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Jo é casada pela segunda vez e tem cinco filhos. Seu casamento está chegando ao fim quando ela conhece o escritor Jake. Jo decide ficar com ele, mas alguns anos depois ela está deprimida. Um psiquiatra aconselha uma mudança, e ela e o marido vão morar no interior. As coisas parecem melhor até o dia em que ela diz estar grávida novamente. Jake não quer mais um filho e Jo aceita a idéia de aborto apenas para manter seu casamento feliz. Mas a partir disso ela passa a questionar o amor de Jake.
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Talvez o conto da mulher traída e do casamento em ruínas seja um tanto comum e desgastado, muito embora aqui Jack Clayton consegue transmitir muito bem a dor daquela relação em ruína. E que belíssima cinematografia deste diretor tão pouco lembrado mas tão competente , com uma fotografia estonteante e filmando os rostos dos personagens com muita perspicácia.
O filme tem altos e baixos. Tem momentos da mais pura monotonia e outros que nos surpreendem e fazem valer a experiência de conhecê-lo. Peter Finch e Anne Bancroft estão excelentes como o casal de protagonistas. A última levou prêmios de melhor atriz em Cannes e no Globo de Ouro e na minha opinião deveria ter levado também a estatueta do Oscar pela qual concorreu.
Filme bizarramente interessante liderado por uma Anne Bancroft DESTRUIDORA. Vale muito a conferida.
Baseado no romance semi-autobiográfico da escritora Penelope Mortimer, "Pumpkin" é valorizado pelo olhar do dramaturgo e prêmio Nobel, Harold Pinter, e pela direção criativa e detalhista do Clayton, que emula aqui o estilo Antonioni. Anne Bancroft é um caso a parte. Sua interpretação é meticulosa, com uma maestria pouco vezes vista nas telas. Ela assume esse personagem complexo dentro de sua simplicidade, que nos assusta e emociona, deixando uma marca indelével após o final. Um filme fantástico e importante.
Produção inglesa indicada ao Oscar de melhor atriz, Anne Bancroft (1931-2005); no Globo de Ouro, ganhou como melhor atriz de drama; no BAFTA, foi nomeado a 7 categorias: venceu os de melhor atriz estrangeira, Anne Bancroft, melhor roteiro de filme britânico, melhor figurino de filme britânico em preto e branco e melhor fotografia de filme britânico em preto e branco, sendo indicado a melhor direção de arte de filme britânico em preto e branco, melhor filme britânico e melhor filme de qualquer origem; no Festival de Cannes, mais 2 indicações: Anne Bancroft venceu como melhor interpretação feminina e foi nomeado a Palma de Ouro de melhor filme. O roteiro, de autoria do dramaturgo Harold Pinter, é baseado no romance homônimo da escritora inglesa Penelope Mortimer, publicado em 1962. Peter Finch (1916-1977) é um dos casos raros de vencedores na história do Oscar. Pelo filme Rede de intrigas (76), o ator teve a nomeação e prêmio póstumos. Finch se tornou o primeiro vencedor póstumo em uma categoria de atuação. Sua viúva Eletha Finch e o roteirista Paddy Chayefsky aceitaram o prêmio em seu nome.
Jo Armitage, uma mulher que foi casada várias vezes, parece que, com seu último marido, Jake Armitage, encontrou a estabilidade que ela precisava. Mas a calma e serenidade que ela gosta pode ser enganadora. Ela submete-se à operação de esterilização mas entra em crise quando descobre que a amante do marido está grávida.