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Duração
Fruto da parceria entre uma cineasta e uma coreógrafa, o filme alterna passagens narrativas e cenas de dança, em movimentos cuidadosamente coreografados, quase sempre abrindo mão dos diálogos. Divide-se em quatro segmentos que procuram contar pequenas histórias, explorando as maneiras pelas quais as pessoas vêem o mundo. A jovem Violeta usa sua câmera de vídeo para filmar todos à sua volta, colhendo aleatoriamente sinais de sua passagem e elementos-chave de seu destino. Ela segue Juan, que também está filmando um grupo de mulheres que executam estranhos movimentos em vagões de metal. Num pronto-socorro, Abel (Boy Olmi), tenta descobrir como é que veio parar ali com ferimentos a bala, enquanto delira sobre seu passado, com visões de sua filha. Na sala de espera de um hospital, cruzam-se Ana, que vem ali diariamente visitar sua mãe enferma, e Gabriel, que procura notícias de uma mulher que não pôde socorrer sozinho. Sonho e realidade se misturam em cena. Os estados de espírito dos personagens traduzem-se pelas coreografias, com alternância de imagens em cores e branco e preto.
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Esforço-me para ser bastante compreensivo em relação ao cinema experimental, sobretudo quando ostensivamente barato e dirigido por mulheres. Mas foi difícil suportar este filme até o final (assumirei um pecado: nalguns momentos, fiz outras coisas durante a sessão, pois eu simplesmente não agüentava mais!). O roteiro é horrível (as citações à obra máxima de Lewis Carroll são equivocadas e previsíveis, podendo investir mais nas comparações cortazarianas), a fotografia é tosca (não apenas pelo aspecto de vídeo caseiro, longe disso, mas por desleixo mesmo), a montagem é ultrajante e as cenas de dança vanguardista são extenuantes, cansativas... Noutro momento, tentarei rever,, entender alguma coisa, mas, neste primeiro contato, nada funcionou. Nem mesmo a forçação de barra pelos chocolates de menta na enfermaria geriátrica, aff! (WPC>)