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Sinopse
Netflix, 6 episódios; Contos folclóricos do continente africano em formato de antologia multilíngue. Amor, luto e misticismo. 1 - Katera da Ilha da Punição 2- A escolha de Halima 3- Anyango e o Ogro 4- O gênio da inimizade 5- Katope 6- MaMlambo
O Genocídio Silencioso: Para onde foram Africanos que foram levado pra o Oriente ?
Esta é uma ferida histórica que precisa ser aberta. É uma pergunta que deve ser feita em voz alta: como milhões de pessoas podem simplesmente "desaparecer" da história de uma região? Estudos históricos estimam que, entre o século VII e o século XX, o tráfico de pessoas pelo Oceano Índico e pelas rotas transarianas — dominado por mercadores árabes — arrancou entre 10 e 18 milhões de africanos de suas terras. O terror atingiu em cheio o que hoje conhecemos como Quênia, Tanzânia, Moçambique, Zimbábue e Zâmbia. Para se ter uma ideia do impacto, esse número é equivalente ou até superior ao de africanos trazidos para as Américas. No entanto, enquanto nas Américas a descendência africana é visível em milhões de pessoas, no Oriente essa presença foi quase totalmente apagada. O que aconteceu com esses milhões de vidas? A resposta reside na brutalidade de um sistema desenhado para não deixar rastros: Mutilação e Castração em Massa: A maioria dos homens era castrada para servir como eunucos. O procedimento era tão rudimentar que a taxa de mortalidade era altíssima. A castração era uma ferramenta de extermínio geracional: ela garantia que 10 milhões de homens nunca se tornassem 40 ou 50 milhões de descendentes. O Apagamento das Mulheres: Milhões de mulheres foram absorvidas em haréns e casas como servas domésticas. Seus filhos, gerados por homens árabes, eram integrados à sociedade, mas sua herança africana era sufocada por uma "arabização" forçada. A identidade negra era diluída até sumir se misturando as "raças" A Falta de Espaço para a Identidade: Diferente do Brasil, onde a resistência criou quilombos e preservou o tambor e o rito, naquelas sociedades o negro não tinha permissão para existir enquanto grupo. A sobrevivência dependia da assimilação absoluta e do silêncio. Hoje, quando olhamos para o mapa do Oriente Médio e da Ásia e não vemos comunidades negras prósperas e numerosas, não é porque nossos não estiveram lá. É porque eles foram vítimas de um sistema que não apenas escravizou o corpo, mas planejou a extinção da descendência e da memória. O sangue africano está diluído em muitas linhagens árabes, mas a identidade negra foi enterrada por séculos de castração, violência e um apagamento sistemático que a história oficial ainda tenta esconder. mas os Africanos apenas aceitam ser escravizados e não reagiram ? isso será explicando no próximo poste, sobre a revolução Zanj uma das maiores revolta de escravizando que o Oriente tremeu.
Vez ou outra comento como o serviço de streaming nos abriu janelas para espiar culturas e formas de expressão de outros lugares que não teríamos contato normalmente. ... A antologia Curtas do Folclore Africano reúne seis histórias em diferentes países do continente africano e gêneros narrativos, da fábula ao drama familiar, produzidos na Tanzania, África do Sul, Nigéria, Kenia, Mauritânia e Uganda. ... Para não falar sobre todos, ressalto Mamlambo da África do Sul que mostra a relação a deusa das águas ajudando uma garota vítima de violência; e Lateral, de Uganda, sobre uma mulher exilada que retorna para se vingar do homem que domina a região de onde foi expulsa. ... Narrativas retiradas da tradição de cada cultura, mas com uma roupagem ainda mais sombria, acentuando horrores reais, mesmo nos contos mais fantásticos. Assim, vemos os episódios tratando de temas pesados como violência doméstica, casamentos forçados, xenofobia, segregação social, entre outros. ... Cada episódio também nos mostra diferentes técnicas, linguagens e equipamentos disponíveis, de atuações mais complexas a outras amadoras, viajamos entre questões metafísicas e outras mais materiais, diretores que experimentam tomadas de formas diversas, e até a mudança na granulação e razão de aspecto demonstram acessos a diferentes tecnologias. Sem que nenhuma destas diferenças impeça a entrega de boas e intrigantes histórias. ... Além de trazer múltiplas possibilidades técnicas e de linguagem que mostram como cada país possui resoluções diferentes a partir do que se mostra disponível, com atuações mais complexas e outras amadoras. ... Os seis curtas foram selecionados entre mais de 2.000 candidatos da África que responderam ao edital de 2021 da Netflix e Unesco, que ofereceu subsídios de produção de £ 55.000. ... Disponível: #netflix ... 8,5/10
O Genocídio Silencioso: Para onde foram Africanos que foram levado pra o Oriente ?
