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Congo é um antidocumentário de Arthur Omar quase todo construído com letreiros que ocupam o lugar das imagens. Ele se propõe a ser um “filme em branco”, uma crítica do olhar colonizador da Antropologia, a qual reduziria a violência inerente às práticas populares a simples descrições científicas.
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Filme 054/2025
Visto em 03/03/2025
é uma apresentação de slides na aula de história, um aluno fez os textos, o que devia colocar as imagens faltou
Nuntendinada
Revi o filme hoje como se fosse a primeira vez... E era a terceira: vi o filme duas vezes seguidas, da primeira vez em que o descobri de tão escandalizado que fiquei. E não entendi a proposta, à época. Trevendo-o, fiquei embasbacado (lembrava aos poucos de já ter me digladiado para tentar compreendê-lo, mas entreguei-me ao puro sentimento, à rendição): filme de luta, não apenas naquilo que é exposto em sua narrativa e narração, mas principalmente no ato de estupro que é documentar o que quer que seja. A abundância de textos em tela é um recurso genial e aquele encontro canino, ao desfecho, é um convite à animalidade inequívoca do ser humano que tem muito a ver com o que o diretor realizaria a posteriori e que apreendeu muito bem em sua formação sociológica intensivamente questionada via arte cinematográfica. Extraordinário. Hoje, compro a briga do "antidocumentário, provisoriamente" com fervor! (WPC>)
Cacete, taí um filme que não sei o que é direito.