Charlotte retorna para visitar seu ex-namorado Jean, o qual vive em um pequeno quarto em Paris. Antes dela dizer uma palavra, Jean lança-se em um agressivo discurso, alternadamente reprovando-a pelo fim do namoro e então dizendo que não pode viver sem ela. Tudo o que Charlotte pode fazer é esperar e sorrir, até chegar o momento certo para manifestar-se.
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Faltou terapia pro moço
Sou literalmente apaixonado pelo Godard: amo pelo menos 4/5 de seus longas-metragens, mas algo em seus curtas não funciona direito comigo: é como se eu percebesse nele o cafajestismo que relatam nas biografias que o mencionam, como se ele quisesse ser tão apaixonado pelas mulheres quando Truffaut, porém sem o mesmo ímpeto. Diante deste filme, compreendo por que motivo tanta gente reclama que ele seja misógino: por mais que o discursivo agressivo do personagem de Belmondo evidencie o desespero de um eu-lírico que não precisa ser alter-ego do diretor, a reviravolta final - supostamente em prol da personagem feminina - não conseguiu extirpar a impressão de objetificação depositada sobre si. Para piorar, o som parece dublado, levemente dessincronizado. Não funcionou comigo, nem parece o Godard que venero. Mas possui um ou outro momento de diversão... Diversão rala, infelizmente! (WPC>)
gosto da variação entre amor e ódio que o personagem entra no discurso mas sejamos sinceros que isso poderia ser uma esquete da zorra total se não fosse dirigida pelo godard
Curta delicioso do Godard.
Que delícia de curta! Godard é magnífico mesmo.