Esta é uma ferida histórica que precisa ser aberta. É uma pergunta que deve ser feita em voz alta: como milhões de pessoas podem simplesmente "desaparecer" da história de uma região?
Estudos históricos estimam que, entre o século VII e o século XX, o tráfico de pessoas pelo Oceano Índico e pelas rotas transarianas — dominado por mercadores árabes — arrancou entre 10 e 18 milhões de africanos de suas terras. O terror atingiu em cheio o que hoje conhecemos como Quênia, Tanzânia, Moçambique, Zimbábue e Zâmbia.
Para se ter uma ideia do impacto, esse número é equivalente ou até superior ao de africanos trazidos para as Américas. No entanto, enquanto nas Américas a descendência africana é visível em milhões de pessoas, no Oriente essa presença foi quase totalmente apagada.
O que aconteceu com esses milhões de vidas?
A resposta reside na brutalidade de um sistema desenhado para não deixar rastros:
Mutilação e Castração em Massa: A maioria dos homens era castrada para servir como eunucos. O procedimento era tão rudimentar que a taxa de mortalidade era altíssima. A castração era uma ferramenta de extermínio geracional: ela garantia que 10 milhões de homens nunca se tornassem 40 ou 50 milhões de descendentes.
O Apagamento das Mulheres: Milhões de mulheres foram absorvidas em haréns e casas como servas domésticas. Seus filhos, gerados por homens árabes, eram integrados à sociedade, mas sua herança africana era sufocada por uma "arabização" forçada. A identidade negra era diluída até sumir se misturando as "raças"
A Falta de Espaço para a Identidade: Diferente do Brasil, onde a resistência criou quilombos e preservou o tambor e o rito, naquelas sociedades o negro não tinha permissão para existir enquanto grupo. A sobrevivência dependia da assimilação absoluta e do silêncio.
Hoje, quando olhamos para o mapa do Oriente Médio e da Ásia e não vemos comunidades negras prósperas e numerosas, não é porque nossos não estiveram lá. É porque eles foram vítimas de um sistema que não apenas escravizou o corpo, mas planejou a extinção da descendência e da memória.
O sangue africano está diluído em muitas linhagens árabes, mas a identidade negra foi enterrada por séculos de castração, violência e um apagamento sistemático que a história oficial ainda tenta esconder. mas os Africanos apenas aceitam ser escravizados e não reagiram ? isso será explicando no próximo poste, sobre a revolução Zanj uma das maiores revolta de escravizando que o Oriente tremeu.
Só vale assistir quem gosta de explorar outras culturas.
Vez ou outra comento como o serviço de streaming nos abriu janelas para espiar culturas e formas de expressão de outros lugares que não teríamos contato normalmente.
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A antologia Curtas do Folclore Africano reúne seis histórias em diferentes países do continente africano e gêneros narrativos, da fábula ao drama familiar, produzidos na Tanzania, África do Sul, Nigéria, Kenia, Mauritânia e Uganda.
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Para não falar sobre todos, ressalto Mamlambo da África do Sul que mostra a relação a deusa das águas ajudando uma garota vítima de violência; e Lateral, de Uganda, sobre uma mulher exilada que retorna para se vingar do homem que domina a região de onde foi expulsa.
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Narrativas retiradas da tradição de cada cultura, mas com uma roupagem ainda mais sombria, acentuando horrores reais, mesmo nos contos mais fantásticos. Assim, vemos os episódios tratando de temas pesados como violência doméstica, casamentos forçados, xenofobia, segregação social, entre outros.
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Cada episódio também nos mostra diferentes técnicas, linguagens e equipamentos disponíveis, de atuações mais complexas a outras amadoras, viajamos entre questões metafísicas e outras mais materiais, diretores que experimentam tomadas de formas diversas, e até a mudança na granulação e razão de aspecto demonstram acessos a diferentes tecnologias. Sem que nenhuma destas diferenças impeça a entrega de boas e intrigantes histórias.
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Além de trazer múltiplas possibilidades técnicas e de linguagem que mostram como cada país possui resoluções diferentes a partir do que se mostra disponível, com atuações mais complexas e outras amadoras.
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Os seis curtas foram selecionados entre mais de 2.000 candidatos da África que responderam ao edital de 2021 da Netflix e Unesco, que ofereceu subsídios de produção de £ 55.000.
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Disponível: #netflix
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8,5/10
Gostei bastante de 2, achei ok outros dois e achei meia-boca um.
Todos bem realizados e com potencial para ter seus universos expandidos...