Rodado ao longo de nove meses na aldeia Pedra Branca (Terra Indígena Krahô, no Tocantins), sem equipe técnica e em negativo 16mm, o filme acompanha Ihjãc, um jovem Krahô que, após um encontro com o espírito do seu falecido pai, se vê obrigado a realizar sua festa de fim de luto.
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Ao mesmo tempo que é sério e urgente, é gentil e poético assim como título que o carrega, é possível se conectar profundamente com Ihjãc, suas reflexões e certa angustia pela decisão já tomada por e para ele.
- lidando com as dores do luto e o medo de seguir em frente e assumir responsabilidades
- mostra também as dificuldades enfrentadas pelos indígenas para habitar as cidades do "homem branco"
- várias cenas lindas, filmado nas aldeias, sem equipe quase nenhuma, contado as histórias e culturas dos nossos povos originários deixa tudo ainda mais belo
Vencedor do Prêmio do Júri na premiação Um Certo Olhar no Festival de Cannes. Só pela ideia de se fazer um filme nas condições que foram feitas em uma aldeia indígena já vale a experiência de ser assistido. Interessante ver como o elenco, que não são atores e sim indígenas representando papéis, convencem muito bem dentro da narrativa que está sendo contada. Mas o mais impressionante de tudo são as cenas de interação com a natureza, você fica pensando como o diretor conseguiu filmar isso ou aquilo, como é que aquela arara voou criando aquela cena incrível justo naquele momento? O filme é de encher os olhos, acho que poderia ter alguns artifícios para prender mais a narrativa ao telespectador, não achei um filme fácil de ser assistido em alguns momentos, dispersa de alguma maneira em alguns momentos, mas em linhas gerais é uma grande obra do cinema brasileiro.
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Tenho visto muita coisa que se associa a luto, morte, continuidade.
Não acho que esse seja o ponto central do filme, mesmo não sabendo se quero apontar com precisão um ponto central no filme. É excelente. É isso.
Sem palavras. Assisti esse filme hoje, praticamente quase no mesmo dia que vi "Pajeú". Ambos pela Filmicca. Foram 2 baitas banhos... X.x
Esse final, parece que leva a gente junto com ele. Faz-nos submergir nas águas também. E toda a situação ainda me recorda o também belíssimo "Eternidade". Do mesmo ano, inclusive? Sensacionais e extremamente necessários.
Assistido em 30 de Dezembro de 2023.