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Um pai filma a filha todos os anos, no dia de seu aniversário, e faz a ela as mesmas perguntas. Em apenas 29 minutos, vemos a garota se transformar de menininha em jovem mulher, passando por todos os estágios, belos ou desajeitados, no caminho, enquanto a relação entre os dois se desenvolve em toda sua complexidade.
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Eu amei e acho vale Oscar sim! Quem não pegou as sutilezas da vida impressas ai é porque está passando por ela sem percebê-la.
Indicado no ano passado pelo polêmico When We Were Bullies, o diretor Jay Rosenblatt está de volta à corrida com How Do You Measure a Year? seu projeto ainda mais pessoal envolvendo sua filha Ella. Começando com seu segundo aniversário, Rosenblatt fez a Ella a mesma série de perguntas e documentou suas respostas, e guardou as filmagens até ela completar 18 anos. pelo caminho. Assim como seu filme indicado anteriormente, este não pode deixar de parecer um tanto auto-indulgente, sentindo que Rosenblatt pode ser recompensado pelo que é essencialmente um filme caseiro. Ainda assim, ver os anos passarem em questão de minutos é inegavelmente fascinante.
Outra vez esse diretor vaidoso com um curta péssimo no Oscar. Volta o cão arrependido!
Achei chatinho, principalmente quando ela canta. Hehe
Não é um projeto original - Michael Apted e Krzysztof Kieslowski já fizeram algo semelhante, além do Nikita Mikhalkov e seu ANNA DOS 6 AOS 18, deveras similar - mas o trabalho do Jay Rosenblatt merece destaque sobretudo pela precocidade da garotinha Ell: além de, em sua entrada na adolescência, demonstrar o quanto a série "Glee" foi importante para o resgate de certos clássicos musicais, ela associa desde cedo o poder à sexualidade, de maneira involuntária mas genial. Além de ser uma garota graciosa, ela é também muito inteligente e obcecada por algumas recorrências (vide as aparições elogiosas, ano após ano, dos pirulitos). Se o projeto avançasse até o final da vida dela, seria igualmente interessante. Diferentemente dos outros documentários congêneres, citados acima, o diretor prefere uma abordagem mais doméstico-familiar, menos "político" que os demais. Ainda assim, quão político é o olhar daquela moça em relação ao que a circunda, às convenções sociais cerceadoras dos Estados Unidos da América. Incrivelmente bom! (WPC>)