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Data de lançamento
24 Jan. 2019Duração
Entrevistas atuais, material de arquivo e gravações de áudio feitas no corredor da morte traçam o perfil do notório serial killer Ted Bundy.
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“Conversando com um serial killer: Ted Bundy” é antes de tudo um raio x focado quase que totalmente no próprio assassino. Não há muitas referências às suas vítimas, além de seus nomes. O documentário se baseia nas mais de cem horas de fitas gravadas de entrevistas que Ted Bundy deu aos jornalistas Stephen Michaud e Hugh Aynesworth enquanto esteve no corredor da morte.
A edição ágil aproveita bem a grande quantidade de imagens do assassino em entrevistas, noticiários e cenas do julgamento, que foi transmitido pela TV, formando um amplo painel da sua personalidade dominadora e do frenesi midiático em torno de sua figura.
SPOILERS ABAIXO
Ted Bundy foi um criminoso cruel, repulsivo, dissimulado mas ao mesmo tempo, atraente e manipulador, era uma personalidade da mídia em uma época que não existia internet e nem globalização. Pode parecer absurdo falar isso, mas se hoje, mais de 30 anos após sua morte, ele ainda gera documentários e filmes, é porque é uma figura que ainda atrai olhares e interesse. Em que pese toda a dor e tragédia que causou, ainda temos a curiosidade de saber sobre sua vida, tentar entender o que o levou a praticar tantos crimes, como pode ficar impune durante tanto tempo, como pode manipular tantas pessoas, entre vítimas, advogados, imprensa e público atraindo tantos holofotes e se alimentando desse interesse quase fanático que se criou em torno dele.
Era um homem que se valia de sua aparência e charme para atrair suas vítimas. Era inteligente e afável, parecia “o rapaz da porta ao lado” e isso que assusta, pois o vizinho simpático pode ser um serial killer. Bundy foi o assassino que nos deu a consciência que monstros não tem “cara”, eles podem se esconder atrás de uma fachada agradável e cativante.
Eram os primórdios da análise de perfis do FBI, o termo “serial killer” estava começando a ser usado. A polícia não tinha recursos nem tecnologia, o que permitiu que Bundy demorasse a ser preso, conseguisse fazer duas fugas cinematográficas e durante a segunda, permaneceu foragido durante bastante tempo, período no qual cometeu mais assassinatos.
Para se ter uma idéia, Bundy foi preso por um guarda de trânsito, sendo que e a polícia demorou para descobrir que tinha capturado um dos criminosos mais procurados dos EUA, não havia um arquivo nacional de criminosos.
Sua arrogância e auto confiança era tanta, que desdenhava de seu advogado e quis representar a si mesmo no julgamento.
Os maior destaque é dado aos assassinatos que cometeu na fraternidade Chi Omega na Flórida, pelos quais acabou sendo acusado e condenado à morte. O curioso é que Bundy foi condenado apenas com provas circunstanciais, ao contrário de Jeffrey Dahmer e John Wayne Gacy, cujos corpos de suas vítimas foram encontrados dentro de suas casas e não havia dúvidas sobre a autoria dos crimes, Bundy não deixou provas, não havia corpos ligados à ele nem testemunhas. Hoje sua condenação seria altamente questionável e ele só resolveu confessar 36 assassinatos (estima-se que foram muitos mais) quando seus últimos recursos para protelar a execução na cadeira elétrica foram recusados.
O mito criado em torno de sua figura faz com que se perca de certa forma a noção do quanto ele foi cruel e sádico, ainda mais tanto tempo depois dos acontecimentos, mas seu nome acabou virando um “lenda” e é frequentemente citado quando se fala em assassinos em série. Certamente, Bundy com toda sua empáfia, narcisismo e arrogância, ficaria feliz em saber que mesmo sendo um exemplo de sadismo e selvageria, tornou-se um ícone da maldade em toda sua plenitude e a atenção que conquistou em vida, permaneceu após a sua morte.
É impressionante como homens se defendem. Nunca foi diferente, talvez nunca será.
Chocante e instigante.
15.12.2024
Comecei a assistir mas n conhecia bem a história história do Ted.
Confesso q fiquei muito surpresa e em choque com tudo o que ele fez e a forma como ele usou e manipulou as pessoas. É genial e doentio ao mesmo tempo. Absurdamente narcisista, louco, dissimulado e cruel.
Aquela audiência virou um circo, tudo aquilo pra mim foi uma palhaçada. Como as pessoas permitiram aquilo?! Meu Deus! Sentia nojo a cada momento que ele olhava para as câmeras sorrindo, debochando.. Ele amava tudo aquilo. Ctz se sentia um "Astro"..
Podemos ver como a polícia na época era desinformada, despreparada, lenta.. A namorada dele ligou, passou diversas informações que ele era um possivel suspeito, e de certa forma lá na frente isso nao fez diferença nenhuma. Não deram ouvidos. O cara era bonito, charmoso, bom de lábia, inteligente até certo ponto.. ninguem queria acreditar que ele fazia o que fazia. Preferiam ignorar. T.T
Revoltante tudo o que ele causou. Matou mulheres lindas jovens e acabou com várias famílias. Um crime de ódio contra mulheres, sem a menor dúvida. Muito triste, muito mesmo. Pra mim, a cadeira elétrica ainda foi pouco.
se fosse um cara negro teria pegado 30000 anos de cadeia + 17 anos por desordem.
sinceramente quando o juiz foi na cela dele por motivos da iluminação, eu senti o poder de persuasão desse homem e incapacidade do juiz de conviver sem receber a atenção, um belo circo a justiça e jornalismo americano. Posso estar errado mas eu não confio, em advogados que até depois 50 anos do caso terminar mantém de cabeça erguida a mesma justificativa, é sério cara, isso é coisa de retardado que não evoluiu nunca.
ted bundy tirou a vida de muitas pessoas inocentes, mas o interessante é como ele deu uma fagulha de vida pra esses idiotas incompetentes em altas posições, até hoje essa tchurminha de advogado e jornalista se excita em ter ''participado'' desse circo, em nenhum momento reconhecem ''eu errei'' muito pelo contrário ''não tinha internet'' kkkkkkk