Um documentário cujo elemento fundamental é a montagem, em que Júlio Bressane sai a procura de Radar, montador de uma centena de pornochanchadas e figura por demais simpática. Aproveitando o fato de ter sido chamado pelo entrevistado de Pedrinho e cineclubista, Bressane parece convencer o montador a uma jogada lúdica, a possibilidade de ser o ator dessa vez, sendo ele mesmo. E a partir daí vemos várias situações cujas correlações são a montagem e a ‘desestigmação’ do cinema, no sentido de que tudo gira em torno dos clichês e dos ícones maiores da sétima...
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- um salve e mil vivas a radar e outros milhares responsáveis por tudo atrás das câmeras, tanto pelas pornochanchadas quanto a todas as obras do cinema nacional. grande artistas, que quase nunca tiveram o reconhecimento merecido e que faziam tanto com tão pouco
- filmes feitos por "inocentes de cinema" que muitas vezes superavam os mais experientes e conceituados
- ótimo documentário/homenagem feito pelo bressane, bem novo, com a câmera nervosa
Quando o título se explica, que maravilha! Quando (re)conhecemos a figura por detrás daquela imitação cotidiana de Orson Welles, idem. Muito performático o Radar: ótima a comparação numérica (e egrégia) com o Wilson Grey. Amei também o beijo na mão no Marcel L'Herbier. E o sangue na fossa. E o cuidado para passar na abertura reduzida. Julinho sendo Julinho, afinal! Todas as suas marcas registradas estão aqui: a conjunção entre curtas edisonianos e marchinhas carnavalescas que o diga! Filme de busca, resgate e paixão. Maravilhoso! (WPC>)
"A pornochanchada é o cinema inocente, é o cinema feito por quem é inocente de cinema!"