A diretora (Alfre Woodard) de uma prisão de segurança máxima para homens é confrontada com seus próprios demônios psicológicos e emocionais, quando desenvolve um vínculo com o prisioneiro (Aldis Hodge) no corredor da morte que ela está programada para executar.
O controle que a direção demosntra com as cenas dramáticas impressiona. Há um cuidado para que não acabe caindo em algo que seja muito escancarado (a cena do Woods com a ex namorada é bem sobre isso). Até o uso da trilha sonora é bem pontual, já que a diretora entende que não precisa de mais além do que já está ali contado. Ou dos símbolos ali retratados. É uma sobriedade que diante do tema é realmente adequada. Ainda tem o fator do que não é dito. Mas fica nos olhares, alguns gestos. Como se algo fosse implodir e não acontece, e mesmo assim precisasse ser represado, principalmente por conta da burocacria das relações.
Clemência, direção da Nigeriana Chinonye Chukwnu. Que filme triste, pesado, é um filmaço, mas o tema em si é sombrio. Primeira vez que assisto a um filme sobre prisão com corredor da morte. O filme é meio lento, mas essa lentidão é para respirar e seguir em frente naquele local de trabalho sombrio. É um filme bem feito, tem diálogos fortes, tem um espaço de pensamento nas falas, tipo respira fundo, segura o choro e segue. A fotografia sombria tudo na cor cinza ou azul acinzentado. A posição da câmera posicionada de forma a enquadrar cada ator, um de cada vez, no canto de uma sala ou cela, oprimido pelo espaço limitado. . Rostos inexpressivos de personagens tomados pelo abandono da desesperança, o vazio, falas com espaço de tempo, você tem a impressão que vai desabar em choro. A atriz Alfre Woodard, que show de interpretação. A performance do elenco, todos com rostos enexpressivos, prostrados, oprimidos, naquele presídio todos estavam deprimidos, os presos porque sabiam que iam morrer, os funcionários porque tinham que está ali naquele local de opressão, de sofrimento, de revolta. A trilha sonora também é triste. É um excelente filme, reflexivo, mas muito triste. Eu não tinha assistido a um filme tão triste como esse. Nota 10, porque é um perfeito em todos os aspectos.
Filme de uma grande atuação, só
08/05/2024
Assistivel
O controle que a direção demosntra com as cenas dramáticas impressiona. Há um cuidado para que não acabe caindo em algo que seja muito escancarado (a cena do Woods com a ex namorada é bem sobre isso). Até o uso da trilha sonora é bem pontual, já que a diretora entende que não precisa de mais além do que já está ali contado. Ou dos símbolos ali retratados. É uma sobriedade que diante do tema é realmente adequada. Ainda tem o fator do que não é dito. Mas fica nos olhares, alguns gestos. Como se algo fosse implodir e não acontece, e mesmo assim precisasse ser represado, principalmente por conta da burocacria das relações.
Clemência, direção da Nigeriana Chinonye Chukwnu. Que filme triste, pesado, é um filmaço, mas o tema em si é sombrio. Primeira vez que assisto a um filme sobre prisão com corredor da morte. O filme é meio lento, mas essa lentidão é para respirar e seguir em frente naquele local de trabalho sombrio. É um filme bem feito, tem diálogos fortes, tem um espaço de pensamento nas falas, tipo respira fundo, segura o choro e segue. A fotografia sombria tudo na cor cinza ou azul acinzentado. A posição da câmera posicionada de forma a enquadrar cada ator, um de cada vez, no canto de uma sala ou cela, oprimido pelo espaço limitado. . Rostos inexpressivos de personagens tomados pelo abandono da desesperança, o vazio, falas com espaço de tempo, você tem a impressão que vai desabar em choro. A atriz Alfre Woodard, que show de interpretação. A performance do elenco, todos com rostos enexpressivos, prostrados, oprimidos, naquele presídio todos estavam deprimidos, os presos porque sabiam que iam morrer, os funcionários porque tinham que está ali naquele local de opressão, de sofrimento, de revolta. A trilha sonora também é triste. É um excelente filme, reflexivo, mas muito triste. Eu não tinha assistido a um filme tão triste como esse. Nota 10, porque é um perfeito em todos os aspectos.
Interessante o assunto, mas fraco como a maioria do catálogo Netflix, em que vc fica decepcionado com a perda do que poderia ter sido um bom filme.