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Duração
Primeiro documentário de longa metragem sobre a Covid-19. Partiu do epicentro da pandemia, a cidade chinesa de Wuhan. Ali 15 cinegrafistas (voluntários ou remunerados) registraram aspectos diferentes da crise entre 23 de janeiro e 8 de abril. Em seu exílio na Alemanha, o artista plástico e cineasta Ai Weiwei recebeu quase 500 horas de material e rapidamente dirigiu a edição final de 113 minutos.
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Forte e de uma importância sem paralelo. Ai Weiwei nos leva clandestinamente pro epicentro da pandemia através dos olhos e lentes desses 15 cinegrafistas chineses. Ainda que de uma maneira superficial, as principais problemáticas envolvendo o país vêm à tona. Também os êxitos e falhas, propositais ou não, no combate à pandemia.
Melhor longa sobre a pandemia até agora.
"Quanto tempo isso vai durar?"
CoroNation #Coronation de #AiWeiWei China,2020
31 de dezembro de 2019. É confirmado o primeiro caso do corona vírus em Wuhan, capital da província chinesa onde vivem mais de 10 milhões de pessoas. Ai WeiWei vive exilado na Europa desde 2015, multi artista ativista, vai adentrar essa China doente através das câmeras de outros 12 artistas chineses que estão lá dentro do furacão. Literalmente trancados, esses artistas e suas câmeras vão percorrer esse país anti democrático, autoritário e pouco transparente que não mostrou ao mundo a forma como controlou esse vírus mortal. Seus voluntários estão dentro dos hospitais nos leitos de morte de pacientes condenados, nos quintais das casa das pessoas assustadas, nas ruas desertas onde ninguém mais passa. Coronation é o filme que fala dessa China ditatorial que fará de tudo, sem escrúpulo algum para conter a praga. Mas o que é a praga? Quem são os vírus? Em determinado momento um homem fala para a câmera que não está mais doente há meses, mas ainda está trancado dentro do hospital tomando os mesmos remédios dos que estão doentes, ele diz que faz parte do número de pessoas vivas que o governo precisa computar dentro do hospital, ele se tornou um número, vai ficar ali servindo de estatística. É sobre essa desumanidade que Ai WeiWei vai falar. Somos todos números. Não tem volta. Estão perto de encontrar a fórmula certa da vacina para o Covid, que tem seu número:19. O vírus chamado humano que está destruindo a humanidade, não tem cura, para esse vírus não vão nem tentar encontrar a vacina.
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#Documentário #CinemaChines #CoronaVirus #Covid19
Meu primeiro contato com este cineasta/ativista extremamente contundente foi um filme sem qualquer concessão. Extremamente lento e contemplativo, inicia-se no mês de janeiro de 2020, quando a cidade de Wuhan já estava sob 'lockdown' e vai até agosto do mesmo ano, poucos dias antes de seu lançamento. Não há intertítulos ou qualquer letreiro, exceto ao final. Não sabemos quem são aquelas pessoas, a fim de que o processo seja translado ao máximo às sensibilidades de espectadores de quaisquer países. Avança mui lentamente - e devasta. Há a focalização de animais domésticos mortos, há um embate entre mãe fanática do maoísmo e filho "integrado" à nova conjuntura capitalista, há mortes, há burocracia estatal, há luto, há impedimentos de encontros, há dor, há espanto... Só não há espetacularização da pandemia: está longe de ser um filme-catástrofe, mas sim um libelo anticapitalista. Incômodo e genial: já sou fã do diretor! (WPC>)