Quando o soldado confederado Matt Weaver volta a sua cidade depois da Guerra Civil, ele encontra sua casa vendida pelo chefe da cidade Sam Brewster. Brewster contrata o pistoleiro Jules Gaspard d'Estaing para cuidar de Weaver, mas a aproximação que d'Estaing estabelece gera problemas na cidade de um jeito nada ortodoxo.
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Faroeste em DeLuxe Color da Stanley Kramer Productions, Hermes Productions, Larcas Productions e United Artists que foi baseado em um teleplay de 1957 de Larry Klein (1923-2018) que apareceu na Playhouse 90. O diretor/produtor/roteirista Richard Wilson (1915-1991) atuou como ator em Cidadão Kane (41) e A dama de Shangai (47).
Prólogo dos créditos de abertura: Território do Novo México , 1865. Originalmente o produtor Stanley Kramer (1913-2001) pretendia dirigir, com Rod Steiger liderando o elenco. 4 anos antes, Yul Brynner (1920-1985) e Brad Dexter (1917-2002) apareceram juntos em Sete homens e um destino (60). Último filme de Stan Jones (1914-1963).
Um western subestimado com atuações encantadoras de Yul Brynner e Janice Rule (1931-2003). O diretor Richard Wilson trabalhou com Orson Welles em seus projetos teatrais e essa influência era evidente no roteiro adaptado que escreveu. O filme questiona a superioridade moral dos Unionistas sobre os Confederados. O racismo está meramente relacionado com um confronto entre brancos e negros ou é mais amplo? O filme é elevado pela palavra falada.
Não é um clássico dos westerns. Apresenta uma boa estória (se não me falha a memória, com esta estória o único). É um filme psicológico, ativo em pensamentos e até algum suspense em torno da personagem principal Jul, de Yul Brynner (que esteve bem no papel). O pano de fundo apresenta os horrores que os soldados sofriam (sofrem) ao voltar das guerras inúteis sem mesmo se saber o porque dela, como no caso de Matt Weaver aqui neste filme. Direção boa, atuações também boas, roteiro que peca um pouco mas não compromete o todo. Recomendo.
Um faroeste que foge dos padrões clássicos. Padrões que foram desenhados por diretores como John Ford, John Huston, Fred Zinnemann, Howard Hawks, George Stevens, Anthony Mann, John Sturges, Raoul Walsh e Budd Boetticher.
Só assisto filmes de faroeste por conta dos padrões clássicos que alimentaram as minhas fantasias de criança. As pradarias do centro oeste dos EUA ficaram gravadas para sempre no meu coraçãozinho de moleque colonizado culturalmente.
Para citar exemplos, meu coração infantil batia mais forte quando ouvia a música de abertura do filme O homem do Oeste. Era arrebatador. Emocionava-me também com a música de abertura de Os brutos também amam; vibrei muito com as cenas finais de Matar ou morrer encerradas maravilhosamente com a entrada da canção de Dimitri Tiomkin: Do not forsake me" (Rehearsal). Era impossível não se comover quando Ethan Edwards (John Wayne) pegava sua sobrinha Debbie Edwards (Natalie Wood) no colo, no final do filme Rastros de ódio. Chorava quando via o garoto Joey berrar Shane! Shane! Shane, come back! no final do filme Os brutos também amam enquanto tocava a música tema.
Citei apenas algumas das centenas de cenas e músicas inesquecíveis dos faroestes clássicos que encantaram a minha infância.
Por isso, ver um mocinho careca como Yul Brynner, com cara de rei dos hunos, foi como levar um soco na cara.
Filme com pouca ação, mas com uma historia bacana!!