Signoret domina a cena com seu vislumbre acima da média. Não foi um filme que conseguiu me fazer apaixonar pelo casal protagonista mas realizado de forma bastante competente.
Finalmente vi este filmaço, tão elogiado por François Truffaut e Claude Beylie...
No início, de fato, causa estranhamento o casal formado por Serge Reggiani e Simone Signoret: ele é discreto, ela brilha em demasia. Aos poucos, o amor entre eles demonstra-se vigoroso numa similaridade ambiental com os libelos eróticos de Guy de Maupassant: aquele beijo à beira do rio, a nudez não de todo coberta pelos lençóis campestres... A fotografia do filme é soberba, bem como a reconstituição de época, mas o excesso de personagens na gangue de Leca e a contrastante alternância de tons entre o clima policial luxuoso de início de século e a tragédia romântica anunciada (vide o sublime desfecho) impedem que o filme mereça o epíteto de obra-prima num primeiro contato. Nas revisões apaixonadas, ele tende a crescer: Jacques Becker ama plenamente os seus personagens e contagia-nos com tanto afeto. Lindo filme! (WPC>)
Ternura e Violência. São as palavras de François Truffaut para resumir este belíssimo romance francês dirigido por Jacques Becker - tido por muitos como o melhor filme de sua carreira. Trazendo uma história de amor "proibida" e trágica entre uma prostituta e um marceneiro, conturbada pelos outros pretendentes da moça, Becker consegue um raro equilíbrio entre sangue, doçura e sensualidade. Para um filme da década de 50, "Amores de Apache" transpira um erotismo pudico que apenas os franceses teriam a audácia de fazer. A fotografia em preto-e-branco é deslumbrante e a beleza voluptuosa de Simone Signoret contribui ainda mais para esse intento. Um filme de uma química romântica extremamente charmosa.
Achei um filme "gângster" bem normal, apesar de ter todo aquele charme do cinema francês. Agora, o que eleva o filme é Simone Signoret - Que rosto! Que presença em cena! Deusa.
A cena final dói, mas dói muito.