O filho adotivo de um ator renomado descobre que só é elogiado nos palcos e poupado das críticas negativas por ser o herdeiro do seu pai, e que seus colegas o menosprezam pelas costas. Somente uma empregada da familia é honesta com ele e tem coragem de lhe dizer a verdade, ainda assim incentivando-o para que continue na profissão.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Produção japonesa em preto e branco da Shochiku que foi baseada no conto homônimo de Shōfu Muramatsu (1889-1961), - pseudônimo de Giichi Muramatsu - que, por sua vez, foi baseado no ator kabuki Kikunosuke Onoe II (1868-1897). Houve uma refilmagem quase 2 décadas depois: Zangiku monogatari (56).
Segundo críticos e estudiosos, este filme sintetiza a estética de “uma cena = um tiro no escuro” do diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956). Na verdade, há muitas cenas que não têm cortes internos e o filme inteiro quase não contém close-ups. O filme finalmente estreou nos EUA em 1979, 40 anos após seu lançamento inicial no Japão. Foi também o 1° filme do que mais tarde seria considerado uma trilogia sobre o teatro no período Meiji (sendo os outros o filme perdido Uma mulher de Osaka/Naniwa onna (40) e A vida de um ator/Geidō Ichidai Otoko (41).
O filme é uma espécie de manifesto cinematográfico, um retrato do longo aprendizado, dos duros golpes, das rivalidades amargas e das angústias pessoais que dão origem a um grande avanço artístico. Fala sobre o sacrifício feminino ao longo de toda uma vida no universo do teatro kabuki — dominado por homens —, o posicionamento da câmera é, muitas vezes, tão excêntrico que somos levados a reconhecer as decisões de direção, independentemente de como elas servem à história. Apesar de ser muito longo e pausado, tem que entrar no clima da estória pra não se aborrecer antecipadamente.
Ainda que tenha todo um contexto histórico a ser analisado, me incomoda a história já tão explorada da doação da própria vida de um membro do casal, para o sucesso do outro. Fora isso, a longa duração para uma história tão simples, também me incomodou um pouco. Nota 6,0.
Melancólico,intenso e belíssimo em mesmas proporções.Da mesma forma acontece com o Drama e Romance,lado a lado nos presenteia com os melhores momentos desse mais perfeito trabalho de Mizoguchi.
Um filme que com a maior paciência do mundo mostrou toda a luta de uma artista rejeitado,mas em busca da glória eterna.
Uma das maiores ascensões que já vi num filme.
>Assistido em 25 de Agosto de 2021
O filme é muito bom mais perde um ponto por ser longo demais ( apesar de não ser cansativo ) . O destaque vai para a belíssima fotografia e para o teatro retratado no filme . O drama é previsível .
Kenji Mizoguchi e Yasujiro Ozu devem ser os dois cineastas mais super-valorizados de um país cuja cinematografia produziu, no século XX, excelentes artistas como Akira Kurosawa, Masaki Kobayashi, Hiroshi Teshigahara e Kon Ichikawa.
Me incomoda particularmente o arco narrativo de pobre servindo de escada para algum "amadurecimento emocional" de rico e depois morrendo ou saindo de cena. É algo presente até em filmes bons, como o "Marujo Intrépido" de 1936 ou a comédia francesa, bem mais recente, "Les Miserables". Talvez o caso mais famoso seja "Titanic" (1997), conforme reconhecido pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek,
A partir de antes da metade já fica bem previsível todo o desenrolar que o roteiro terá e só resta acompanhar até o final manjado, com um ou outro enquadramento bonito até lá.