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Chris (Jamie Bell) e Tim (Devon Alan) são dois irmãos que moram com o pai (Dermot Mulroney), em uma cidade no sul dos Estados Unidos. A chegada de Deel (Josh Lucas), tio deles e ex-presidiário, muda completamente a vida de todos. Ao tentar se apossar de uma coleção de velhas moedas mexicanas, Deel mata a sangue frio seu próprio irmão. Após testemunharem o assassinato do pai, Chris e Tim fogem com as moedas mas esquecem a arma do crime. Eles passam então a fugir da polícia e também de Deel, que quer matá-los a todo custo.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
14.02.2008
Bom....
interessante que quando o pai/tio se revela a que veio toca uma música de fundo um coro feminino tipo daqueles que tocam em filmes de ocultismo🫢 e depois quando ele vai atrás dos piás de novo a mesma música se vc
Revendo agora em 2024, depois ter me apaixonado por esse filme na AXN há mais de 10 anos atrás. Relembrei o motivo de ter gostado.
Assisti na infância e nunca esqueci. Memorável.
*David Gordon Green - 8/12*
São poucos os que conseguem filmar uma pequena cidade rural do interior dos EUA tão bem quanto a dupla DDG e Tim Orr. Talvez Jeff Nichols em "Mud" e "Shotgun Stories", não sei.
Certos elementos - um vilão caricato, um tesouro amaldiçoado, jovens órfãos, uma longa jornada - dão ao filme um ar fantasioso, quase de fábula, tornando comparações com "O Mensageiro do Diabo" praticamente inevitáveis. A diferença entre os dois filmes é clara, no entanto: a construção da ameaça. A primeira metade do clássico de Charles Laughton é mil vezes mais eficiente e tem, na atuação de Robert Mitchum, um vilão muito mais carismático e aterrorizante, o que justifica - E MUITO - a fuga das crianças, já que ninguém da cidade acreditaria na crueldade de Harry Powell. Em "Undertow", essa fuga é bem menos convincente, pois claramente ninguém culparia os irmãos pelo ocorrido: destruir uma vidraça não é o mesmo que matar o pai, Chris, fique tranquilo. Além disso, falta algo a Josh Lucas que, embora interprete bem o lado "vilanesco" de seu personagem, fica devendo na construção de sua personalidade, na apresentação das mágoas passadas com o irmão e tudo o mais, o que o torna um pouco raso demais.
À exceção de pouquíssimas sequências, como a dos meninos tomando um banho de chuva ou a da refeição com o casal de fazendeiros, a trama se mantém sempre carregada de tensão, com alguns momentos de brutalidade - muito bem construídos, aliás - dispersos aqui e ali. Até mesmo quando Chris aparenta ter encontrado uma garota com quem conversar, o que prometia trazer um pouco de tranquilidade ao filme, o roteiro logo insere alguns ingredientes que nos fazem questionar a integridade da garota e elevar a tensão novamente. Acho que isso prejudicou um pouco a experiência, pois o filme não soube dosar tanto as emoções, mas talvez seja um gosto pessoal, já que eu esperava mais por um drama "coming-of-age" do que por um thriller comedido.
Também não sei o que pensar de algumas escolhas artísticas do DGG aqui: em alguns momentos, como nos créditos iniciais, fica legal e enriquece a experiência, já em outras parece um capricho vago e sem motivo. Mas, ok, acho válido querer experimentar e brincar com o meio.
Cismei, sem motivo algum, que o Jamie Bell tá parecendo muito uma jovem Sigourney Weaver na capa do filme.
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Momentos marcantes:
- A história de John sobre o barqueiro do inferno;
- Os créditos iniciais são excelentes! Apresenta o protagonista, o cenário e o estilo do diretor, tudo isso em apenas dois minutos e enquanto passa um monte de nomes na tela;
- O que o balão verde, enchido por um Chris com um furo no pé no início do filme e estourado por seu irmão na cena final, pode representar?;
- A cena no ferro-velho é muito boa, assim como toda a sequência com o casal de fazendeiros;
- Pare de comer tinta, menino.