Dirigido por
Duração
Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados.
Exu que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.
Dirigido por Kiko Dinucci, o filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças - Exu no Brasil conta com participações de Sacerdotes e estudiosos.
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Tenho que assistir algumas outras vezes pra soltar tudo o que achei aqui, mas desde já: maravilhoso! que riqueza!
Muito surpresa pelo trabalho de Kiko Dinucci também no cinema. Muito linda a construção da narrativa junto as imagens...
''rezar é algo muito intelectual'' '' O Candomblé é uma religião muito materialista, por isso o dar de comer'' uau, muitas reflexões que surgiram aqui a partir desse doc.
https://vimeo.com/1436330?pg=embed&sec=1436330
"Exu é um espírito macumbeiro", haha.
Cultura nos enriquece...
"Mas, o que eu vejo especialmente acontecendo no mundo evangélico, e no mundo cristão também, considerando de uma maneira mais ampla, é que há muito desconhecimento do que é a religião africana e das outras religiões também. E a formulação de muitos conceitos nasce a partir desse pressuposto de que eu conheço alguma coisa mas não é o suficiente para elaborar, mas eu elaboro, em defesa da minha ótica, sem ter experiências, sem ouvir, sem fazer a leitura, sem compreender a essência. E por conta disso a gente tem alimentado por muitas vezes uma cultura de parcelamento da verdade, de vivência de valores antigos, que vieram ainda da história inicial do Brasil, que redundam numa violência que já não tem mais sentido."
Pastor Elias de Andrade Pinto
Esse pra mim é o clímax deste documentário. Muito me surpreendeu essa fala vinda de um Pastor, o que a faz ser mais bonita ainda (já que estamos em um tempo de querelas religiosas praticamente infindáveis).