Quarenta anos atrás, durante a revolta para derrubar o regime do xá no Irã, os manifestantes atearam fogo aos cinemas como uma maneira de mostrar oposição à cultura ocidental. Muitos cinemas foram incendiados. Em um caso trágico, um teatro foi incendiado com quatrocentas pessoas dentro, a maioria das quais foi queimada viva. Quarenta anos se passaram e, no Irã contemporâneo, quatro indivíduos também decidem queimar um cinema. O alvo pretendido é um teatro que mostra um filme sobre um míssil desenterrado e não explodido. O passado e o presente se encontrarão?
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Muito bom filme, a história é impactante....interessante como contaram a história. VI dia 19/06/22
Obra-prima! Apesar de a sinopse ter impressionado-me desde o primeiro instante, a longa duração fez com que eu adiasse um pouco a sessão. Desde o baque metalingüístico de abertura, fiquei fascinado, o que só avançou, em caráter trifásico: a reconstituição temporalmente deslocada do evento-chave é asfixiante, as discussões sobre história da cinefilia que concatenam os blocos tramáticos são divertidas (beirando a autoironia) e o filme dentro do filme é sublime, em seu surrealismo cíclico. Se eu já estava hipnotizado com a inteligência da 'mise-en-scène' e estava prestando atenção redobrada aos diálogos, que possuem dados muito específicos sobre os conflitos políticos iranianos, fiquei em transe quando percebi as repetições inseridas em elaboradíssimos planos-seqüências. O desfecho em aberto - e, ao mesmo tempo, tão visto e sentido - é estupefaciente. Obra-prima absoluta, com direção de fotografia grandiosa e montagem alucinante. Filmaço, filmaço, filmaço! (WPC>)