Doug acabou de voltar para sua cidade natal, Portland, em Oregon (EUA), para morar com sua irmã, procurando uma nova chance para suas vidas. Quando sua ex-namorada aparece inesperadamente na cidade, sumindo logo em seguida, Doug, Gail e Carlos, o novo amigo dos dois, assumem papéis de detetives no que eles consideram ser um caso tipo “Sherlock Holmes” da vida real. Além de seu toque de mistério, o filme é uma bela e espontânea história de amizade e camaradagem familiar.
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tempos que eu não me deparava com uma "coisa" tão ruim.
Um filme bem conduzido, bem filmado, divertidinho. No fim, ao menos pra mim, ficou claro do que estava falando o tempo todo.
no início, a vida do casal de irmãos (mais alguém achou que eram namorados ou algo assim no começo?) era fria e desinteressante. o day in day out adulto, poderíamos dizer. o protagonista, porém, está sempre lendo e acalentava sonhos de se tornat um detetive. a volta da namorada e os acintecimentoa que ela desencadeia ativam de novo nessas vidas o imaginário infantil/adolescente que dá alguma emoção nessas vidas frias. é quando devem ficar sentados de tocaia pelo "caubói" que os irmãos finalmente têm uma conversa mais íntima e finalmente riem juntos ao ouvirem as fitas que gravaram no colegial. a "grande trama" policialesca, forçada com todos os clichês do gênero, afinal, era mero pretexto para essa volta ao imaginário (e seus desdobramentos são absolutamente ignorados com o fim do filme). o garoto compra um cachimbo, a garota se fantasia na cena decisiva, ou seja, a fantasia é reativada e um momento de quase tensão é o que de mais divertido ocorre no filme e, provavelmente, nas suas vidas.
Pensando em tudo isso, que imaginei ao longo do filme mas achei que se evidencia acima de tudo no final, é uma proposta interessante. Mas a experiência não passa muito de mais um filme indie talvez bem organizado e conduzido até demais. Mas não teria isso, também, a ver com a proposta que esbocei acima?
O filme até começou interessante, mas aí o "Danilo Gentili" quis bancar o detetive e deixou o filme bem arrastado, não gostei.
É um filme exemplar, excelente!
Dá para dividi-lo em dois - e ambos me agradam: primeiro, um drama minimalista sobre jovens adultos, inexperientes numa nova vida em que precisam lidar com emprego, com casos passados e com relações diversas (sejam entre irmãos, com o colega do trabalho ou com a ex-namorada... não importa - são relações interpressoais carregadas de seus silêncios e desconfortos e desafios...); e o "outro filme" seria a mudança que se dá com o envolvimento das personagens no mistério. Aí, a coisa fica ainda mais interessante, porque, além de ser um caso intrigante, a humanidade das personagens está sempre emergindo... o que não é muito comum nos filmes do gênero. Apesar de estarem empenhados na resolução de um mistério, eles ainda são aquelas pessoas de antes: jovens que encaram o submundo com a mesma leviandade ou imaturidade que empregam ao demais na vida... irmãos que, enquanto esperam no carro (seria de se esperar que eles estivessem com os nervos à flor da pele), comem balas de goma e fazem confissões íntimas... e que teriam feito algum jogo de palavras se não tivessem se disposto a conversar enquanto aguardavam.
É um filme humano, honesto e irônico... há momentos ótimos (como a compra do cachimbo E da revista, rs). Enfim... eu amei, nunca vi nada igual.
Uma história até bem interessante mas mal desenvolvida, tudo é tão morno e chaato.