Cimarron

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Cimarron (1931)
Cimarron
Média do filme: 3.1 de 5 — baseado em 205 votos
MÉDIAFILMOW
3.1
205 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Wesley Ruggles
Data de lançamento 9 Abril 1931 Outras datas
Duração 131 min (2h11)

Dirigido por

Data de lançamento

9 Abril 1931

Duração

131 minutos
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Sinopse

Estados Unidos, final do século 19. O jovem e idealista Yancy Cravat se muda com sua esposa Sabra e seus filhos do estado do Kansas para o Território de Oklahoma, que na época ainda pertencia aos indígenas. Ele trabalha como editor de um jornal, além de ser um advogado e o que mais precisar, se tornando rapidamente uma das pessoas mais influentes da região. Entretanto, Yancy continua sua busca por novos horizontes e deixa sua esposa para viver uma nova aventura na Cherokee Strip. Enquanto isso, Sabra terá de aprender a se virar sozinha.

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Comentários 1
amigos querem ver
juniorv
Junior Vasconcelos
1 mês atrás

Realmente não tem como levar a Academia a sério. "Cimarron" ganhou Melhor Filme e "Luzes da Cidade" nem sequer foi indicado. Make it make sense.

pseudokane3
Wesley PC>
4 meses atrás

Antes da revisão, um amigo perguntara-me o porquê do título - e, pasmem! -, eu não lembrava. O que demonstrou-se assaz sintomático, assim que a narrativa foi desenrolada, pois trata-se de um apelido oculto, de uma lembrança "fora da lei", que precisa ser ressignificada através das novas gerações, para que as instituições que importam (família, pátria) para os envolvidos no processo prossigam influentes. A revisão, aliás, ocorreu num contexto de debate e investigação histórica, de modo que todos os problemas ideológicos do filme foram situados e cotejados em relação ao período em que a obra foi realizada. A primeira constatação: há um descompasso intencional entre as opiniões dos personagens e o discurso do filme. Há situações machistas, antissemitas, racistas, anti-gagueira (todas elas recreativas ou melodramático-espetaculosas, claro), mas estas servem à descrição de conjuntura, de um Estado que erige-se paulatinamente, cabendo ao roteiro demonstrar que o tempo traz consigo sabedoria, reflexão e a aplicação oportunista do "um dia ainda vamos rir disso...". Não gosto propriamente das interpretações centrais, mas há um estranhamento válido na composição de personagens que vão e voltam - ou que apenas ficam, no caso da mulher e gestora. A fotografia é muito boa e a direção é hábil, naquilo que se propõe. Tenho que admitir: no pouco tempo entre o lançamento do romance original e esta versão cinematográfica, a adaptação foi mui exitosa. Um detalhe interessante: não há trilha musical de acompanhamento, em boa parte das situações, de modo que chegamos a uma segunda constatação, a de que o próprio modo de falar sobre a epicidade no cinema é metonímica, no que tange à edificação de uma civilização urbana, "da noite para o dia". Tenho inúmeros problemas de recepção quanto a este filme, mas não reclamarei que ele é chato. Pelo contrário, o ritmo é bastante fluído, gostoso até (exceto pelo terço final, abrupto na passagem de tempo). Interessantíssimo atravessar a época retratada com aquilo que vimos em ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES. O público da sessão em que estive adorou. Fiquei contente que isso tenha acontecido, tem a ver com a efetividade do debate! (WPC>)

Apesar de ser um bom filme, dá pra entender o porque de Cimarron ser um dos menos lembrados dos que ganharam o Oscar de melhor filme. Em algumas coisas me lembra Cavalgada que ganhou dois anos depois e acho muito fraco. A direção de Wesley Ruggles é boa mas o roteiro não é muito bom. Gosto da ideia de passar por 40 anos, mas não acho a excecução muito boa. Os personagens principais não são muito cativantes, apesar das ótimas atuações de Richard Dix e Irene Dunne. Longe de ser dos melhores filmes que ganharam o Oscar, mas também não acho que esteja nos piores. Tecnicamente tem boas coisas, com destaque pra direção de arte. Tem seus problemas, mas no geral o saldo é positivo.

daniloliveira89
Danilo
1 ano atrás

Não entendi as notas baixas aqui e no IMDB. É um filme excelente, um clássico, que além de trazer entretenimento com um boa história e desenvolvimento de personagens, nos entrega uma aula de história sobre a formação dos EUA, como as Land Runs que eu desconhecia (basicamente corridas para pegar terras gratuitamente), e que tinham como requisitos, se estabelecer na terra por 5 anos (explica o porque de Yance dizer ter ficado no máximo 5 anos no mesmo lugar). E é quebrado vários tabus da época, como:

1- As mulheres terem maior independencia (personificada na Dixie Lee), e também papel de destaque na sociedade (personificada na Sabra Cravat);

2- Aceitaçao da pluralidade religiosa (demonstrado no judeu Sol Levy, e no sermão de Yance na igreja);

3- A inclusão dos indigenas como cidadãos americanos (também personificado na cunhada de Sabra, que mudou sua visão sobre eles).

Infelizmente o único tabu que não foi completamente quebrado, foram com os negros, que embora sejam caracterizados de forma até que positiva, tiveram pouco destaque, até porque na gravação do filme, em 1931, os EUA ainda estavam atrasados nesse quesito.

E tirando esse lado mais social, o filme em si tem varias caracteristicas de um bom western, com vários cliches que vemos até hoje. Também ficou muito bem feito a evolução das cidades ao passar do tempo (e bizarro ver como os EUA cresceram tão rápido).
Acho que a única coisa negativa é a atuação teatral do Richard Dix, mas sua esposa no filme, e os demais atores, estão excelentes.

editado
thiifate
Thiago Fate
2 anos atrás

- bem um retrato da época em que foi feito
- homem branco desbravador, conquistando a terra dos indígenas que o governo distribuiu pra quem chegasse primeiro
- tem muito de vários western clássicos, tenta ser um épico, mas falha
- curiosamente é um dos poucos filmes, assim como assassinos da lua das flores que representa a tribo dos osage. só que aqui bem pouco e cheio dos preconceitos costumeiros

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