A dreamlike portrayal of a hangover after a decadent party.
Terayama é conhecido por ter produzido diversas curtas surreais, psicodelicos e teatrais inesquecíveis nos anos 70. Butterfly é uma dessas curtas japonesas do cinema expressionista.
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tão desavisado meu tesão
Queria poder colocar em palavras o quanto eu senti que, fisicamente, eu poderia estar na minha própria frente, podendo ter a silhueta gravada a qualquer momento que a câmera quisesse, assim como as outras pessoas presentes ali. De repente, eu não assistia o curta na tela em que eu estava assistindo. Eu assistia ali, com aquelas pessoas, tendo os olhos tapados de tempos em tempos. Não tive tempo de perceber nenhuma crítica, não tive tempo de interpretar nada: não há espaço para notar simbolismos enquanto a cabeça liquefaz. Foi realmente como um sonho! Aqueles sonhos em que sonhamos que estamos sonhando e, no final, não sabemos qual é o sonho que deve ou pode ser contabilizado. Visceral, divino, enjoativamente colorido. Eu engoliria se pudesse.
Uma delícia de curta-metragem, filme ou seja lá o que 'isso' for. Em meio ao nonsense das cenas, é possível sentir uma sensação estranha repleta de simbolismos e críticas de nossa conduta moral, nossas vidas. A coloração presente nesta obra é insana, excitante e deliciosa.
Uma obra sensorial e louca.
gore (gostei)
Nada como rever filmes: da primeira vez que vi este curta, incomodei-me deveras com o seu hermetismo. Depois de ter mergulhado em UM FILME DE SOMBRAS: A MULHER DE DUAS CABEÇAS mais de uma vez, reagi a este clássico terayamaniano de forma muito mais apaixonada. Parecia que um ancestral japonês do Peter Greenaway havia engolido um arco-íris! Maravilhoso na revisão: uma ode ao ilusionismo erótico do cinema, genial! (WPC>)