A vida de Andy de repente muda quando sua mãe continua sendo vítima de um acidente. Agora, não há ninguém que possa cuidar dele e ele é forçado a se mudar para Cuernavaca, a casa da sua avó paterna. Enquanto sua avó (Carmen Maura) faz tudo para mantê-lo longe e parece esconder muitos segredos, o menino entra em contato com o filho do jardineiro tão atraente quanto perigoso. Ele então decide começar a procurar o seu pai sozinho.
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Em uma palavra: solto
Drama sonolento, ainda que a ideia de abordar questões da infância em uma família partida seja interessante.
Eu creio que algumas pessoas (quiçá, a maioria) não faz ideia do que significa "filme cult" (coisa que "Cuernavaca" passa longe de ser). Jogar pedras no filme só por causa das cenas em slow motion ou dos silêncios do filme sob a alegação de que "se pretendeu cult" é o tipo de ação de quem pare para assistir a algo já com quarenta pedras nas mãos. Que pena.
O que vi aqui foi um filme sensível e que imerge em questões delicadas sem medo de relacionar cada uma delas à infância. Não nos esqueçamos: crianças não são seres pueris desprovidos de maldade. Pelo contrário, o mundo infantil deve ser retratado com suas verdades, tendo coragem para mostrar que as atitudes dos adultos podem destruir a vida de uma criança. E o filme mostra isso.
"Cuernavaca" tem uma camada que me tocou bastante que é a desmistificação da avó como um ser de amor incondicional e até mesmo da paternidade como símbolo de redenção. Somado a isso, Andy é um personagem que cresce ao longo do filme e tem atitudes que, apesar de controversas,, indicam o amadurecimento do personagem. Talvez não seja um primor cinematográfico (não, não é), mas dizer que é "trágico se não fosse cômico", como disse um entendido abaixo, beira o ridículo.
P.S: para os "entendidos" que quiserem ver o que de fato é um filme "cult" (pelo menos no que eles consideram preconceituosamente como cult), assistam "O Nome do meu Irmão É Robert e Ele É um Idiota" (2015) de Philip Gröning ou "Melancolia" (2011) do Lars von Trier.
é um filme sensível e recheado de temas complexos. Andy é um personagem tão delicado ao mesmo tempo em que toma decisões que vão além da sua maturidade.
O diretor fez o filme em um dia de tédio