Com uma narrativa puramente visual, sem diálogos, esta animação em stop-motion conta a história de Chronopolis, uma imensa cidade perdida no espaço cujos habitantes têm por única ocupação fabricar tempo. Desta forma, eles criam momentos de todos os tipos, com os quais se dedicam a jogos enigmáticos. Apresentado originalmente em 1983, com 62 minutos de duração, o filme foi remontando pelo próprio autor e relançado, em 1988, com dez minutos a menos. Apesar de não conter diálogos, o filme conta com uma breve narração em francês do ator Michael Lonsdale. Como este pequeno trecho é a única parte do filme em que há fala, a ausência de legendas em português não deve prejudicar a compreensão da parte do público que não domine o idioma original em que foi produzida a obra.
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Conheci este filme graças a uma surpreendente exortação do Gilles Deleuze e adentrei a sessão extremamente empolgado, tamanha a grandiosidade desta sinopse. Mas... Infelizmente, tal qual acontece nos curtas-metragens do diretor, a trama é quase ininteligível, o estilo acachapante (quase) não consegue segurar a nossa atenção por toda a sua extensão: fiquei disperso em diversos momentos, mas também ansioso para compreender o píncaro discursivo do filme, que ocorreria, de maneira transformadora, "após um encontro extraordinário com o homem". O encontro valida a sessão, mas achei o ritmo moroso e repetitivo. Lembra o Jan Svankmajer, mas sem a mesma pujança crítica e o olhar incisivo sobre os vícios consumistas. A rever futuramente, quem sabe? (WPC>)
Fui pro cinema esperando tanto, tanto dessa animação, porque é baseada em um conto do Ballard, porque a sinopse que li era genial, mas achei bem monótona. Talvez o conto seja ótimo, mas a animação não me agradou.