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O filme Corpo Infamiliar busca criar um paralelo entre o corpo que vivencia a pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19 e a descrição do inconsciente no texto de Freud (1919), O Infamiliar (Das Unheimliche). O inconsciente, o infamiliar e a estética desta narrativa descrita no texto, tendo como pano de fundo o contexto político e social brasileiro.
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Psicanaliticamente muito interessante: a diretora investiga as condições sufocantes do confinamento a partir de três âmbitos interligados. Inicialmente, a observação dos ambientes, a amostragem de aspectos característicos da capital de Sergipe, numa excelente fotografia em preto-e-branco; ao mesmo tempo, vemos pessoas lidando com as solidões induzidas pelas necessidade de quarentena, geralmente nuas, em contato consigo mesmas; e, permeando tudo, a explicação conceitual do título, a partir de análises freudianas e com o auxílio da incômoda (no melhor dos sentidos) e bela trilha musical do versátil Alessandro Santana. O saldo geral é sumamente poético, mas há algo de descompassado no conjunto. Por motivos de apreensão pessoal, não funcionou tanto comigo. Mas é gracioso! (WPC>)