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Data de lançamento
21 Março 2019Duração
Dafne é uma jovem bastante independente. Apesar de ter Síndrome de Down, ela se insere facilmente entre pessoas sem deficiência intelectual, trabalhando num supermercado e cuidando da casa junto dos pais. Quando perde a mãe, a garota precisa atravessar o período de luto enquanto se aproxima do pai, de quem não era muito próxima.
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já sei que vou chorar horrores
É difícil ver filmes que colocam pessoas com Síndrome de Down no protagonismo sem tomar sua condição algo que as limite, aliás, já é difícil ver filmes com portadores de Down sendo protagonistas, justamente por essa representatividade Dafne já tem seus méritos.
Dafne (Carolina Raspanti) é uma jovem bastante independente que trabalha em um supermercado e leva sua vida como qualquer outra jovem de sua idade. Quando perde a mãe, a garota precisa atravessar o período de luto enquanto se aproxima do pai (Antonio Piovanelli), de quem não era muito próxima. Ambos embarcam em uma jornada de auto-conhecimento onde irão fortalecer os laços de pai e filha.
O maior mérito do longa fica para a forma com que o diretor italiano Federico Bondi conduz a história. Sua direção é bastante discreta e ele nunca pesa a mão, assim ele evita tornar Dafne uma vítima de sua condição - nunca vemos Dafne reclamar ou ser motivo de piada por ter Síndrome de Down -, Bondi também evita dramatizar demais um momento triste e doloroso como o luto e a saudade da mãe, nesses momentos a trilha é sutil e sua câmera evita proximidades.
No entanto, há momentos em que Bondi busca Dafne, e é nessa proximidade que ele dá a Raspanti a oportunidade de se revelar uma atriz que nos toca, nos faz rir e nos emociona não por ser portadora de Síndrome de Down, mas por representar com naturalidade alguém que reúne forças para superar o luto e ajudar até mesmo o pai, muito mais fragilizado do que ela.
Dafne é uma das personagens femininas mais fortes do ano, e o longa Dafne uma grata surpresa vinda da Itália. Um filme sobre relações familiares fortalecidas após um período necessário e com um dos finais mais tocantes e singelos do ano.