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Ben terá de passar o resto de sua vida em uma cadeira de rodas. Ele é vivaz, inteligente e está desesperado. Christian é descontraído e sabe dar um jeito às coisas na vida. Annika se apressa em uma vida cheia de práticas para sua apresentação de violoncelo, mas numa manhã na que ela se choca com Christian os três se tornam amigos.
Eles rapidamente criam seu próprio mundo e depois se apaixonam, naturalmente, os garotos começam a querer mais do que apenas a amizade de Annika. No entanto, Annika não consegue se decidir. Ela gosta das brincadeiras de Christian, mas ela nunca conheceu ninguém como Ben, ele é diferente em todos os sentidos: ele não só é uma pessoa interessante, senão que também está em uma cadeira de rodas. Algo que começou como um jogo para eles se torna em uma viajem na que Ben terá de superar seus medos mais profundos e na que não poderá encontrar o caminho de volta sozinho.
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Três estranhos que se tornam amigos e passam a confiar em seus sonhos e desejos insatisfeitos parece ser uma premissa completamente banal. No entanto, as situações trágicas tornam-se engraçadas, as situações tristes fazem parte da rotina diária e são tomadas com humor negro. Esta dramédia se atreve a quebrar tabus ao permanecer autêntica e perto da realidade, e ainda assim se permite alguma fantasia. É contada de forma emocionante e muito divertida. Merece ser conhecida.
Passou em uma mostra de filmes alemães contemporâneos com o nome de "Corra Se Puder". O longa é sombrio, mas, ao mesmo tempo, enternecedor. Os protagonistas são excelente e a história singela te prende em todos os segundos com uma mistura de dura realidade e pitadas de fantasia.
A sinopse parece chamar a atenção por causa da similaridade com filmezinhos alternativos estadunidenses com fórmulas semelhantes de amor a três. O roteiro deste filme alemão sucumbe a clichês horrendos e fica absolutamente desinteressante nalguns pontos, o que só pior por causa da insuportabilidade advinda da composição insuportável (para além do que o seu mimado personagem exige) de Robert Gwisdek e da idiotia coadjuvante do bonito Jacob Matschenz. O que salva este CORRE, SE VOCÊ PUDER do fracasso massivo é o charme e competência da maravilhosa Anna Brüggemann, irmã do diretor: ela compensa cada segundo de duração do filme, ah, compensa... (WPC>)