Em 1963, Pasolini viajou por toda a Itália e rodou um filme-pesquisa sobre sexualidade. Percorreu campos e metrópoles perguntando aos pedestres, camponeses, operários, jogadores de futebol, estudantes, comerciantes e pessoas de todas as classes sociais o que eles pensavam sobre erotismo e amor. Segundo Pasolini,
o resultado é um retrato da hipocrisia italiana, repleta de frases feitas e lugares comuns, característica social sempre combatida pelo cineasta.
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Pier Paolo Pasolini. Só esse nome ja diz muito sobre a obra.
"aquilo que compreendemos, não nos indigna."
Gostei de ver um Pasolini que remonta a dialética socrática.
O mundo seria um pouco melhor, ou menos estúpido, se tivéssemos noções de antropologia. Um exercício de alteridade é um manifesto de humanidade. O diálogo sobre as crenças que são adquiridas através das tradições e aceitas com conformismo é elucidador.
Não é apenas um retrato e testemunho do puritanismo dos franceses da década de 1960, mas de toda uma geração que viveu agarrada em tradições conservadoras.
Pasolini é uma grande voz questionadora e política das artes.
Interessante documentário de Pasolini mostrando a visão do sexo e do casamento através das lentes religiosas e políticas de pessoas de várias classes sociais. Claro que ele se "intromete" e dá seus pitacos de vez em quando mas o resultado é quase sempre sincero e relevante.
Sensacional
fofo