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Durante o festival de cinema de Cannes de 1982, Wim Wenders leva diretores de cinema de todas as partes do mundo para um quarto de hotel onde eles respondem a uma pergunta: qual o futuro do cinema?
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Um testamento!
Ordem de aparecimento:
Jean Luc Godard
Paul Morrissey
Mike de Leon
Monte Hellman
Romain Goupil
Susan Seidelman
Noel Simsolo
Rainer Wener Fassbinder
Werner Herzog
Robert Kramer
Ana Carolina
Mahroun Bagdadi
Steven Spielberg
Michelangelo Antonioni
Wim Wenders
Yilmaz Guney
Alguns pareciam de má vontade, outros sem saber o que dizer, mas os poucos (para mim) que realmente se propuseram a discorrer sobre a questão, foram os que tornaram esse filme interessante. Bom filme para ver e rever de tempos em tempos.
Que documentário deslumbrante!
Wim Wenders traz uma proposta a priori tão simples e que abre tantas páginas para ideias e divagações conjectuarais que mal dá para acreditar.
Não poderia imaginar que uma reflexão tão pontual pudesse dar pano para tantas discussões e ponto de vistas interessantíssimos que permeiam terrenos os quais nos levam até mesmo para previsões assustadoramente próximas em vários aspectos que alguns diretores puderam alcançar. Isso estamos falando do começo dos anos 80!
Meu destaque absoluto vai para toda a humildade de Antonioni, que se coloca inclusive como um mal orador (imaginem se ele se considerasse bom!) o qual nos traz grandes ideias.
Spielberg também me surpreendeu positivamente com suas amarrações acerca das produções hollywoodianas, tendo em vista que ainda estava praticamente em um início de carreira.
Um dos que fiquei decepcionado pela rapidez da exposição foi um de meus diretores favoritos, Fassbinder, embora o que ele colocou a respeito da dicotomia entre produções de massa X produções autorais não pudesse ser mais preciso.
De quebra ainda me deparei com a presença de uma brasileira, Ana Carolina, a qual fiquei tendo conhecimento por meio desse documentário. Vou procurar assistir seus clássicos.
Por fim, eu vejo que trabalhar no terreno das previsões é uma tarefa sempre muito ingrata, especialmente quando paramos para pensar em novas tecnologias. Hoje mais do que em qualquer momento da História, temos ciência de suas potencialidades e como ela torna possível a abertura de novas técnicas e produtos transformados. Assistir a previsão de especialistas sobre o tema, em um momento passado tanto tempo de sua gravação torna-se ainda mais interessante e curioso.
Mike de Leon foi o mais rápido? Não sei, mas foi o mais chocante...
Quando eu li a pergunta e sabendo do que sei hoje, percebi que o "pessimismo" como foi retratado aqui também, se tratava mais de uma resistência a chegada do novo. Uma nova forma de fazer cinema, onde o telespectador tem maior controle do que deseja assistir com a chegada da televisão e todo uma mudança no processo técnico de fazer o cinema com a chegada também de novas tecnologias, como bem mencionou Michelangelo Antonioni.
Foi bem interessante a conversa dos depoimentos de cada um, eu fui pesquisando os diretores que eu não conhecia ou não lembrava pra ver o que eles tinham feito da vida cinematográfica deles rsrs
A maioria deles ficaria apavorado se pudessem vislumbrar o que é feito no nosso presente nos filmes e, sim, pedimos comida pelo telefone apertando uma tecla.