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Duração
Cristina e Lane estão em uma viagem pela Nova Zelândia para encontrar com um famoso romancista com quem Cristina agendou uma entrevista. Elas sofrem um terrível acidente de carro. Cristina vai para o hospital, gravemente ferida, e Lane (Marcia Gay Harden) é abalada mentalmente pelo acidente. Ela assume a identidade de Cristina diante do romancista e rapidamente forma uma ligação íntima com a filha dele, de nome Angela. E isso é o estopim para o desencadeamento de relações passionais e turbulências emocionais.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Apesar de o filme assumir publicitariamente as suas entrelinhas psicanalíticas, muito de sua 'mise-en-scène' assume as convenções de gênero exigidas para que os dilemas 'queers' fossem representados à época: ou seja, a trama passa do drama ao suspense em segundos, com alguns instantes (explicitamente?) caricaturais, que direcionam o julgamento do espectador acerca das más ações das personagens. À medida que o filme avança, entretanto, percebemos que o roteiro e as interpretações são muito mais complexas do que a celeridade sinóptica faz pensar: não é um filme sobre vingança, mas sobe os efeitos colaterais do ciúme a inassunção dos próprios sentimentos de desejo. O que ocorre no desfecho é absolutamente sintomático - e continua a ocorrer aqui fora. É um advertência gritante, que não foi devidamente compreendida (e nem tinha como ser) por quem insiste em procurar vilões e/ou eleger culpados. É um filme sobre nossos erros constitutivos e sobre o perigo de abandonar alguns de nossos defeitos, sob pena de ficarmos desidentitarizados. Ok, admito que a Marcia Gay Harden exagera um pouco em sua composição 'vamp' (mas era o que exigiram-lhe) e que Caitilin Bossley parece inaqueda como adolescente nalguns momentos. E William Zappa é insuportável. Mas, sempre que está em cena, a personagem Christina perturba-nos bastante. Pena que os julgamentos da realidade levaram-na a fazer aquilo, ao final. Era exigência catártica de parte do público pagante. Eu fico a seu lado: sou daquele jeito, precisamente. Ao término da sessão, o filme só melhora: super equivocado, mas cheio de amor para dar - literalmente! (WPC>)